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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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28.11.14

Intervenção na Assembleia Municipal de 28 de Novembro de 2014

Rui Luzes Cabral

Brasão Loureiro 40k.jpg

 

Ex.mo Presidente da AM de Oliveira de Azeméis
Ex.mo Presidente da CMOAZ e Ex.mos Vereadores
Ex.mos Membros desta Assembleia e Ex.mos Presidentes de Junta de Freguesia
Público e Comunicação Social

 

Com a Lei 75/2013 avançamos mais um pouco no reforço das competências das Juntas de Freguesia ou pelo menos clarificamos e oficializamos de forma mais concreta o que muitas freguesias já faziam há anos.

 

As freguesias, são como sempre se diz por aí, a primeira porta de entrada no Estado, para resolução dos nossos problemas coletivos e são elas que os amortecem numa primeira fase. Assim sendo, o recente entendimento do legislador que permitiu passar mais competências, são a prova inequívoca que o trabalho nas freguesias tem sido bem feito na sua generalidade e merece ser bastante respeitado.

 

Mas o degrau que agora subimos ainda não é aquele que se exigia, pois continuam a faltar meios humanos e financeiros para melhorar o serviço que fazemos às populações. As Juntas de Freguesia não pretendem ser “mini-câmaras”, pretendem saber simplesmente com o que contam e conhecerem com equidade e transparência os meios ao dispor para trabalharem. E, a esse nível, têm existido progressos positivos nos últimos tempos.

 

Os Acordos de Execução que trago hoje a esta tribuna, para informação ou balanço, a todos os membros desta Assembleia, tentam responder, em parte, a algumas das nossas preocupações. Pretendo fazer uma análise objetiva do que se passou neste primeiro ano de mandato sobre este assunto, que apesar de tímido, é um avanço que foi negociado em alguns pontos e comunicado noutros.

 

Agora que o processo está praticamente concluído, apercebemo-nos todos que demoramos tempo de mais a perceber como finalizar este documento. E a comprovar este facto, o tempo que todos demoramos a entregar o documento dessas necessidades à CMOAZ, sem sabermos bem que modelo utilizar e o que lá escrever, comprova que algumas juntas tiveram dificuldade nessa entrega e todas as que o entregaram, fizeram-no, não seguindo um “Caderno de Encargos” uniforme e orientador. Foi um trabalho que acabou por não servir de base a quase nada do que foi discutido ou acordado. Fica este ensinamento para futuro…

 

Por esse motivo, perdemos o ano de 2014, quanto à adequação para a oficialização das novas competências, como ao financiamento inerente. Para distribuir 800.000,00 euros pelas freguesias e colocar em documento as exigências da Lei, talvez tenha sido tempo demais.

 

Numa primeira fase, ou seja, entre Outubro de 2013 e Março de 2014, a CMOAZ estudou o enquadramento para a elaboração destes acordos;

 

No início de Abril foi pedido a todas as juntas de freguesia que até ao dia 30 desse mês fosse entregue um documento em que consta-se a indicação sobre um conjunto de COMPETÊNCIAS de diversos domínios que através de indicação da Lei 75/2013 podem passar para as Juntas de Freguesias se as negociações assim o plasmarem em acordo final. São elas:

 

1 – “Gerir e assegurar a manutenção de espaços verdes”;

2 – “Assegurar a limpeza das vias e espaços públicos, sarjetas e sumidouros”;

3 – “Manter, reparar e substituir o mobiliário urbano instalado no espaço público, com exceção daquele que seja objeto de concessão.”;

4 – “Gerir e assegurar a manutenção corrente de feiras e mercados.”;

5 – “Assegurar a realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico.”;

6 – “Promover a manutenção dos espaços envolventes dos estabelecimentos referidos na alínea e);

7 – “Controlo prévio, realização de vistorias e fiscalização.” Sobre este ponto 7, o que está envolvido é:

a) – Utilização e ocupação da via pública; b) – Afixação de publicidade de natureza comercial; c) – Atividade de exploração de máquinas de diversão; d) – Recintos improvisados; e) – Realização de espetáculos desportivos e divertimentos na via pública, jardins e outros lugares públicos ao ar livre, sem prejuízo do disposto na alínea c) do n.º 3 do art. 16.º; f) – Atividade de guarda-noturmo; g) – Realização de acampamentos ocasionais; h) – Realização de fogueiras e queimadas.

