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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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12.06.10

O que devem ser os nossos sonhos...

Manuel Alberto Pereira

António Câmara, CEO da YDreams, é um daqueles portugueses que devemos ouvir com atenção.

Além da sua curta entrevista na revista Visão desta semana, sobre a sua própria visão da escola do (com) futuro, é preciso perceber por que motivo António Câmara considera Portugal um bom sítio para se trabalhar e desenvolver projectos com futuro.

Sem ser bacoco, dá-nos algumas "lições" de como nos devemos posicionar no mundo e é também uma boa "injecção" de patriotismo.

 

 

05.02.10

Ditados populares

Manuel Alberto Pereira

Todos gostamos de recorrer aos ditados populares para "dizer muito" com poucas palavras.

Aproveitando o facto de um amigo me ter remetido os "velhos" ditados populares portugueses, através do "moderno" email, achei que nunca é demais partilhar convosco a "genuina e ancestral sabedoria" do povo.

Se reflectirmos sobre cada um deles, é fácil concluir que apesar das aparentes "modernices", tudo o que nos rodeia há muito que foi "visto" e "pensado".

Desculpem a "ousadia" (e não sei se estão cá todos), mas "usem e abusem" que a fartura é muita!

A ambição cerra o coração
A pressa é inimiga da perfeição
Águas passadas não movem moinhos
Amigo não empata amigo
Amigos amigos negócios à parte
Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
A união faz a força
A ocasião faz o ladrão
A ignorância é a mãe de todas as doenças
Amigos dos meus amigos, meus amigos são
A cavalo dado não se olha a dente
Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
Antes só do que mal acompanhado
A pobre não prometas e a rico não devas.
A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
A necessidade aguça o engenho
A noite é boa conselheira
A ocasião faz o ladrão
A preguiça é mãe de todos os vícios
A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
A pensar morreu um burro
A roupa suja lava-se em casa
Antes só que mal acompanhado
Antes tarde do que nunca
Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
As palavras voam, a escrita fica
As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
Até ao lavar dos cestos é vindima
Água e vento são meio sustento
Águas passadas não movem moinhos
Boi velho gosta de erva tenra
Boca que apetece, coração que padece
Baleias no canal, terás temporal
Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
Boda molhada, boda abençoada
Burro velho não aprende línguas
Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
Cada cabeça sua sentença
Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
Casa roubada, trancas à porta
Casarás e amansarás
Criou a fama, deite-se na cama
Cada qual com seu igual
Cada ovelha com sua parelha
Cada macaco no seu galho
Casa de ferreiro, espeto de pau
Casamento, apartamento
Cada qual é para o que nasce
Cão que ladra não morde
Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
Com vinagre não se apanham moscas
Coma para viver, não viva para comer
Com o direito do teu lado nunca receies dar brado
Candeia que vai à frente alumia duas vezes
Casa de esquina, ou morte ou ruína
Cada panela tem a sua tampa
Cada um sabe as linhas com se cose
Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
Casa onde entra o sol não entra o médico
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
Com a verdade me enganas
Com papas e bolos se enganam os tolos
Comer e o coçar o mal é começar
Devagar se vai ao longe
Depois de fartos, não faltam pratos
De noite todos os gatos são pardos
Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
De Espanha nem bom vento nem bom casamento
De pequenino se torce o pepino
De grão a grão enche a galinha o paparrão
Devagar se vai ao longe
De médico e de louco, todos temos um pouco
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
Depressa e bem não há quem
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Depois da tempestade vem a bonança
Da mão à boca vai-se a sopa
Deus ajuda, quem cedo madruga
Dos fracos não reza a história
Em casa de ferreiro, espeto de pau
Enquanto há vida, há esperança
Entre marido e mulher, não se mete a colher
Em terra de cego quem tem olho é rei
Erva daninha a geada não mata
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
Em tempo de guerra não se limpam armas
Falar é prata, calar é ouro
Filho de peixe, sabe nadar
Gaivotas em terra, tempestade no mar
Guardado está o bocado para quem o há de comer
Galinha de campo não quer capoeira
Gato escaldado de água fria tem medo
Guarda o que comer, não guardes o que fazer
Homem prevenido vale por dois
Há males que vêm por bem
Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
Lua deitada, marinheiro de pé
Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
Longe da vista, longe do coração
Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
Manda quem pode, obedece quem deve
Mãos frias, coração quente
Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
Mais vale cair em graça do que ser engraçado
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
