Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

10
Nov 14

Cavaco Silva disse hoje o seguinte: “Eu penso que é legítimo, apesar de se tratar de uma empresa privada e brasileira, é legítimo, pelo menos, fazer uma pergunta: o que é que andaram a fazer os acionistas e os gestores desta empresa. É, pelo menos, esta pergunta que os portugueses têm o direito de colocar”.

 

Bem, é fácil responder a esta questão e ele também saberá parte da resposta se pensar um bocadinho. Se os governantes dos últimos 30 anos não privatizassem as empresas que são a espinha dorsal do Estado nada disto acontecia. Venham lá os liberais que quiserem, com as teorias mais modernas que não me convencem de que o Estado só é um verdadeiro Estado se controlar os sectores mais importantes de um país. E não me venham com a ideia estapafúrdia de que ao Estado basta ser regulador. Essa é a maior mentira quando se quer convencer alguém que não tem poder a pensar que o tem. Os mercados geralmente não funcionam bem, ou melhor, só funcionam bem para os bolsos de alguns. Se os mercados funcionassem bem viveríamos numa sociedade muito mais equilibrada, mas aos mercados, palavras como equilíbrio, solidariedade e equidade não são palavras reconhecíveis. Os mercados só conhecem a palavra lucro. Ao Estado não se pode exigir as regras dos mercados, antes as regras da solidariedade social. Para os mercados as pessoas são números de uma folha de excel, para o Estado as pessoas devem ser cidadãos de plenos direitos e cumpridoras dos seus deveres…

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4230640

 

publicado por Rui Luzes Cabral às 22:02

23
Mar 14

Há em Portugal um pequeno grupo de indivíduos que Portugal quer desesperadamente ouvir sobre o futuro. Este grupo passa hoje a vida na televisão e nos jornais, com ou sem espaço próprio, e, fora disso, é fatal em qualquer conferência, encontro, simpósio ou debate que por aí se faça na universidade e nos partidos.


Quem são os génios que adquiriram um prestígio que vai do povinho iletrado da TVI, da RTP ou da SIC, às maiores sumidades do país? São, como seria de calcular, os ministros das Finanças que magistralmente nos levaram à bancarrota e à miséria. Não sei ou não percebo por que razão esse fracasso lhes deu uma autoridade para falar sobre o desastre a que presidiram. Mas que deu, com certeza que deu; e eles, assoprados pela sua importância, não se importam de o usar.


Tirando Cadilhe, que tem juízo, e Sousa Franco, que já morreu, a espécie não se poupa. Vítor Gaspar, Teixeira dos Santos, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite, Catroga, Cavaco (que não se demitiu do seu penacho de economista lá por ser primeiroministro e Presidente da República), nenhum deles pára. Acordamos com os conselhos da seita, adormecemos com as suas profundas profecias. O facto de quase sempre se enganarem e de sempre revelarem com emoção e tremor aquilo que é óbvio para toda a gente não os perturba, nem perturba o público que os venera e ouve. A felicidade da vida deles não se explica: entram com foguetes, “governam” no meio de uma contínua gritaria e saem (enquanto não entram em grandes lugares) para uma espécie de nuvem, donde arengam as massas e criticam com azedumeos predecessores.


Quem não inveja este extraordinário estatuto? Nem uma alminha lhes pede responsabilidades, nem um miserável inspector (e centenas trabalham para as Finanças, perseguindo o pequeno trafulha) recebe a melancólica incumbência de examinar o que eles fi zeram ou não fi zeram. O Parlamento, na sua incurável e perpétua desordem, não se interessa muito pelo passado. Os ministros, que espatifaram o nosso dinheiro ou consentiram que ele se espatifasse, podem por isso gozar, sem sequer uma estadia no purgatório, de uma doce existência, que a Pátria acha que eles merecem. O Presidente da República e o primeiro-ministro pretendem que “lá fora” nos levem a sério. Mas se “lá fora” alguém olhar com atenção para a lista dos nossos ministros das Finanças, conclui com certeza que este é um país burlesco.