 

Quanto aos RECURSOS HUMANOS discutidos nesta negociação, fomos simplesmente informados que os mesmos contemplam a “cedência” de 2 funcionários a cada freguesia, sendo que no caso dessa impossibilidade terá lugar a transferência de 250 euros por mês, ou seja, as freguesias que atualmente não possuem funcionários da CMOAZ destacados, vão receber 500 euros por mês e as que têm 3 vão perder um desses funcionários.

 

Sobre este assunto, em sede de negociação particular, a Junta de Freguesia de Loureiro referiu que este critério é disforme em relação à dimensão das freguesias, dos kms de estradas, do conjunto de infra-estruturas, entre outras. O número igual de 2 funcionários encontrado para cada freguesia não respeita o critério do FFF e prejudica algumas freguesias. Sabemos que uma das alíneas deste ponto da negociação refere que “O número de trabalhadores afetos à freguesia poderá ser alterado, por acordo, caso venha a demonstrar-se necessário para o cabal exercício das competências legalmente delegadas.” De facto, precisamos de rever este critério para futuro pois todas as Juntas de Freguesias precisam de atualizar e ajustar de forma efetiva o número dos seus funcionários. Não podemos ter mais competências e prestá-las bem sem equipas motivadas e adequadas a cada realidade territorial.

 

E sobre este assunto, atenção às notícias dos últimos dias que dão nota das preocupações do Sr. Provedor de Justiça sobre os contratos com o IEFP, denominados de Contratos Emprego-Inserção e Emprego-Inserção +. Deveríamos fazer todos uma reflexão sobre a forma abusiva como alimentamos o emprego precário, sem qualidade, sem vinculo e sem expectativas. É-nos pedido a todos um olhar mais humano para esta situação.

 

Quanto à distribuição dos MEIOS FINANCEIROS para cada freguesia ou união de freguesias, são os seguintes:

 

FREGUESIAS

800.000€ % da Repartição

Critério Distribuição 3 FFF

Duodécimo

Cucujães

11,74 %

93.920,00 €

7.826,67 €

Cesar

4,55 %

36.400,00 €

3.033,33 €

Ossela

4,63 %

37.040,00 €

3.086,67 €

S. Martinho da Gândara

3,93 %

31,440,00 €

2.620,00 €

S. Roque

6,92 %

55.360,00 €

4.613,33 €

Loureiro

6,26 %

50.080,0 €

4.173,33 €

Macieira de Sarnes

3,75 %

30.000,00 €

2.500,00 €

Carregosa

5,05 %

40.400,00 €

3.366,67 €

Fajões

4,69 %

37.520,00 €

3.126,67 €

União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madaíl

26,47 %

211.760,00 €

17.646,67 €

União de Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz

13,39 %

107.120,00 €

8.926,67 €

União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo

 

8,62 %

77.960,00 €

6.496,67 €

TOTAIS:

100,00 €

800.000,00 €

66.496,67 €

 

 

Este novo enquadramento legal vai exigir ainda mais às freguesias e pede-se por isso à CMOAZ que apoie burocraticamente, para que, esta passagem de competências seja um ganho efetivo para as populações.

 

Além do que aqui já referi, e ainda sobre as reuniões tidas até agora, é compromisso da CMOAZ continuar a proceder às podas nas freguesias, a disponibilizar alguma massa asfáltica para conservação de vias e o compromisso para estudar ainda, a entregar de alguns materiais de construção.

 

Quanto maior for a ligação entre todos os atores políticos melhor respeitamos os oliveirenses e fazemos que o nosso concelho se destaque dos concelhos vizinhos.

 

Os últimos atos eleitorais têm demonstrado que o eleitorado, cada vez mais exigente e atento, consegue perceber melhor a boa gestão pública e começa a ter a clarividência necessária para, se for isso o que melhor serve os interesses num dado momento, não votar no seu partido, votando cada vez mais em quem pensa além dele.

 

Resumindo e concluindo, pode-se dizer que estes acordos de execução são a possibilidade que nos foi apresentada para ficarmos melhor que em anos anteriores e que as competências impostas por via da Lei 75/2013, com os Recursos Humanos emanados de uma indicação da CMOAZ e com os Meios Financeiros possíveis pela contingência orçamental do nosso município são a realidade permissível.