Madruga e verás trabalha e terás
Mais vale um pé no travão que dois no caixão
Mais vale uma palavra antes que duas depois
Mais vale prevenir que remediar
Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
Muita parra pouca uva
Muito alcança quem não se cansa
Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
Muito riso pouco siso
Muitos cozinheiros estragam a sopa
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
Nuvem baixa sol que racha
Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
Nem tudo o que reluz é ouro
Não há bela sem senão
Nem tanto ao mar nem tanto à terra
Não há fome que não dê em fartura
Não vendas a pele do urso antes de o matar
Não há duas sem três
No meio é que está a virtude
No melhor pano cai a nódoa
Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
Nem oito nem oitenta
Nem tudo o que vem à rede é peixe
No aperto e no perigo se conhece o amigo
No poupar é que está o ganho
Não dá quem tem, dá quem quer bem
Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
O saber não ocupa lugar
Os cães ladram e caravana passa
O seguro morreu de velho
O prometido é devido
O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
O segredo é a alma do negócio
O bom filho à casa retorna
O casamento e a mortalha no céu se talha
O futuro a Deus pertence
O homem põe e Deus dispõe
O que não tem remédio remediado está
O saber não ocupa lugar
O seguro morreu de velho
O seu a seu dono
O sol quando nasce é para todos
O óptimo é inimigo do bom
Os amigos são para as ocasiões
Os opostos atraem-se
Os homens não se medem aos palmos
Para frente é que se anda
Pau que nasce torto jamais se endireita
Pedra que rola não cria limo
Para bom entendedor meia palavra basta
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
Para baixo todos os santos ajudam
Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
Patrão fora, dia santo na loja
Para grandes males, grandes remédios
Preso por ter cão, preso por não ter
Paga o justo pelo pecador
Para morrer basta estar vivo
Para quem é, bacalhau basta
Passarinhos e pardais,não são todos iguais
Peixe não puxa carroça
Pela boca morre o peixe
Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
Quando a esmola é grande o santo desconfia
Quem espera sempre alcança
Quando um não quer, dois não discutem
Quem tem telhados de vidro não atira pedras
Quem vai à guerra dá e leva
Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
Quem sai aos seus não degenera
Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
Quem semeia ventos colhe tempestades
Quem vê caras não vê corações
Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
Quem casa quer casa
Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
Quem com ferros mata, com ferros morre
Quem corre por gosto não cansa
Quem muito fala pouco acerta
Quem quer festa, sua-lhe a testa
Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
Quem dá aos pobres empresta a Deus
Quem cala consente
Quem mais jura é quem mais mente
Quem não tem cão, caça com gato
Quem diz as verdades, perde as amizades
Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
Quem não deve não teme
Quem avisa amigo é
Quem ri por último ri melhor
Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
Quem diz o que quer, ouve o que não quer
Quem não chora não mama
Quem desdenha quer comprar
Quem canta seus males espanta
Quem feio ama, bonito lhe parece
Quem não arrisca não petisca
Quem tem boca vai a Roma
Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
Quando um cai todos o pisam
Quanto mais depressa mais devagar
Quem entra na chuva é pra se molhar
Quem boa cama fizer nela se deitará
Quem brinca com o fogo queima-se
Quem cala consente
Quem canta seus males espanta
Quem comeu a carne que roa os ossos
Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
Quem muito escolhe pouco acerta
Quem nada não se afoga
Quem nasceu para a forca não morre afogado
Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
Quem não sabe é como quem não vê
Quem não tem dinheiro não tem vícios
Quem não tem panos não arma tendas
Quem não trabuca não manduca
Quem o alheio veste, na praça o despe
Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
Quem paga adiantado é mal servido
Quem parte velho paga novo
Quem sabe faz, quem não sabe ensina
Quem tarde vier comerá do que trouxer
Quem te cobre que te descubra
Quem tem burro e anda a pé mais burro é
Quem tem capa sempre escapa
Quem tem cem mas deve cem pouco tem
Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Quem tudo quer tudo perde
Quem vai ao mar avia-se em terra
Quem é vivo sempre aparece
Querer é poder
Recordar é viver
Roma e Pavia não se fez em um dia
Rei morto, rei posto
Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
Santos da casa não fazem milagres
São mais as vozes que as nozes
Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
Todo o homem tem o seu preço
Todos os caminhos vão dar a Roma
Tristezas não pagam dívidas
Uma mão lava a outra
Uma desgraça nunca vem só
Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
Vozes de burro não chegam aos céus
Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

