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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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18.08.11

Há muita beleza em certos pormenores, frases e sentimentos…

Rui Luzes Cabral

"Alguma coisa o emocionou, recentemente?

Não recentemente. Mas houve uma viagem ao Irão… Persépolis é uma emoção. Mas a arquitectura antiga é fácil. O tempo faz muitas coisas. Para dizer algo de novo, que me tenha emocionado, tenho de falar da igreja do Siza no Marco de Canavezes (1996). Ver as portas abrirem na missa inaugural (foi emocionante), ver o cenário habitado." Fim da entrevista de Souto Moura ao Público, suplemento P2 , página 8, 31 de Março de 20011.

16.08.11

Lúcio Flávio Pinto: A Selva é um grande livro da literatura mundial.

Rui Luzes Cabral

Hoje no Jornal Público, suplemento P2, página 4 e 5 chega até nós a história, em jeito de conversa, de Lúcio Flávio Pinto, um brasileiro que vive junto à Amazónia, em Belém do Pará e que há anos luta com coragem para defender aquela terra. Tem uma quinzenal, o Jornal Pessoal que vai fazer 24 anos - http://www.lucioflaviopinto.com.br. Um homem que vive onde um dia esteve o loureirense D. Frei Caetano Brandão (existe uma estátua deste nosso prelado numa praça de Belém). Um homem que considera o livro “A Selva” de Ferreira de Castro um dos maiores no género da prosa.

 

“O meu poeta do coração é Drummond. Mas a Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, é o maior livro de poesia do Brasil.” E poetas da Amazónia? “Max Martins é o maior”. Prosa? “Haroldo Maranhão; Dalcício Jurandir, Milton Hatoun, Ferreira de Castro… A Selva é um grande livro da literatura mundial”. Nunca será de mais dizê-lo, e Lúcio destaca-o sem qualquer problema de distinguir um português, vários aliás. O livro “mais deslumbrante sobre a Amazónia”, diz, é o do Padre João Daniel O Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas, escrito no século XVIII.”

 

Já contactei Lúcio Flávio Pinto para trocarmos informações sobre os dois oliveirenses acima referidos, pois são nestes acasos e nesta partilha que aumentamos o nosso conhecimento dos nossos antepassados, da nossa cultura. Espero resposta...

15.08.11

A Derrapagem de Alberto João Jardim

Rui Luzes Cabral

 

Alberto João Jardim reconhece que a Madeira tem uma dívida colossal, mas atenção, a culpa não é dele, ou melhor, ele que governa a Ilha desde o século passado, longo passado, não reconhece culpas por isso. A culpa, ora aí está, é de Sócrates.

 

Alberto João Jardim, o homem que envergonha os políticos sérios, que sempre teve uma linguagem arrogante, que foi muitas vezes mal-educado, que “derreteu” algum dinheiro dos contribuintes em megalomanias na sua ilha e para manter o seu poder, que sempre teve a complacência de todos os primeiros-ministros eleitos, mais uma vez, parece que vai fazer o que quer.

 

Não me venham com a desculpa, de que, se ainda está ao comando do Governo Regional é porque o povo assim quer. Isso, naquele caso concreto, é um pormenor que facilmente se explica, que facilmente se compreende. Porque é que se limitaram os mandatos para a Presidência da República e para as Autarquias Locais? Quem for inteligente compreende e concorda com a medida.

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