 

Estamos agora melhores que no mandato passado, não esquecendo para reflexão de todos que a nível de transferências financeiras do município para as freguesias, estamos piores que há 10 anos atrás. Todos juntos e em diálogo permanente, presumo estarmos disponíveis para tornar no futuro estes acordos ainda melhores e mais condizentes com a dimensão e importância do nosso concelho.

 

De salientar ainda que em próximas conversas para compromissos tão importantes deverá ser o poder político a “negociar” um com o outro e, nesse ponto, admito que teria sido melhor que o Sr. Presidente da Câmara tivesse estado nas reuniões que aconteceram com cada Junta de Freguesia, uma questão também a melhorar no futuro.

 

E assim foram os Acordos de Execução. Mais freguesias, melhores serviços para um concelho que se pretende unido e inovador, servidor das novas exigências das populações. Não tenho dúvidas que é o que todos procuramos atingir.

 

Rui Luzes Cabral
28 de Novembro de 2014

09.01.14

Cultura em pequenas e médias cidades

Rui Luzes Cabral

Um bom artigo sobre a programação cultural de cidades/municípios de pequena e média dimensão que estão longe dos grandes centros urbanos. Perto de nós temos Estarreja e Albergaria que têm apostado bem nesta área. Também Ovar, S. João da Madeira e Águeda estão a tentar encontrar um modelo que dinamize a política cultural destas cidades. Oliveira de Azeméis também anda há anos a tentar encontrar o seu rumo cultural...

17.07.10

O nosso "calcanhar de Aquiles"...

Manuel Alberto Pereira

É inquestionável que Oliveira de Azeméis, além de integrar o rol de concelhos que mais terá crescido nas últimas décadas, possui ainda um enorme potencial de desenvolvimento que nos pode afirmar mais, atraindo pessoas e investimento.

Estamos bem localizados, temos empresários dinâmicos e a nossa indústria, pela sua diversidade (apesar da crise) vai resistindo e, com "melhores ventos", poderá ajudar a "alavancar" o nosso desenvolvimento económico e social.

Porém, a par destes indicadores favoráveis, a falta de visão e a apatia dos sucessivos responsáveis pelo poder local permitiu que se "instalasse" entre nós um dos mais graves problemas, o qual nos tolhe (até no sentido mais real, pelo cheiro nauseabundo...) o desenvolvimento.

Infelizmente, imagens como esta são vulgares e já nem suscitam grande admiração por parte dos oliveirenses.

 

 

Passaram 9 meses das últimas eleições autárquicas (tempo para gerar um ser humano).

Para quando o "parto da solução milagrosa" tão apregoada em campanha pelo partido que (uma vez mais) ficou no poder local?

"O silêncio é ensurdecedor"...

16.02.10

Como vai o Concelho...

Manuel Alberto Pereira

Oliveira de Azeméis é um concelho localizado no litoral e com enormes potencialidades que não temos sabido rentabilizar. Veja-se a foto aérea da então Vila, em 1982, para percebermos que, de então para cá, o crescimento da cidade se fez sem qualquer estratégia e ao sabor dos "interesses".

De quem se podem queixar os actuais elementos da maioria do executivo camarário?

Os responsáveis têm rosto, e há muito que estão identificados, embora alguns já não estejam directamente no poder...

20.10.09

Ainda as Autárquicas

Rui Luzes Cabral

Daqui a 4 anos, quase duas centenas de presidentes de câmara são obrigados a ceder o lugar a outros. A cada dia que passa, mais tenho a consciência que a lei que os impede de continuar mais de 12 anos é realmente uma das medidas mais democráticas dos últimos anos, embora alguns “barõezinhos” a considerem uma afronta.

 
Isso permite um refrescamento dos actores políticos locais, favorece a não acomodação ao cargo, dificulta a teia de interesses e torna o sistema teoricamente mais transparente.
 
Espera-se agora que tal medida seja estendida ao cargo de primeiro-ministro e de deputado, já que o Presidente da República não pode fazer mais que 10 anos seguidos.
 
Aos poucos a democracia consolida-se, o país avança.

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