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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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16.02.10

Como vai o Concelho...

Manuel Alberto Pereira

Oliveira de Azeméis é um concelho localizado no litoral e com enormes potencialidades que não temos sabido rentabilizar. Veja-se a foto aérea da então Vila, em 1982, para percebermos que, de então para cá, o crescimento da cidade se fez sem qualquer estratégia e ao sabor dos "interesses".

De quem se podem queixar os actuais elementos da maioria do executivo camarário?

Os responsáveis têm rosto, e há muito que estão identificados, embora alguns já não estejam directamente no poder...

05.02.10

Ditados populares

Manuel Alberto Pereira

Todos gostamos de recorrer aos ditados populares para "dizer muito" com poucas palavras.

Aproveitando o facto de um amigo me ter remetido os "velhos" ditados populares portugueses, através do "moderno" email, achei que nunca é demais partilhar convosco a "genuina e ancestral sabedoria" do povo.

Se reflectirmos sobre cada um deles, é fácil concluir que apesar das aparentes "modernices", tudo o que nos rodeia há muito que foi "visto" e "pensado".

Desculpem a "ousadia" (e não sei se estão cá todos), mas "usem e abusem" que a fartura é muita!

A ambição cerra o coração
A pressa é inimiga da perfeição
Águas passadas não movem moinhos
Amigo não empata amigo
Amigos amigos negócios à parte
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
A união faz a força
A ocasião faz o ladrão
A ignorância é a mãe de todas as doenças
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
A cavalo dado não se olha a dente
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
Antes só do que mal acompanhado
A pobre não prometas e a rico não devas.
A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
A necessidade aguça o engenho
A noite é boa conselheira
A ocasião faz o ladrão
A preguiça é mãe de todos os vícios
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
A pensar morreu um burro
A roupa suja lava-se em casa
Antes só que mal acompanhado
Antes tarde do que nunca
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
As palavras voam, a escrita fica
As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
Até ao lavar dos cestos é vindima
Água e vento são meio sustento
Águas passadas não movem moinhos
Boi velho gosta de erva tenra
Boca que apetece, coração que padece
Baleias no canal, terás temporal
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
Boda molhada, boda abençoada
Burro velho não aprende línguas
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
Cada cabeça sua sentença
Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
Casa roubada, trancas à porta
Casarás e amansarás
Criou a fama, deite-se na cama
Cada qual com seu igual
Cada ovelha com sua parelha
Cada macaco no seu galho
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casamento, apartamento
Cada qual é para o que nasce
Cão que ladra não morde
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Com vinagre não se apanham moscas
Coma para viver, não viva para comer
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado
Candeia que vai à frente alumia duas vezes
Casa de esquina, ou morte ou ruína
Cada panela tem a sua tampa
Cada um sabe as linhas com se cose
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
Casa onde entra o sol não entra o médico
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
Com a verdade me enganas
Com papas e bolos se enganam os tolos
Comer e o coçar o mal é começar
Devagar se vai ao longe
Depois de fartos, não faltam pratos
De noite todos os gatos são pardos
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
De Espanha nem bom vento nem bom casamento
De pequenino se torce o pepino
De grão a grão enche a galinha o paparrão
Devagar se vai ao longe
De médico e de louco, todos temos um pouco
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
Depressa e bem não há quem
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Depois da tempestade vem a bonança
Da mão à boca vai-se a sopa
Deus ajuda, quem cedo madruga
Dos fracos não reza a história
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Enquanto há vida, há esperança
Entre marido e mulher, não se mete a colher
Em terra de cego quem tem olho é rei
Erva daninha a geada não mata
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
Em tempo de guerra não se limpam armas
Falar é prata, calar é ouro
Filho de peixe, sabe nadar
Gaivotas em terra, tempestade no mar
Guardado está o bocado para quem o há de comer
Galinha de campo não quer capoeira
Gato escaldado de água fria tem medo
Guarda o que comer, não guardes o que fazer
Homem prevenido vale por dois
Há males que vêm por bem
Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
Lua deitada, marinheiro de pé
Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
Longe da vista, longe do coração
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
Manda quem pode, obedece quem deve
Mãos frias, coração quente
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
Mais vale cair em graça do que ser engraçado
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
Madruga e verás trabalha e terás
Mais vale um pé no travão que dois no caixão
Mais vale uma palavra antes que duas depois
Mais vale prevenir que remediar
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
Muita parra pouca uva
Muito alcança quem não se cansa
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
Muito riso pouco siso
Muitos cozinheiros estragam a sopa
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seguro morreu de velho
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais,não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça com gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem canta seus males espanta
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo
Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez em um dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

09.02.09

Carmen Miranda nasceu há 100 anos

Rui Luzes Cabral

Faz hoje 100 anos que nasceu Carmen Miranda. A única portuguesa a conquistar Hollywood viu a luz do dia no Concelho de Marco de Canavezes, mais precisamente na freguesia de Várzea da Ovelha e Aliviada. Daí partiu para o Brasil com os pais ainda bebé e teve uma carreira fulgurante, interrompida com a sua morte aos 46 anos de idade.

 

31.01.09

O 31 de Janeiro de 1891

Rui Luzes Cabral

 

Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal durante a Revolta republicana do Porto. Publicada na Illustração, revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8
 
A primeira tentativa da implantação da República em Portugal aconteceu no Porto há 118 anos e, nessa altura não vingou. Só a 5 de Outubro de 1910 é que a monarquia cairia. Ver aqui texto publicado o ano passado no lavoura.

