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Entrevista a António Lobo Antunes

por Rui Luzes Cabral, em 13.11.14

 

 

Entrevista de Isabel Lucas a António Lobo Antunes - Público, suplemento Ípsilon de 7 de Novembro de 2014

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publicado às 10:21

Vocação Portuguesa

por Rui Luzes Cabral, em 04.01.08

 

A comunicação social portuguesa deve ser aquela que mais divulga o que acontece no mundo e maior destaque lhe dá. Quando existem eleições por aí, noutros países, muitas vezes até criamos nas televisões programas especiais de acompanhamento do escrutínio dos resultados eleitorais e temos correspondentes no sítio certo a trazer-nos a notícia “fresquinha”. Nos telejornais normais é elevado o número de notícias que damos doutras paragens, muitas vezes para noticiar coisas um tanto ou quanto insignificantes. Nos jornais, como se viu no Jornal Público (de 29 de Dezembro de 2007) com o destaque à morte da líder da oposição no Paquistão, Benazir Bhutto, damos honras de primeira página (completa) e basta abrirmos todos os dias os nossos jornais e ouvir também as nossas rádios para se perceber que a comunicação social portuguesa gosta e está atenta ao que se passa lá fora.

 

Será que os outros são também assim como nós, ou será que esta minha opinião é de alguém que vê as coisas a partir de dentro (de Portugal) e não a partir de fora (do estrangeiro)?

 

Seja como for, julgo que assim é que deve ser e é uma mais-valia para nós sabermos o que vai por esse mundo fora. É uma questão de cultura geral intercontinental e isso só abona a nosso favor. Afinal por aqui não é tudo mau como muitos dos portugueses (talvez os menos atentos) gostam sempre de choramingar. Será que é por isso que cantamos o fado? Estarão nos nossos genes as características desta nossa maneira (negativa?) de encarar o que somos e o que valemos?

 

Talvez. Mas sendo de que maneira for, fomos, somos e seremos sempre um povo aberto aos outros e sempre prontos a avançar na conquista de novos mundos. Não é por acaso que no Século XV partimos à descoberta de novas paragens.

 

No entanto há quem diga e escreva que apesar desta nossa forma de noticiarmos “os outros”, isto é só para uma elite restrita, continuando a sermos na generalidade um povo inculto e nada conhecedor do que se passa por aí, ou seja, chega-nos a informação mas nós não a apreendemos, nem tão pouco a seleccionamos, muito menos a comentamos. E muitos vão mais longe dizendo que nem os temas nacionais nos interessam, nem deles somos conhecedores.

 

Posto isto exige-se a pergunta: Somos ou não um povo culto em relação aos temas nacionais e internacionais?

 

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publicado às 12:40


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