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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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06.08.15

Bom Senso...

Rui Luzes Cabral
"O homem poderoso que junta a eloquência à audácia torna-se um cidadão perigoso quando lhe falta bom senso" Eurípedes (-480/-406), dramaturgo da Grécia Antiga
01.03.15

Presidenciais

Rui Luzes Cabral

Presidenciais.JPG

 

A - António Guterres é o meu candidato favorito para se candidatar a Presidente da República nas próximas eleições. É óbvio que também o gostaria de ver como Secretário-Geral da ONU. Uma pessoa boa e séria como ele é tem sempre perfil para estes cargos…

B - Por outro lado, confesso que, independentemente das capacidades profissionais de António Vitorino não lhe reconheço grandes méritos políticos, apesar  de ter passado de forma muito rápida pela política. Dentro ou fora do exercício de cargos públicos em Portugal como Ministro ou na Europa como Comissário, sempre no seu discurso deixou transparecer que não é a política o seu grande amor e que o mundo da gestão privada e da advocacia são mais rentáveis para ele. Espero que ele escolha o que o realiza mais…

C - Na impossibilidade de António Guterres, quem estava no passado recente mais bem colocado para o cargo na área socialista era António Costa, mas agora também não pode ser pois teve de se candidatar a Secretário-Geral do Partido e assim ser candidato a Primeiro-Ministro. É que com António José Seguro as sondagens não descolavam…

D – Neste momento são vários os nomes lançados à esquerda para se ver a reação dos eleitores, nomes de figuras secundárias da vida política, facto que leva a que o vencedor possa não ser aquele que o Partido Socialista apoie.

E – Eu como gosto de pensar pela minha cabeça e já votei em nomes que o PS não apoiou estou à vontade nesta matéria.

F – Apresentem-se os candidatos que eu farei a minha reflexão…

27.01.15

ECONOMIA EUROPEIA DE PARTILHA…

Rui Luzes Cabral

 Bandeira UE.jpg

A Europa, na sua constituição política, assente na procura de modelos sociais e económicos, que deverão ser cada vez mais condizentes com as necessidades das pessoas, tem percorrido um caminho complexo tendo em conta a diversidade cultural do Continente. Um percurso difícil mas que deve ser sempre apoiado, mantendo a matriz da tolerância, da integração, do apoio social, da defesa do ambiente, do respeito pela diferença, da influência que deve apresentar ao resto do mundo, sem impor.

 

A União Europeia, esse mecanismo político que tenta há mais de meio século criar um espaço comum de paz e boas condições de vida, deve procurar chegar a um patamar mais elevado de protecção das pessoas e de credibilização dos diversos sistemas que a compõem.

 

E para se construírem pontes seguras, resistentes às correntes mais fortes, não podem as mesmas estar assentes em barcas de madeira flutuante. Só com o exemplo de quem nos dirige e com a percepção que os interesses dos cidadãos são os primeiros a ter que ser defendidos numa sociedade democrática e livre, é que moralizamos a nossa Europa e criamos uma ideia comum de sociedade plural.

 

A economia de mercado tem os seus aspectos positivos mas não chega para moldar o nosso sistema ocidental de organização económica, que depois empesta negativamente a política, tornando a perceção social disforme na forma e no aspeto. Desde a antiguidade que a política é a arte mais nobre de procura e concretização de sonhos. Deve ser a política, no seu sentido último e verdadeiro fim, o grande mecanismo de representação de um povo. A política não pode ser uma ferramenta dos mercados, de grupos de interesse privado, de ideologias fechadas em objetivos pouco solidários. Os povos não podem estar dentro dessas barcas de madeira, sempre com medo das flutuações. Para estarmos entregues a nós próprios não teríamos evoluído, não teríamos sentido no passado essa necessidade de deixar a “animalidade” de um mundo sem construções físicas, sem construções imateriais e sentimentais. Se evoluímos foi para procurar o bem, ou pelo menos, distanciarmo-nos cada vez mais do mal.

 

Uma sociedade não pode ter dois pesos e duas medidas para o mesmo problema. Não pode nacionalizar prejuízos por todos e privatizar os lucros só por alguns. E a grande maleita da sociedade democrática ocidental, onde está a Europa, é que criou uma rede de micro poderes ocultos que mandam, regulam, distorcem e mudam regras, independentemente da vontade popular exercida na escolha política que fazem.

 

Isto acontece, em parte, porque a humanidade de alguns Homens cede e deixa que, em certos casos, a ideologia do mais forte impere sobre a ideologia da solidariedade. E como referi acima, a evolução deveria aos poucos abandonar a lei do mais forte pois é aí que reside a nossa maior ou menor humanidade colectiva.