25.11.09

A indisciplina nas escolas (vista por F. Savater)

António Silva

Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

24.06.09

"Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!"

Rui Luzes Cabral

Grande parte de nós, portugueses, diz mal de nós e bem dos outros. Não é tudo mau, os outros dizem bem de nós e do nosso Primeiro-Ministro.

 

Aqui pode ler um extracto do artigo de opinião de Don Tapscott "Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!" Para ler o artigo completo clique aqui.

"To show the way, I suggest the president take a look at a modest country across the Atlantic that's turning into the world leader in rethinking education for the 21st century.

 

That country is Portugal. Its economy in early 2005 was sagging, and it was running out of the usual economic fixes. It also scored some of the lowest educational achievement results in western Europe.
So President Jose Socrates took a courageous step. He decided to invest heavily in a "technological shock" to jolt his country into the 21st century. This meant, among other things, that he'd make sure everyone in the workforce could handle a computer and use the Internet effectively.
This could transform Portuguese society by giving people immediate access to world. It would open up huge opportunities that could make Portugal a richer and more competitive place. But it wouldn't happen unless people had a computer in their hands.
In 2005, only 31% of the Portuguese households had access to the Internet. To improve this penetration, the logical place to start was in school, where there was only one computer for five kids. The aim was to have one computer for every two students by 2010.
So Portugal launched the biggest program in the world to equip every child in the country with a laptop and access to the web and the world of collaborative learning. To pay for it, Portugal tapped into both government funds and money from mobile operators who were granted 3G licenses. That subsidized the sale of one million ultra-cheap laptops to teachers, school children, and adult learners."
20.04.09

A pré-história da avaliação dos professores já no tempo de um Governo do PSD

Rui Luzes Cabral

Diário de Notícias, 22 de Novembro de 2003

 

Nota: Podemos discutir a forma porventura atabalhoada como foi implementado o processo de avaliação dos professores e da criação dos professores titulares mas que algo tinha que ser feito, tinha. Todos os partidos são dessa opinião, só que quando se está na oposição e se quer ganhar votos a qualquer preço, tudo conta, infelizmente. Agora são todos contra, até o PSD.
27.12.08

BRAÇO-DE-FERRO NA EDUCAÇÃO

Rui Luzes Cabral

“Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações. Haverá professores interessados em tais cenários?” Frei Bento Domingues O.P., Jornal Público, Domingo, 14 de Dezembro 2008, pág. 38.

 

Quando há uma greve, não me repugnam nada as palavras de ordem, as “bocas”, as cantilenas da praxe ou aquelas usadas em todas as manifestações e do mesmo estilo, mudando só o alvo da contestação. Mas quando se trata de greves de juízes, militares, polícias, professores e outras profissões similares, confesso que, por vezes, não gosto de ver e ouvir o que dizem ou a forma como o dizem. È como ver uma pessoa a passear na rua de uma cidade em fato-de-banho, coisa que só esperamos encontrar na praia. Quem representa as profissões citadas, veste, à partida, um “fato” diferente. Ou é um exemplo ou então seria melhor abandonar a profissão. Pode haver lugar a discordância e a greve, obviamente. Mas que isso seja feito sem se “desnudarem” de princípios e formas de actuação elevadas. Devemos-lhes muito, eles que são os grandes educadores de qualquer país, em alguns casos substituindo as próprias famílias. Têm, por isso, que ter isso em atenção. Ler texto completo aqui. Imagem: Hugo Beleza
03.12.08

