Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

24
Mar 11
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que está «grata» ao primeiro-ministro português pelo trabalho feito na consolidação das contas públicas e lamentou que as novas medidas de austeridade não tenham sido viabilizadas pelo Parlamento.

«Estou grata a Sócrates» por tomar a responsabilidade das contas públicas do seu país, disse Angela Merkel, citada pela agência de informação financeira Bloomberg.

A líder alemã lembrou que as novas medidas tomadas pelo Governo português para reduzir o défice orçamental foram de «longo alcance» e apoiadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela União Europeia.

Para Angela Merkel, Sócrates esteve «correcto» e foi «corajoso» em levar as novas medidas de austeridade ao Parlamento português para votação.

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou na quarta-feira à noite a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.

O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém «na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido». Cavaco Silva irá promover na sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.

Lusa/SOL
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publicado por Rui Luzes Cabral às 12:54

23
Mar 11

Sou Republicano. Analisando estes cem anos do regime, implantado em 1910, julgo ser cada vez mais pertinente, senão urgente, olhar para o cargo de Presidente da República, que na tradição lusa se consolidou como semi-presidencialista.

 

Na I República, devido à procura de uma Política que desenvolvesse o país, também com a firme convicção que a própria República seria a panaceia para os problemas de Portugal em relação à Monarquia, a ideologia "deu cabo" da organização "serena" nas instituições que vinham do passado. A procura de um trilho de desenvolvimento, a chegada da I Grande Guerra e a instabilidade dos actores políticos levou a década e meia de muito voluntarismo e poucos resultados. Portugal não se encontrava, por isso, chegou um “Estado Novo” para que o Estado pudesse ser um factor de estabilidade, pensaram os revoltosos do 28 de Maio. Neste período de dificuldades, não existiram Presidentes da República que tivessem conseguido deixar uma marca vincada na sociedade.

 

Com António de Oliveira Salazar, o beirão formado na prestigiada Coimbra do início do século XX, o Presidente da República “desapareceu” do xadrez onde se jogava a verdadeira política, sendo remetido a um “corta-fitas” nos acontecimentos da praxe e da propaganda do regime. Era como que o “enviado” do Império de “aquém e de além mar”, o homem que animava as inaugurações por essas aldeias, vilas e cidades desse país agrícola e analfabeto, que no desespero da fome, procurou na emigração melhores condições de vida. Que influência tinha neste período o Presidente da República? Quem o ouvia realmente?

 

Depois do 25 de Abril de 1974, de facto houve um reforço da imagem do Presidente, no sentido de, no jogo democrático, ser, talvez, uma voz mais audível.  No pós-revolução dos cravos, penso que foi Mário Soares, aquele que teve uma linguagem mais próxima do povo, aquele que melhor encarnou o cargo.

 

Mas fazendo uma resenha rápida destes cem anos de República e da acção dos Presidentes que lhe deram corpo, o que fica de útil, realmente? Em meu entender só o simbolismo do cargo, o que é manifestamente muito pouco…

 

Vejamos o que se passa mais recentemente. Quando há um problema no país, assistimos a uma tal subjectividade no contacto nada entendível com o povo, que é de lamentar. Jorge Sampaio quando “despediu” Santana Lopes falou ao país mas o país não compreendeu as causas por que demitia o primeiro-ministro pois usou uma linguagem tão amorfa, que a mim fez lembrar o anúncio do Terceiro Segredo de Fátima. A única coisa boa, (pelo menos para alguns) que se percebeu é que ia haver eleições. Cavaco Silva, na polémica dos Açores, aqui há dois ou três anos, fez também uma comunicação ao país com toda a pompa e circunstância que o país não ouviu, muito menos entendeu.

 

No dia-a-dia da política cá do burgo, passa-se tudo e, quase tudo é habilmente deixado sem resposta, sempre atrás da capa de frases como “o Presidente da República não se pode imiscuir em disputas político-partidárias”, ou então “o presidente da República reserva-se a comentar tais afirmações em público”. Os nossos presidentes geralmente não falam e quando falam não dizem nada. Os nossos presidentes da república não são entendidos pelo povo que os elegem. Hoje em dia além de “corta-fitas” são uma espécie de busto, quadro ou adereço, símbolo deste regime. Um regime que parece falar para um povo que cada vez menos o entende. Será por acaso?

 

Posto isto, como deve ser o futuro do cargo? Bem, há alguns caminhos. Vou enumerar dois possíveis que poderiam ser discutidos. Um é transformar o actual mandato de cinco anos, actualmente renovável por mais cinco, num só mandato de sete ou oito anos. Desta forma, julgo que a magistratura do presidente era sempre activa, no sentido de não ser mais cauteloso no primeiro e mais agressivo no segundo mandato. Com um só mandato não renovável, poderia ser que o presidente fala-se mais a linguagem do povo e se imiscui-se mais na política. Afinal elegemos um presidente para quê? Não é para servir a política? O Presidente da República, até pode estar acima dos partidos, mas isso não inviabiliza que não repreenda os partidos e seus dirigentes quando necessário.

