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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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23.04.09

Um novo e maior de todos os “apocalipses”

Rui Luzes Cabral

 

Cartoon: Público (P2), 18 de Abril de 2009

A sociedade actual assenta economicamente no consumo. Se não se comparem carros, televisões, computadores, calçado, roupa, cremes, preservativos, bicicletas, livros, carne, está tudo “estragado”. Se não se for de férias, se não formos a restaurantes, a hotéis, cafés, todos “berram” e é um “ai jesus” colectivo porque pouco se vende. Para quando um sistema assente noutro paradigma, em que os pressupostos sejam outros. Aqui há uns anos, é sabido, a dependência não era tão grande do consumo mas com o aumento daquilo a que alguns chamam qualidade de vida, as coisas têm-se deteriorado quando há uma crise à vista, logo redução do consumo.

 
Não haverá outra forma de subirmos no degrau civilizacional para outro patamar? Algo terá que se passar muito em breve pois a redução do consumo afecta sempre quase sempre os mesmos, os pobres, e protege os mais abastados ou se não protege, não os afecta muito. É diferente perder 5.000 euros a quem tem 10.000 ou a quem tem 250.000.
Os políticos se não souberem compreender os novos sinais, ou seja, a ânsia dos pobres, remediados e os da classe média baixa de um “novo mundo” mais equitativo e justo, mergulharão mais cedo ou mais tarde na irrelevância e poderemos estar próximos de um novo e maior de todos os “apocalipses”.

 

19.04.09

“Legalizar” 40% de rendimentos “sujos”?

Rui Luzes Cabral

 

Confesso que ainda não percebi a lógica da nova Lei em que o Estado taxa em 60% os rendimentos sem justificação evidente, ou seja, que poderão ser ilícitos. Ora, parece que com isto está-se a “legalizar” 40% de rendimentos “sujos”. Parece-me que em vez de um caso de finanças, estes casos deveriam ser de polícia. Ou talvez não tenha eu ainda percebido o alcance ou os pormenores de tal medida. Quem souber mais sobre isto, agradeço que esclareça.
11.02.09

A ÂNSIA DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Rui Luzes Cabral

Quando existem casos ditos “polémicos”, envolvendo “gente grada” ou que à partida, pela comução ou alegria, possam vender muito, há que fazer uma novela completa. É importante, em certos casos, “levantar a lebre”, não a podem, é, depois deixar fugir com o ruído que fazem.

 
Por isso costumo afirmar que os jornalistas estão (nestes “grandes casos” ou “notícias sensação”) para a verdadeira informação como Salazar esteve para o Estado Novo. Eu explico: em vez de informarem o que a justiça vai apurando, substituem-se eles a este Órgão de Soberania, achando-se eles próprios também elementos desse “Órgão de Soberania”, quais justiceiros da nação. É obvio que são importantes na descoberta de muitas situações a precisar de vir à luz do dia, mas falham sempre quando querem prosseguir o trabalho. Os jornalistas têm que se mentalizar que não são inspectores da PJ e dariam, em certas situações, um melhor contributo ao país se em vez de escreverem tanto nos jornais avisassem a polícia sem grandes alaridos para não “espantar a caça”. Isto não é censura mas bom senso, respeito pelo segredo de justiça e pela credibilidade dos nossos juízes.
 
Se a função dos jornalistas é informarem com a máxima verdade, por que é que usam quase sempre a execrável “arma” propangandística de retirarem frases do contexto para distrocerem entrevistas ou opiniões? Isto não é informação, mas sim deturpação, não é esclarecer mas sim confundir os leitores mais desatentos.
 
Só quando passamos por situações concretas, depois tratadas na comunicação social é que nos apercebemos como são muitas vezes truncadas as notícias e tanto mais o são quanto maior e mais importante é o sujeito ou situação de que fala.
 
O que é que tem isto a ver com a relação do Salazar com o Estado Novo. Simples, Salazar também só deveria ter ficado meia-dúzia de anos no poder e esteve quase meio século. Os jornalistas também só deveriam informar, mas facilmente escorregam para o justicialismo. Depois as pessoas desacreditam-se, tanto da justiça como da comunicação social e, passados anos (como no caso Casa Pia), deixam sempre o lamento de que não se falava de mais nada e agora o assunto esqueceu. Esqueceu mas o que importa é que vendeu. Agora há outras mais “frescas”...
 
Ontem, ao inicio da tarde escrevi este texto e quando ela se aproximava da noite ouvi na TSF, programa “Pessoal e Transmissível” de Carlos Vaz Marques o sociólogo e historiador do jornalismo Michael Schudson dizer que “os jornalistas mesmo quando são independentes são propensos a pensar que só eles sabem a verdade, que só eles têm acesso ao quadro geral do mundo. Isto acontece na universidade, acontece em todas as áreas. Acabamos por não ser suficientemente cépticos a respeito dos nossos preconceitos. E isso é uma ameaça ao jornalismo”.
 

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1139778

16.11.08

Conferência dos ricos, esperando que não esqueçam os pobres

António Silva

Foto: Reuters

 

Os chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), e da Espanha e da Holanda posaram neste sábado, em Washington, para a foto oficial do evento, antes do início da primeira reunião da cúpula, convocada para tentar reformar o sistema financeiro mundial. Já repararam nestes senhores e senhoras, nas costas deles encontra-se um mapa mundi, até parece que são estes os donos do mundo!

 

E se calhar até são... mas excluem tantos e tantos humanos, exactamente com a mesma dignidade destes, são mais de 170 países não representados. Mesmo nestes paises mais ricos há milhões de seres humanos excluidos. Infelizmente em mais de 120 países destes não representados na conferência, as pessoas sofrem em silêncio, ou se algo se ouve, é o barulho das armas a alimentar a fome, a doença e a falta de fé na humanidade!

 

Todos desejamos uma nova ordem mundial onde seja possível a solidariedade, espero que não seja um simples desejo de Natal...

24.08.08

As horríveis marcas da guerra

Rui Luzes Cabral

É impressionante o rasto que deixa uma guerra. Há cerca de um mês (28 de Julho) li no suplemento P2 do “Público”, pág. 4 e 5, um artigo denominado “Operação última oportunidade, a caça renovada aos últimos nazis” que divulgava o que ainda se faz para capturar e levar à justiça antigos criminosos de guerra e responsáveis por muitas mortes. A notícia relatava que “as atenções estão focadas em Aribert Heim, o Dr. Morte. Mas há uma operação em curso para encontrar todos os outros colaboracionistas, idosos cada vez mais velhos, para que sejam apresentados à justiça”

Na notícia, entre outras informações, ficamos a saber que esta “operação” iniciou-se em 2002 pelo Centro Simon Wiesenthal e premeia com 25 mil dólares informadores que dêem pistas sobre o paradeiro destes nazis. Quanto a este Dr. Morte, médico das SS austríacas, terá agora 94 anos. Pelos vistos foge há mais de 60.
Mas a guerra continua imparável por esse mundo fora e, com mais ou menos intensidade, vai deixando as suas marcas que perduram por gerações, muitas vezes.
Porque não busca o Homem só a paz?

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