Modelo de avaliação de desempenho de professores

António Silva

 

 

MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES

(Esquema do modelo de avaliação dos professores, tal e qual é proposto pela lei original formulada pelo ministério da educação, antes da tentativa de simplificação proposta pelo ministério, mas não aceite pelos sindicatos)

 

AVALIADORES

Presidente do Conselho Executivo

Avalia:

- Assiduidade

- Grau de cumprimento do serviço distribuído

- Progresso dos resultados escolares dos alunos e redução das taxas de abandono tendo em conta o contexto socio-educativo

- Participação nas actividades da escola

- Acções de formação realizadas

- Exercício de outros cargos de natureza pedagógica

- Dinamização de projectos de investigação

- Apreciação dos encarregados de educação, desde que haja concordância do docente e nos termos a definir no regulamento da escola

 

Coordenador do Departamento Curricular:

Avalia a qualidade científico-pedagógica do docente com base nos seguintes parâmetros

- Preparação e organização das actividades lectivas

- Realização das actividades lectivas

- Relação Pedagógica com os alunos

- Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos

 

FASES DA AVALIAÇÃO

1.ª fase

Objectivos e indicadores

- O Conselho Pedagógico da escola define os seus objectivos quanto ao progresso dos resultados escolares e redução das taxas de abandono, que são elementos de referência para a avaliação dos docentes.

- O Conselho Pedagógico da escola elabora os instrumentos de registo de informação e indicadores de medida que considere relevantes para a avaliação de desempenho.

 

2.ª fase

Objectivos individuais

- No início de cada ciclo de avaliação de dois anos, o professor avaliado fixa os seus objectivos individuais, por acordo com os avaliadores, tendo por referência os seguintes itens:

- Melhoria dos resultados escolares dos alunos

- Redução do abandono escolar

- Prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldade de aprendizagem

- Participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão da escola

- Relação com a comunidade;

- Formação contínua adequada ao cumprimento de um plano individual de desenvolvimento profissional do docente.

- Participação e dinamização de projectos

Nota: Na falta de acordo quanto aos objectivos prevalece a posição dos avaliadores

 

3.ª fase

Aulas observadas

- O coordenador de departamento curricular observa, pelo menos, três aulas do docente avaliado em cada ano escolar.

- O avaliado tem de entregar um plano de cada aula e um portfólio ou dossiê com as actividades desenvolvidas

 

4.ª fase

Auto-avaliação

- O professor avaliado preenche uma ficha de auto-avaliação, onde explicita o seu contributo para o cumprimento dos objectivos individuais fixados, em particular os relativos à melhoria das notas dos alunos

- Os professores têm de responder nas fichas de auto-avaliação a 13 questões (pré-escolar) e 14 questões (restantes ciclos de ensino)

 

5.ª fase

Fichas de Avaliação

- O presidente do conselho executivo e o coordenador do departamento curricular preenchem fichas próprias definidas pelo Ministério da Educação, nas quais são ponderados os parâmetros classificativos.

- Os avaliadores têm de preencher uma ficha com 20 itens cada, por cada professor avaliado

- O coordenador do departamento curricular preenche uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado

- O presidente do conselho executivo tem de preencher uma ficha com 20 itens, por cada professor avaliado

- As pontuações de cada ficha são expressas numa escala de 1 a 10.

 

6.ª fase

Aplicação das quotas máximas

- Em cada escola há uma comissão de coordenação da avaliação de desempenho formada pelo presidente do Conselho Pedagógico e quatro professores titulares do mesmo órgão, ao qual cabe validar as propostas de avaliação de Excelente e Muito Bom, aplicando as quotas máximas disponíveis.

 

7.ª fase

Entrevista individual

- Os avaliadores dão conhecimento ao avaliado da sua proposta de avaliação, a qual é apreciada de forma conjunta.

