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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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21.08.15

DE CEUTA A LAMPEDUSA...

Rui Luzes Cabral

Infante_D._Henrique_na_conquista_de_Ceuta,_s.XV.JP

 

A história é o que é, devendo cada Estado ou Nação e o seu povo, além de conhecerem o que se passou, compreenderem a época de cada acontecimento e o seu contexto social, político e económico. Não vou, obviamente, neste pequeno texto, fazer uma análise histórica do que levou Portugal a procurar outras paragens há 600 anos. No semanário Expresso é referido que “a 21 de agosto de 1415, uma armada portuguesa de 212 navios e 20 mil homens conquistou a cidade de Ceuta e marcou o início da expansão ultramarina portuguesa e europeia e o nascimento da globalização”.

 

Ora, o nascimento da globalização, para quem como hoje a conhece, poderá ser uma palavra controversa e o conceito associado em 1415 é totalmente diferente de 2015, mesmo que seja a mesma palavra. Também não vou aqui discutir ou emitir opinião sobre todo o percurso dos Descobrimentos, que desde Camões e Vieira, até Pessoa, para não falar da historiografia dos grandes historiadores portugueses, tão bem foram explicando o que aconteceu. “Ó Mar Salgado, quanto do teu sal / são lágrimas de Portugal!” para que pudéssemos passar “além da Taprobana.”

 

Coletivamente os feitos são “grandiosos”, embora as vidas sacrificadas sejam enormes. Explicar que vale a pena lutar a um jovem que sucumbiu em Ceuta para que a pudéssemos dominar ou ao militar que morreu lentamente nos braços de um seu camarada a defender as ex-colónias, não é fácil e dá que pensar. Se fôssemos nós? Mas não podemos ser “Velhos do Restelo” porque somos em 2015 fruto de toda a nossa história. Uma história que, inserida no continente europeu, nos remete ainda para um outro tipo de supremacia. Se pensarmos no que fomos para chegarmos ao que somos, rapidamente nos apercebemos que de forma muito simplista quase sempre foi o mais forte a conseguir-se impor, independentemente dos meios utilizados para lá chegar. Dos romanos ás invasões de outros povos que os fizeram capitular, passando pela época dos descobrimentos europeus na conquista de outros continentes, temos que admitir que dominou o mais forte. E com os descobrimentos veio o comércio esclavagista, o saque das riquezas, a aniquilação de etnias seculares ou a sua divisão. Muitos dos problemas do continente africano são fruto de tudo isso, um continente dividido a régua e esquadro, subjugado aos países europeus durante séculos. A partir de 1415 os nossos barcos e navios, grandes ou pequenos, atravessaram os mares à procura de melhores condições de vida para as populações do velho continente.

 

Agora, em 2015 ou se quisermos ser mais abrangentes, agora no século XXI, a viagem é ao contrário. De África para a Europa são milhares aqueles que também sonham por uma vida. Não sonham por uma vida melhor porque não vivem, sobrevivem. Não trazem exército, não são mais evoluídos que nós para “conquistarem” as nossas terras e transformarem as nossas Igrejas em Mesquitas como nós fazíamos há séculos atrás. Vêm simplesmente ao sabor das águas, explorados por redes mafiosas e sem escrúpulos. Muitos morrem neste gigantesco cemitério mediterrânico porque os países onde vivem não o são verdadeiramente e nunca o foram.

Pai e filho Síria.jpg

 

A Europa não pode continuar a fechar os olhos a esta calamidade e tem de estender os seu braços. A Europa que lucrou durante séculos com as riquezas africanas e com o trabalho do seu povo tem um dever moral de acolher. Obviamente que a população africana não pode vir toda viver para a Europa, mas pode a Europa criar um mecanismo de ajuda e pode a Europa ajudar a construir uma África melhor, sem querer dominar. Até porque quanto melhor viver o povo africano, melhor é para os europeus por diversos motivos. Por um lado não assiste ao sofrimento que atualmente acontece no mediterrâneo e por outro, quanto mais pujante for a economia africana  mais portas abre aos produtos europeus e à saudável transição de pessoas, seja para negócios ou para turismo. Enquanto a Europa não estender a mão, não para os recolher mortos ou vivos na costa italiana, mas antes para ajudarem a criarem-se condições nos países mais pobres, continuaremos a assistir a um flagelo mundial.

 

A minha pátria não é só a minha nação, a minha pátria é também o bem estar do meu irmão…

 

Legendas das imagens:

- A primeira é refere-se ao painel de azulejos de Jorge Colaço (1864-1942) na Estação de São Bento, no Porto: o Infante D. Henrique na conquista de Ceuta.

- A segunda é a fotografia de Daniel Etter, freelancer a trabalhar para o New York Times, mostra Laith Majid, um refugiado sírio de Deir Ezzor, agarrado aos filhos e com a cara cheia de lágrimas depois de viajar num barco insuflável que transportava 15 homens, mulheres e crianças. O destino era Kos, na Grécia. 

28.08.11

Descoberto navio com 2100 anos na costa da Albânia

Rui Luzes Cabral

"Uma equipa de arqueólogos americanos e albaneses divulgaram, na passada quinta-feira, a descoberta de uma embarcação naufragada, bem preservada e cheia de jarros de vinho, na costa da Albânia, segundo fonte do ‘Extra online’. O navio cargueiro supõe-se que seja datado do século I a.C., tem cerca de 30 metros de comprimento e foi encontrado, próximo da cidade de Vlora, na Albânia, a cerca de 40 metros de profundidade. Muitos dos jarros ou ânforas encontram-se intactos no fundo do mar: “Este é um dos cinco naufrágios antigos que foram descobertos pela nossa equipa no mês passado “, refere o arqueólogo Jeff Royal, da Fundação Náutica RPM.