 

Vasco Pulido Valente, Público, 23 Março 2014

publicado por Rui Luzes Cabral às 14:37

01
Set 11

 

Um belo texto do nosso amigo loureirense, António Silva,

no Jornal dos Convívios Fraternos "Balada da União" de

Maio/Junho de 2011, página 3

publicado por Rui Luzes Cabral às 22:49

31
Ago 11

 

Vitor Gaspar disse hoje sobre a TSU que o “Governo preferiria uma descida só para a indústria transformadora e para o sector do turismo. Mas esta possibilidade é incompatível com o direito comunitário". Nunca concordei com esta mexida neoliberal pois não é isso que vai alavancar a economia, muito menos criar empregos. Uma descida desta taxa só ajuda os “senhores empregados” Belmiro, Amorim, entre outros…

 

Descer a TSU para pequenas e médias empresas com facturação anual até 1.000000 de euros justificava-se, mas pelos vistos a Europa não deixa. Enfim, mais uma vez a política ajoelhada à alta finança, aos senhores do dinheiro.

 

publicado por Rui Luzes Cabral às 20:09

03
Jul 11

António Freitas de Sousa  
01/07/11 (Diário Económico)

O desemprego na região está abaixo da fasquia dos 5% e as empresas andam activamente à procura de trabalhadores.

"Hermínio Loureiro, presidente da autarquia de Oliveira de Azeméis, fez a pergunta mas já sabia que era retórica: "Alguém se lembra de ver letreiros nas fábricas a pedir colaboradores?" Ninguém no País se lembra. A não ser que seja do concelho de Oliveira de Azeméis: a região tem uma taxa de desemprego abaixo dos 5% - que compara com os 12,6% do País - divulgada "pela União dos Sindicatos de Aveiro e por isso acima de qualquer suspeita". E, concluiu, há várias empresas à procura de colaboradores para preencher vagas.

É este clima, com tudo o que lhe está a montante e a jusante, que Hermínio Loureiro, ex-secretário de Estado do Desporto, quer ver transformado numa marca - aquilo a que os técnicos chamam ‘place branding'. A estratégia é simples: agregar em torno de um produto de marketing a vontade, a qualidade e a especificidade de uma região que de alguma forma se distingue do todo nacional - absorto no desemprego, na falta de competitividade e na carência de investimento produtivo. E o Fórum Cidades de Futuro Oliveira de Azeméis em parceria com o Diário Económico consubstanciava essa estratégia.

Presente nos trabalhos, João Braz Frade (presidente da My Brand) clarificou ao que vai quem quer construir um ‘place branding': a marca territorial gera investimento, impostos, novas receitas, turismo, aumenta a competitividade regional e, por último mas não em último, "motiva os cidadãos" e inspira-lhes forças para unificar determinada sociedade em torno de um projecto."

 

 

‘Place branding'?

Contra factos não há argumentos. Esta foto mostra-nos um pequeno exemplo da pesada herança que sucessivos "governos autárquicos" nos têm vindo a deixar  na cidade.

De nada valerá argumentar que temos baixos níveis de desemprego (algo que tem dependido fundamentalmente do dinamismo do tecido empresarial) e oferecemos boas condições de vida, pois a realidade evidencia o contrário e, infelizmente, assusta e afasta quem nos visita.

publicado por Manuel Alberto Pereira às 16:49

21
Mar 11

 

Há 30 anos comprávamos tudo em lojas próximas de nós ou no comércio, agora dito de tradicional, visto que centros comerciais e grandes superfícies eram de uma outra realidade. Os grandes grupos económicos imitando o que se fazia em alguns países, começaram a explorar este novo filão e lá se abriu o primeiro hiper-mercado em Matosinhos, pertencente a um grande grupo económico da actualidade. Nessa altura quem tinha mais dinheiro investiu e começou a espalhar a novidade, tendo surgido várias marcas, primeiro em grandes cidades, depois por todo o lado.