 

8.ª fase

Reunião Conjunta dos Avaliadores

- Os avaliadores reúnem-se para atribuição da avaliação final após análise conjunta dos factores considerados para a avaliação e auto-avaliação. Seguidamente é dado conhecimento ao avaliado da sua avaliação

 

SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO

- Excelente, de 9 a 10 valores (atribuição sujeita a uma cota)

- Muito Bom, de 8 a 8,9 valores (atribuição sujeita a uma cota)

- Bom, de 6,5 a 7,9 valores

- Regular, de 5 a 6,4 valores

- Insuficiente, de 1 a 4,9 valores

 

EFEITOS DAS CLASSIFICAÇÕES

- Excelente durante dois períodos seguidos de avaliação reduz em quatro anos tempo de serviço para ser professor titular

- Excelente e Muito bom reduz em três anos tempo de serviço para ser professor titular

- Dois Muito bom reduz em dois anos tempo de serviço para ser professor titular

- Bom não altera a normal progressão na carreira

- Regular ou Insuficiente implica a não contagem do período para progressão na carreira

- Dois Insuficiente seguidos ou três intercalados implica afastamento da docência e reclassificação profissional.

 

Informação recebida por mail resultante da leitura da legislação.

18.11.08

A GENERALIZAÇÃO DOS MESTRADOS E DOUTORAMENTOS

Rui Luzes Cabral

Aqui há uns anos a maioria dos rapazes quando saía da escola primária não era para brincar, nem continuar os estudos, infelizmente. O trabalho esperava-os. Alguns seguiam para os seminários porque a “vocação” os chamava ou porque assim podiam instruir-se mais facilmente e, um grupo muito pequeno, tiravam então um curso superior.

 

Mas falando do grande grupo dos que começavam a trabalhar, a “progressão” estava mais ou menos instituída socialmente. O primeiro “dinheirito” era para a bicicleta, mais tarde para a motorizada, depois assentavam praça e, por fim, o casamento depois de um namoro rápido.
Parece que hoje em dia é o que se passa também com os estudantes portugueses, só que de forma diferente. Felizmente já não ficam pelo primeiro ou segundo ciclo. Vão andando pela escola, uns até se chatearem, outros para tirar um curso que dê dinheiro (mesmo que não lhes diga muito) e outros ainda, para lutarem por aquilo que sempre desejaram.
E, tirar hoje em dia a licenciatura, pós-graduações, mestrados, doutoramentos e afins, acaba em muitos casos (existem honrosas excepções que assim não são) por se assemelhar ao processo rotineiro referido acima, desde a compra da bicicleta até ao casar.
Sabendo nós que os mestrados e doutoramentos deverão ser estudos que contribuam significativamente para a evolução da sociedade, tanto conhecendo-a sociologicamente melhor, como encontrando materiais, técnicas e modelos que a façam evoluir, exige-se a pergunta: estes estudos, hoje, contribuem mais para a sociedade ou para os C.V de quem os tira? É que se for só para dar corpo a caprichos ou vaidades pessoais andamos todos a gastar tempo e dinheiro.
Quantas teses de mestrado e doutoramento estão nas prateleiras das bibliotecas das universidades em que ninguém lhes pega, excepto o seu autor quando é para mostrar ao amigo ou ao primo ou tio afastado que vem do estrangeiro?
Mas esta lógica é, pelos vistos, para manter e para reforçar com a visão economicista que tomou conta dos recentes governos e universidades. É cada vez mais essencial tirar-se um mestrado ou um doutoramento, independentemente da sua qualidade. O que conta agora é o dinheiro que pode ser gerado com uma maior quantidade de alunos a frequentá-los, nem que para isso se dêem falsas expectativas aos alunos.
A massificação do ensino é importante, os mestrados e os doutoramentos também o são. Não podemos é continuar a tirá-los só porque saímos das licenciaturas e não temos emprego. Devemos todos ser cada vez mais instruídos, não para suportar as universidades, mas para que a mais-valia do que investigamos possa contribuir para o bem comum.
É preciso pensar a educação como um todo e não “bairro-a-bairro” e, cabe ao estado gerir e financiar toda esta máquina, pois a educação é a “enxada” do séc. XXI. Os privados têm um papel importante a desempenhar, não podendo ser, no entanto, eles a decidirem e a obrigarem o poder político a ajoelhar-se cada vez mais aos seus pés. Já basta o que se passa na economia.

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