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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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09.02.10

Liberdade de Expressão

Rui Luzes Cabral

Há um grande debate na comunicação social em Portugal, sobre a liberdade de expressão e sobre as pretensas ameaças de se tentar calar alguns jornalistas ou mudar o estilo de alguns programas, que possam ser críticos para com o Governo.

 

Não vou fazer julgamentos sobre isso, pois não tenho dados suficientes para avaliar o que se passa, verdadeiramente. Mas há uma coisa que sei e que tenho constatado por aí, por esses concelhos do país, da qual alguns, vou conhecendo a realidade local.
O que se passa por parte do poder instalado, seja ele, o partido que for, é talvez mais preocupante do que se passa a nível dos órgãos de comunicação social, ditos de abrangência nacional. Só que sobre isso ninguém diz uma palavra. É que muitos jornais e rádios locais sobrevivem e servem quem está no poder e vão-se adaptando às mudanças que entretanto surgem, como o camaleão.
Não sei como andam por aí tantas “virgens ofendidas”, clamando contra a “claustrofobia democrática”, esquecendo-se que o país não é só Lisboa, que os políticos não são só os do Governo e que a democracia que se exige e merece, tanto deve ser um dado adquirido na mais pequena aldeia, como na grande capital.
01.06.09

A PALAVRA ESPECIFICIDADE DÁ PARA TUDO?

Rui Luzes Cabral

Os lavradores e os pescadores precisam de ajudas pois a sua profissão encerra uma especificidade tal, que sozinhos e sem a mão amiga do Estado não teriam viabilidade. Os professores têm uma profissão desgastante, logo com uma especificidade muito própria que os torna merecedores de medidas do Estado que lhes reduza o horário e o tempo de carreira. Os polícias estão sujeitos a perigos e vivem sempre com “o coração nas mãos”, ainda para mais, quando o crime e a idade para se reformarem aumentaram. A especificidade da sua profissão exige do Estado uma atenção redobrada e “benefícios” que suavizem o árduo trabalho diário. Os juízes e advogados aplicam a justiça, correm também perigos, têm de ser bem pagos nos salários e nas ajudas de custo. A especificidade do que fazem, leva a que o Estado olhe para eles com muito respeito. Então e o que dizer da especificidade dos militares, esteio central do “regime”, de quem o Estado e todos nós devemos reverenciar e até ter algum “temor”. Como alguém dizia há bem pouco tempo, a especificidade dos militares coloca-os num outro patamar dentro da administração pública. Eles não são uns quaisquer funcionários do Estado.

 

E por aí adiante, passando pelos motoristas e pilotos. Pelos mineiros, idosos, bancários, desportistas. E já agora, passando também pelos políticos, gestores, serralheiros, carpinteiros. Já agora, não esquecendo os desempregados…
 
Posto isto, que fazer para que se dilua a especificidade “específica” para dar lugar a uma complementaridade e solidariedade fraterna que olha mais para o todo e menos para o umbigo de cada um. Eu sei que existem, lá está, muitas especificidades. Era bom, que essas especificidades não se tornassem no único entrave a que se combatam as verdadeiras especificidades.
25.05.09

A DESCRENÇA NUMA MAIORIA ABSOLUTÍSSIMA

Rui Luzes Cabral

De vez em quando, alguns (jornalistas e outras personalidades) senhores ou grupos (de interesse?), tentam lançar na opinião pública ideias (ou ideais) salvivícas que se pretendem mobilizadoras. Desta vez e, imcompreensivelmente, “pegando” em algumas palavras de Cavaco Silva, tentam logo e à pressa, fazer crer que, depois da contenção do déficit, o que “endireitava” mesmo Portugal era um governo de Bloco Central (PS / PSD), ou seja, uma maioria absolutíssima. Não percebo tal “crença” numa solução, que ao se materializar, ajudaria a liquidar parte da nossa democracia. Já há tanta gente a dizer mal de uma maioria absoluta de um só partido, fará então uma de dois. Maioria absolutíssima, não obrigado.

 
Portugal, pelo contrário, precisa é que se coloque um ponto final no já existente e longo bloco central, em que PS e PSD têm dividido “à mesa do Estado” orçamentos, cargos, benesses e, por causa disso, divide também o eleitorado, que procura “sossego” e emprego público. Portugal, precisa é de maior representatividade partidária e não um sistema de “duocracia” que tem proporcionado um cada vez maior afunilamento partidário. 
 
Nem quero ouvir falar de tal solução (bloco central), embora tenha a plena consciência que posso ter que a “engolir” e suportar amarguradamente. Prefiro que o PS governe em maioria relativa, nem que para isso, tal governo, seja curto e desemboque em eleições temporãs. Antes isso, do que maiorias superficiais e ilusórias. E não venham com a conversa de mais crise para caucionar, a esse pretexto, uma política de que muitos já andam por aí a ver se “cola”. Quem ganhava com isso? O povo, aquele que vive na profunda pobreza, o remediado e o acautelado (representam, seguramente metade da população) não ganharão nada com isso, certamente.
 