 

Arruinaram o comércio, agora sim, tradicional, sem dó nem piedade. “Ajoelham” fornecedores aos seus caprichos de gestão, devido à quantidade vendida e, como se não bastasse, descuram o emprego estável e, com direitos, aos seus trabalhadores.

 

Agora que, talvez, descem as vendas, fundem-se, reorganizam-se e pensam já na conquista do micro-mercado ou mercado de proximidade. Falam já em “inundar” o país com pequenas mercearias para sugarem o que resta e acabar de vez com os pequenos comerciantes.

 

Não é esta organização de sociedade que mais me atrai, não julgo ser este o caminho mais sustentável para que as pessoas vivam de forma harmoniosa, mas enfim, na sociedade, como na natureza há sempre sanguessugas à espreita. Será este o preço da “biodiversidade” humana ou haverá outro caminho?

publicado por Rui Luzes Cabral às 11:37
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27
Jun 10

De acordo com o site da Agência financeira “O número de milionários aumentou em Portugal, que seguiu a tendência mundial, mesmo em ano de crise e recessão, revela um estudo mundial feito todos os anos realizado pela Cap Gemini e pela Merrill Lynch e relativo a 2009. De acordo com este estudo, há 11 mil pessoas com uma fortuna acima de um milhão de dólares, ou seja, mais de 800 mil euros. Significa que há mais 5,5% que em 2008, ano em que foram contabilizadas menos de 10.500 fortunas desta dimensão, noticia a «TSF».

 

A subida da Bolsa de Lisboa, que ganhou 33,5 por cento num ano, o aumento dos preços do imobiliário e a forte descida das taxas de juro são alguns dos factores que contribuíram para o aumento dos milionários em Portugal.

 

Dos 10 milhões de fortunas acima de um milhão de dólares, três milhões encontram-se nos EUA, país que tem o mais número de milionários.

De referir que, para as duas consultoras responsáveis por este estudo, um milionário tem de ter activos líquidos no valor de um milhão de dólares, que não pode incluir a residência principal e os bens consumíveis.”

 

Veja o vídeo da notícia aqui

publicado por Rui Luzes Cabral às 12:23

29
Abr 10

Com que então as empresas de rating que avaliam os Estados, nomeadamente os da Europa, como a Grécia e agora Portugal, são todas norte-americanas e as mesmas que se enganaram em 2006, 2007 e 2008 na avaliação que fizeram dos mercados financeiros, o que levou à actual crise, ou o que muitos chamam de crise. Foram os mesmos que consideravam a Lehman Brothers uma empresa segura e credível, tendo a mesma falido já em 2008.

 

Empresas privadas que têm como objectivo lucros e outros interesses, a avaliar Estados, fazendo crer na opinião pública que o que dizem é verdadeiro? Uma palhaçada completa.

 

Esta avaliação deveria emanar de uma organização internacional, gerida e fiscalizada pelas Nações Unidas, sem outra finalidade, que não a avaliação exigente e digna dos mercados.

 

Quem está a lucrar com isto? Possivelmente a economia americana que nos últimos anos viu o dólar a desvalorizar em relação ao euro e, querem agora, a todo o custo ganhar com isso.

 

Enfim, vivemos numa economia de aparências, de relatórios baseados em meras especulações, em critérios dúbios e pouco claros. Tal qual como a sociedade actual.

 

Haja moralidade e uma nova ordem mundial. Como estamos, para onde iremos? E a Europa, impávida e serena o que pensa de si, o que pensa do futuro?

 

Parece que estamos no limiar de um novo tempo…


26
Fev 10

 

publicado por Rui Luzes Cabral às 21:18

12
Jan 10

publicado por Rui Luzes Cabral às 00:11

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