 

05.04.08

“Levantamento” de duas Sepulturas Romanas

Rui Luzes Cabral

Não vou entrar em pormenores técnicos, mas ontem (assistido por alunos do 12.º ano do curso de Assistente de Arqueólogo da EPA - Escola Profissional de Arqueologia) fiz o “levantamento” de duas Sepulturas Romanas em Tongobriga, Estação Arqueológica do Freixo, Marco de Canavezes. De acordo com a explicação da página oficial desta Estação As sepulturas escavadas em Tongobriga mostram a predominância do rito de incineração: as cinzas eram depositadas numa urna, normalmente um simples pote cerâmico; juntavam-lhe algumas peças habitualmente usadas no dia-a-dia - pratos, jarras, adornos pessoais e algumas moedas. Nesta necrópole, os romanos abriram valas no afloramento granítico, com cerca de 1,5 m de comprimento, 0,5 m de largura e 0,6 m de profundidade, onde depositavam as cinzas do corpo, as peças cerâmicas e moedas, após o que cobriam a sepultura com lajes de granito e terra.”

O que fiz, foi precisamente remover (“levantamento”) dois potes cerâmicos, contendo os restos mortais de alguém que há cerca de dois milénios (provavelmente) ali foi enterrado. Estes potes vão agora para o departamento de antropologia da Universidade de Coimbra para serem devidamente estudados e classificados.

 

Antes de se iniciarem os trabalhos é visível a parte superior de um dos potes cerâmicos.

Durante os trabalhos vê-se a delimitação efectuada à volta do pote para proporcionar a remoção integral de todos os vestígios ali encontrados.

Durante os trabalhos é visível a zona de delimitação consolidada por gaze médica para possibilitar que a zona a “levantar” se mantenha intacta e não sofra desmoronamentos.

No final da intervenção, podemos ver a parte superior de um dos potes, retirado do seu contexto original com terra à sua volta e, a respectiva gaze como forma de consolidar toda a área a preservar e que vai agora para estudo.

03.04.08

Escavar novamente Stonehenge

Rui Luzes Cabral

"Arqueologia: pedras azuis podem guardar um dos mistérios de Stonehenge

 

O misterioso monumento Stonehenge, na Inglaterra, vai ser palco de novas escavações arqueológicas, que começam hoje e duram duas semanas. Depois de quarenta anos, estes são os primeiros trabalhos realizados dentro do círculo de pedras, noticiou a BBC. Descobrir alguns dos mistérios do local e a data precisa da sua construção são os objectivos das escavações, lideradas por dois professores britânicos especialistas no Stonehenge: Tim Darvill, da universidade de Bournemouth e Geoff Wainwright, da Society of Antiquaries.

As pedras azuis, localizadas dentro dos pilares maiores, são um dos pontos fortes das escavações. Os investigadores acreditam que estas pedras guardam uma das características atribuídas a Stonehenge: ser um local de cura milagrosa." Alice Barcellos, Público Online,31.03.2008 - Ver Notícia completa aqui.

01.02.08

CEM ANOS DEPOIS DO REGICÍDIO

Rui Luzes Cabral

           

       Rei D. Carlos I                      Príncipe D. Luís Filipe

Hoje comemora-se o centenário do Regicídio sobre D. Carlos I na Praça do Comércio, em Lisboa, mais conhecida pelo Terreiro do Paço. Ao seu lado morreu também o seu filho e herdeiro ao trono, o Príncipe Real D. Luís Filipe. Os Monárquicos lamentam o sucedido, alguns Republicanos festejam a data, havendo muitos (como eu) que condenem a forma como afastaram naquela altura o representante máximo do país. Prefiro festejar o 5 de Outubro de 1910.

Sou Católico, de Esquerda (militante Socialista) e Republicano. Costumo ouvir dizer que a democracia é a vontade do povo e não só das elites. Mas o que eu quero mesmo é que as pessoas que vivem em Portugal vivam bem. Tenham liberdade pessoal, justiça plena, educação, saúde e trabalho (pelo menos). Quero que sejam minimamente felizes, apesar de ter a consciência que um mundo perfeito é uma utopia.

Já que se referenda o aborto, as regiões e um dia destes será a eutanásia, e como sou democrata, não me repugna nada que se referende o nosso sistema republicano versos monárquico. Eu prefiro a República, mas se a maioria quiser a Monarquia, então que assim seja. Desde que, obviamente, se submeta regularmente ao veredicto popular. Como disse atrás, o que quero é que Portugal seja um país de paz, liberdade e boas condições de vida, onde a pobreza seja ínfima. O resto é conversa.

Nota I: Fotos retiradas de www.pt.vikipedia.org

Nota II: Pode ver também a página na internet sobre o Centenário do Regicídio aqui

 

31.01.08

O 31 DE JANEIRO DE 1891

Rui Luzes Cabral

Gravura publicada na revista Illustração, onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto

 

A primeira tentativa da implantação da República em Portugal aconteceu no Porto há 117 anos e, nessa altura não vingou. Só a 5 de Outubro de 1910 é que a monarquia cairia. Pode ler aqui um texto de Fernando de Sousa (Professor Catedrático da Universidade do Porto) sobre esta revolução.

 

“Mas, a 31 de Janeiro de 1908 (há que recordá-lo aqui também), em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicida levado a cabo no dia seguinte...” Extracto retirado do site REPÚBLICA E LAICIDADE – Associação Cívica 

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Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal durante a Revolta republicana do Porto. Publicada na Illustração, revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8

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