Os políticos, os banqueiros e os grandes empresários que se habituem a respeitarem a vontade do povo nas urnas e, não queiram mudar à posterior um decisão dada pelo voto de cada um. Se se vota e, se daí resultar uma maioria relativa ou absoluta, que se respeite tal decisão. A haver procura de governabilidade, que se faça pontualmente no parlamento e não criando governos para agradar a uma minoria.
23.04.09

Um novo e maior de todos os “apocalipses”

Rui Luzes Cabral

 

Cartoon: Público (P2), 18 de Abril de 2009

A sociedade actual assenta economicamente no consumo. Se não se comparem carros, televisões, computadores, calçado, roupa, cremes, preservativos, bicicletas, livros, carne, está tudo “estragado”. Se não se for de férias, se não formos a restaurantes, a hotéis, cafés, todos “berram” e é um “ai jesus” colectivo porque pouco se vende. Para quando um sistema assente noutro paradigma, em que os pressupostos sejam outros. Aqui há uns anos, é sabido, a dependência não era tão grande do consumo mas com o aumento daquilo a que alguns chamam qualidade de vida, as coisas têm-se deteriorado quando há uma crise à vista, logo redução do consumo.

 
Não haverá outra forma de subirmos no degrau civilizacional para outro patamar? Algo terá que se passar muito em breve pois a redução do consumo afecta sempre quase sempre os mesmos, os pobres, e protege os mais abastados ou se não protege, não os afecta muito. É diferente perder 5.000 euros a quem tem 10.000 ou a quem tem 250.000.
Os políticos se não souberem compreender os novos sinais, ou seja, a ânsia dos pobres, remediados e os da classe média baixa de um “novo mundo” mais equitativo e justo, mergulharão mais cedo ou mais tarde na irrelevância e poderemos estar próximos de um novo e maior de todos os “apocalipses”.

 

28.01.09

Há 10 anos...

Rui Luzes Cabral

Faz hoje 10 anos que publiquei o meu primeiro artigo num jornal, neste caso, um texto de opinião no jornal “A Voz de Azeméis”, página 2. Iniciava então a minha colaboração como correspondente de Loureiro neste semanário. Abaixo estão as imagnes da primeira página e da página 2 do referido jornal e o texto em questão.

 

 

 

Oliveira de Azeméis: 200 anos de vila e concelho. Devíamos saber?

Quando o "stress" do dia – a - dia nos envolve, somos como que escravos dos problemas que surgem e o presente ocupa-nos demais para pensar nas noticias que são publicadas nos jornais. E quanto mais existem menos as absorvemos, é o grande problema dos dias de hoje. Tudo é um repente, uma passagem curta e dinâmica, uma correria, por isso, é preciso não desperdiçar o dia de hoje.

 

Isto para dizer que no passado dia 5 de Janeiro de 1999, Oliveira de Azeméis comemorou duzentos anos como vila e como concelho. Sei-o através da imprensa, a qual fez referência a esta data. Mas se a imprensa ou os mais curiosos que nela trabalham não nos alertas sem a todos, deveríamos saber que Oliveira de Azeméis é vila e concelho há dois séculos? Eu pessoalmente não sabia desta realidade e estudei nesta cidade durante 9 anos. Não vi referência a tal data por distracção minha ou por falta de informação. Se não sou eu a lembrar-me do meu aniversário, serão os meus amigos? Mas se isso acontecer é sinal que os outros lembram-se mais de mim que eu próprio, o que é grave. Não saber quando se festeja o nascimento sucede por ignorância ou por desleixo...

 

O que aconteceu em Oliveira de Azeméis foi um pouco isto, ou seja, o presente político é mais importante e os nossos dirigentes ocupam o tempo (e mesmo assim não chega) envolvidos no tal "stress" de que falei atrás e a correria momentânea apaga as memórias que nos criaram. Aconteceu em Oliveira de Azeméis, acontece noutras localidades e é a errar que se aprende. Vamos ver se a partir de agora alguém que não seja só da imprensa torne os factos e os homens da nossa praça lembrados pela nobre história que em certos momentos foram lançando na tela da vida.

 

No jornal "A Voz de Azeméis" de 31/12/98 o Dr. Albertino Pardinhas relata de forma clara três intervenientes que fizeram desta cidade vila e concelho: D. Maria I (1734-1816) que no Palácio de Queluz em documento de 05 de Janeiro de 1799 atribuiu à nossa actual cidade o estatuto de vila e concelho; O Príncipe D. João que na altura assinou o alvará; e o Dr. José Seabra da Silva que fez pressão para que o dito alvará fosse assinado. Eu não conhecia o nome deste Dr. José Seabra da Silva e como eu muitos. Mas o que esperava é que a Câmara Municipal tivesse dado mais ênfase a estas pessoas e ,a esta data, o que pelos vistos não sucedeu. As comemorações no dia certo, restringiram-se a um concerto no cine - teatro Caracas por uma Banda Musical e por uma sessão solene, no salão nobre da Câmara.

 

Então, e os cidadãos das restantes freguesias? Será que destas “grandes” comemorações tiveram conhecimento? Será que nelas participaram? Que isto sirva de emenda para o futuro e saibamos conciliar o presente com o passado e o presente com o futuro. Só com uma política interdisciplinar conseguimos equilibrar os pratos da balança: a história, a economia, a política, a cultura...

 

Contudo, será que os acontecimentos mais importantes para assinalar esta data vão-se prolongar até ao dia 5 de Janeiro do próximo ano e o melhor ainda está para vir? V amos esperar para ver.

 

Tudo é um repente, uma passagem curta e dinâmica, uma correria, por isso, é preciso festejar hoje pois amanhã já passou...

...e o dia 5 já lá vai.
 
Rui Luzes Cabral, 28 de Janeiro de 1999, Jornal "A Voz de Azeméis"

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