 

Até 2007, a costa da Albânia e Montenegro encontrava-se inexplorada, até que a fundação RPM tomou a iniciativa de prosseguir com a exploração em busca de objectos arqueológicos submersos. Desde então, nove navios foram descobertos em Montenegro, e oito na Albânia. A origem das embarcações cobre o período entre o século VI a.C. e IV d.C. Três dos naufrágios descobertos nesta temporada estão ligados à indústria de comércio de vinhos, cuja base era onde está hoje a Croácia. Este mercado desenvolveu-se depois da entrada romana na antiga Illyria, uma região na parte ocidental na Península das Bálcãs, e que inclui a actual Albânia." Correio da Manhã online http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/descoberto-navio-de-2100-anos-na-costa-da-albania

09.03.09

As construções rurais segundo Vitrúvio

Rui Luzes Cabral

1. Em primeiro lugar tratar-se-á da salubridade. Construindo-se as vilas (casas) tendo em conta a exposição solar, como no primeiro volume foi escrito a respeito do levantamento do recinto das cidades. As suas dimensões devem ser proporcionais ao tamanho da propriedade rústica e à quantidade da produção. Os pátios e as suas medidas serão planeados de acordo com a quantidade de gado, bem como pelo número das juntas de bois que aí for necessário movimentar. No pátio, a cozinha ficará no lugar mais quente. Esta deverá ter junto a si os currais dos bois, cujas manjedouras estarão voltadas para o fogo e para nascente, pois os bois não ficam bravios quando voltados para a luz e para o fogo; mesmo os agricultores desconhecedores da importância da orientação sabem que não convém os bois ficarem voltados para outra que não seja a do nascer do sol. Texto retirado de MACIEL, M. Justino; Vitrúvio, Tratado de Arquitectura Tradução do Latim, Introdução e notas, Instituto Superior Técnico Press, 2006 (pág. 233).

O Livro Tratado de Arquitectura de Vitrúvio foi escrito no Século I antes de Cristo.
10.02.09

Necrópole medieval de Tomar das maiores da Europa

Rui Luzes Cabral

De acordo com notícia recente da agência Lusa / Sol:

"As escavações que decorrem junto à Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, deram a conhecer a que será a maior necrópole da Europa, em número de enterramentos (3.400) e em área, disseram os arqueólogos que acompanham a obra Arlete Castanheira, responsável da Geoarque Lda., empresa contratada pelo consórcio MRG Lena/Abrantina, que ganhou a empreitada da construção da ponte do Flecheiro e arranjo da zona envolvente, um dos projectos inseridos no programa Polis de Tomar, disse à agência Lusa que, apesar de saberem, desde o início, que existia uma necrópole no local, ninguém «previa que fosse desta dimensão». Ver Notícia completa aqui.

01.12.08

1.º de Dezembro

Rui Luzes Cabral

Quando a crise aperta, muitos iluminados falam logo numa Ibéria. Ela realmente existe e delimita dois Estados Soberanos, várias Nações. Eu tenho muito orgulho em ser português. Tenho muito orgulho e muito respeito por todos aqueles que lutaram e sofreram para que possamos existir, hoje, com as virtudes e defeitos que temos.

29.10.08

Minas do Rei Salomão

Rui Luzes Cabral

"Eça de Queirós assinou a versão portuguesa de um romance britânico sobre este intrigante tema

Arqueólogos norte-americanos crêem que um local desértico do Sul da Jordânia, Khirbat en Nahas ("ruínas de cobre", em árabe), poderá conter as há muito procuradas minas do rei Salomão, sobre as quais o britânico Sir H. Rider Haggard escreveu em 1885 um romance que viria a ser traduzido e adaptado para português por Eça de Queirós; e por seis vezes transposto para o cinema. As descobertas ultimamente feitas sob a direcção de Thomas Levy, da Universidade da Califórnia, em San Diego, foram esta semana reveladas pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os investigadores, utilizando técnicas de datação por carbono, conseguiram chegar à conclusão de que ali se produzia cobre no tempo de Salomão, terceiro rei de Israel, no século X antes de Cristo, quando se ergueu o primeiro templo do antigo judaísmo, templo esse que viria a ser destruído pelos babilónios, povo que viveu no território do actual Iraque. Kirbat en Nahas fica a sul do mar Morto, no Wadi (distrito) Faynan do deserto jordano, e já em 2004 estudiosos britânicos tinham falado das concentrações do elemento químico rádon nas antigas minas de cobre que na região eram pela lenda associadas ao rei Salomão, pelo que o que actualmente está a ser publicado nos Estados Unidos poderá, ao fim e ao cabo, não ser assim uma novidade tão grande quanto à primeira vista parece.

Aliás, os recursos de cobre daquela região já eram conhecidos por assírios, egípcios e romanos, julgando-se que por ali existiu a cidade de Phaino (de onde o actual nome de Faynan), tristemente famosa na Antiguidade Clássica pelas terríveis condições de vida dos prisioneiros e dos escravos condenados a trabalhar nas minas, tal como nos foi relatado cerca do ano 300 da era cristã por Eusébio, bispo de Cesareia e precursor da História do Cristianismo.

A Bíblia não fala especificamente de nenhumas "minas do rei Salomão", mas diz que os minérios para a construção do Templo eram da região de Asiongaber, na extremidade setentrional do golfo de Aqaba; o que ao fim e ao cabo não deixa de ir parar ao Sudoeste da actual Jordânia." 
Artigo de Jorge Heitor, hoje no Jornal Público

25.04.08

25 DE ABRIL

Rui Luzes Cabral

                   

 

 

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

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