 

Não se pode aprofundar uma Europa que é feita de interesses particulares na banca, na regulação, na educação, na justiça, na saúde, na distribuição da água…

 

Como é que queremos aproximar a população da política ativa se nos desresponsabilizamos coletivamente por estes serviços? Como é que é possível ser a banca privada a emprestar dinheiro aos Estados? O Banco Central Europeu serve para quê? Uma coisa é a especulação entre privados, outra coisa são os privados aproveitarem as fragilidades públicas para extorquirem através da legalidade dos juros insuportáveis, o rendimento que faz falta à educação e saúde das pessoas, entre outras necessidades…

 

Um Exemplo: Hoje a vida das pessoas é muito exigente, uma correria diária e quando nos apercebemos abate-se sobre nós a idade sénior. Se queremos subir mais um patamar na dignidade humana, não podemos permitir que as pessoas vivam os últimos anos de vida sujeitas às constipações dos mercados, aos erros dos políticos que elegemos ou aos privados que criamos.

 

A Europa tem de criar um mecanismo de compensação contributiva, para que, qualquer cidadão com mais de 65 anos tenha uma vida digna. Um sistema económico que sirva as pessoas e não só os mercados, em que a dignidade de uma pessoa não esteja dependente das más escolhas de uma sociedade ou da falência de um sistema económico-social. As pensões de reforma a partir dos 65 anos deveriam estar acima de qualquer défice, acima de qualquer ideologia, acima de mercados, acima de qualquer sistema político.

 

Continuar a indexar só as reformas à esperança média de vida e aos trabalhadores no ativo é insistir na tragédia, aliás, como se tem assistido nos últimos anos. Deixar também ao mesmo tempo que os seguros privados floresçam enquanto o estado da segurança social é afetado, leva a que se crie um sistema para pobres disfuncional e um sistema para ricos escandaloso.

 

Como se cria então este mecanismo de compensação contributiva? Criando no BCE – Banco Central Europeu uma bolsa financeira para o efeito, ou seja, assegurar as reformas a cidadãos com mais de 65 anos, imprimindo moeda se necessário. Sempre que a receita dos descontos dos trabalhadores no ativo não fossem suficientes, o BCE colocava o valor em falta, havendo superavit recebia esse excedente para a referida bolsa contributiva. Este mecanismo a nível de todos os países da EU proporcionaria uma vida mais digna a quem está já numa fase da vida mais frágil.

 

E não esquecer ainda a geopolítica internacional conduzida, alimentada ou ignorada pelo ocidente, onde a Europa é ator principal. Uma geopolítica alicerçada mais uma vez nos mercados, no lucro, nos países “amigos” ou “inimigos” que interessam valorizar, proteger ou destabilizar. Alicerçada nas vendas, seja no que for, até das armas, que depois são utilizadas para nos agredir. Falamos muito, mas podíamos fazer muito mais. E nós, cidadãos europeus, temos que estar mais vigilantes, temos que ser mais interessados, mais exigentes e, já agora, temos de cultivar mais na prática a igualdade, a fraternidade e a solidariedade.

 

A Europa não pode criar um espaço onde a preocupação principal são números, défices, ajustamentos, economia de folha de excel, dando a ideia às pessoas que são números estatísticos. A Europa tem de se adaptar à diferença dos povos, integrá-los, dar-lhes perspectivas de vida através de empregos com dignidade. A precariedade laboral a que se assiste não tem sido boa para a população que facilmente se sente desprotegida, sem horizontes, sem nada a perder. Esta é uma barreira muito ténue que leva ao crime, à corrupção, à procura de ideologias distorcidas, a radicalismos religiosos, a movimentos políticos demagógicos e populistas.

 

Quando aproximarem a economia das pessoas, colocando-a ao seu serviço, as pessoas aproximar-se-ão cada vez mais da política. Uma economia partilhada, ao serviço de todos porque é de todos.

 

Rui Luzes Cabral

09 Janeiro 2015

08.01.15

“Para aceder à alegria, porém, a vida tem de ganhar porosidade.”

Rui Luzes Cabral

“A Alegria, se quisermos, é uma grafia do espirito que nos abeira do milagre e que se traduz tanto pela quietude como pelo riso, tanto pelo silêncio como pelo canto, tanto pela presença a si mesmo como pelo entusiasmo partilhado. Um elemento que caracteriza a alegria é o facto de ela não nos pertencer. Ela atravessa-nos simplesmente e irrompe quando aceitamos construir a existência como prática de hospitalidade.”

 

José Tolentino Mendonça

 

A Alegria também se aprende.jpg

 

 

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