 

O outro caminho é tornar o cargo presidencialista, ou seja, tornar o Presidente da República o “chefe do governo”.  Já foi menos adepto desta situação, mas pensando bem e racionalmente, pouparia a nossa República a cargos simbólicos.

 

Continuar como está não augura futuro ao cargo e, servirá mais como prémio a ex-primeiros-ministros ou outros reformados da política activa. Pensemos nisso e contribuamos para o debate. Afinal a quem servem os cargos, aos políticos ou à política? Penso que é à política… 

publicado por Rui Luzes Cabral às 20:28

22
Mar 11
Rui Rio e António Costa estão a dar um bom contributo para a democracia e para a imagem dos políticos no programa prós e contras. Pedro Passos Coelho é que não deve estar a gostar de ver. Ao actual líder do PSD falta clareza e dimensão política...
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publicado por Rui Luzes Cabral às 00:41

Eduardo Lourenço diz que Portugal não passa por um momento tão grave quanto parece. O filósofo considera que, comparando com as aflições de outras partes do mundo, não é grande nem medonha a agrura do país.

O cenário financeiro e a crise politica é algo que o pensador classifica de «normal» porque a democracia tem meios para desatar o nó e seguir em frente.

Uma conversa sobre o presente do país, com o jornalista Ricardo Oliveira Duarte.

Notícia retirada de www.tsf.pt
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publicado por Rui Luzes Cabral às 00:26

21
Mar 11

As recenseadoras de Loureiro, que acabaram este fim-de-semana a distribuição dos questionários, estão esta semana na Junta de Freguesia, entre as 10:00 e as 19:00 Horas, sem interrupção na hora de almoço, para ajudar no preenchimento dos questionários.

 

Hoje, 21 de Março é o DIA CENSITÁRIO, ou seja, o preenchimento dos questionários devem ter como referência quantos somos hoje, onde estamos e como vivemos. É como que “congelar” o país neste momento, como que, “fotografar” a realidade conforme ela está neste dia.

 

E porque é isso importante para Portugal? É a partir dos dados recolhidos que melhor se pode pensar o país, melhor se pode organizar o território, melhor se pode distribuir os fundos pelas diversas regiões, municípios e freguesias.

 

Colabore, Portugal agradece…

 

Texto retirado de www.junta-freg-loureiro.com

publicado por Rui Luzes Cabral às 11:47

 

Há 30 anos comprávamos tudo em lojas próximas de nós ou no comércio, agora dito de tradicional, visto que centros comerciais e grandes superfícies eram de uma outra realidade. Os grandes grupos económicos imitando o que se fazia em alguns países, começaram a explorar este novo filão e lá se abriu o primeiro hiper-mercado em Matosinhos, pertencente a um grande grupo económico da actualidade. Nessa altura quem tinha mais dinheiro investiu e começou a espalhar a novidade, tendo surgido várias marcas, primeiro em grandes cidades, depois por todo o lado.

 

Arruinaram o comércio, agora sim, tradicional, sem dó nem piedade. “Ajoelham” fornecedores aos seus caprichos de gestão, devido à quantidade vendida e, como se não bastasse, descuram o emprego estável e, com direitos, aos seus trabalhadores.

 

Agora que, talvez, descem as vendas, fundem-se, reorganizam-se e pensam já na conquista do micro-mercado ou mercado de proximidade. Falam já em “inundar” o país com pequenas mercearias para sugarem o que resta e acabar de vez com os pequenos comerciantes.

 

Não é esta organização de sociedade que mais me atrai, não julgo ser este o caminho mais sustentável para que as pessoas vivam de forma harmoniosa, mas enfim, na sociedade, como na natureza há sempre sanguessugas à espreita. Será este o preço da “biodiversidade” humana ou haverá outro caminho?

publicado por Rui Luzes Cabral às 11:37
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03
Mar 11
Cidade do Vaticano, 02 Março. O papa Bento XVI iliba totalmente o povo judeu da morte de Jesus Cristo, um dos assuntos mais controversos do cristianismo, num novo livro de que foram hoje publicados os primeiros excertos.

No livro, intitulado "Jesus de Nazaré", Bento XVI recorre a uma análise bíblica e teológica para explicar por que não é verdade que o povo judeu no seu conjunto seja responsável pela morte de Jesus.

Embora o Vaticano sustente há cinco décadas que os judeus não foram coletivamente responsáveis, académicos judeus ouvidos pela agência noticiosa norte-americana AP consideraram que o argumento agora exposto pelo papa é significativo e vai contribuir para combater o antissemitismo.

De Maria de Deus Rodrigues
© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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publicado por Rui Luzes Cabral às 23:54

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