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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Benfica falha em momento decisivo

Em tom de brincadeira tenho dito nas últimas semanas, que os golos que o Benfica tem marcado em alguns jogos iriam fazer falta para outros. Hoje constatou-se isso mesmo e o clube agora treinado por Jorge Jesus falhou num momento decisivo, coisa que uma equipa quando quer ser campeã dificilmente deve fazer.

 

Reconheço que apesar do Benfica ter atacado mais, foi também mais ansioso na forma como encarou o jogo, tendo o Braga sabido ser uma equipa mais serena e eficaz nos momentos certos. O resultado foi justo.
Espero a partir de agora um Benfica com menos golos em alguns jogos e mais pragmatismo noutros. Trapatoni exagerou nessa receita, mas o que é certo, foi o único a quebrar o jejum nos últimos 15 anos.

Falta de consciencialização cívica e ambiental

 

Extracto de um texto do Público sobre a barragem que está a ser construída no Rio Sabor, 27 de Outubro, pág. 12

Este extracto que à partido passa despercebido, referindo que algumas pessoas temem que se gaste dinheiro na protecção da natureza (“proteger morcegos e passarinhos”), indicia bem o quanto ainda estamos atrasados na defesa do biodiversidade e mostra também o quanto, alguns, desprezam as outras espécies.

Se a maioria continuar assim a pensar (espero que não), tudo leva a crer que o futuro não seja muito risonho neste planeta. A ânsia de mais e mais levará à destruição. Para que isso não aconteça é necessário deixarmos de comer do fruto proibido, da árvore do bem e do mal? (Atenção que estou a utilizar linguagem metafórica).

Não tem dúvidas?

 

Extracto de uma entrevista dada por José Saramago ao DN, 25 de Outubro, pág. 3
Não ter “qualquer espécie de dúvida” sobre a não existência de Deus, não é, de facto, um acto de humidade e concórdia para quem tanto fala em paz entre os homens.
Quanto à escravidão do Homem, ela há para todos os gostos. Parece-me que a vaidade, o dinheiro, o poder e a fama é que têm escravizado o Homem. Se o problema do Mundo fosse esse, (da nossa submissão a Deus, sem que isso acarretasse discórdia, guerra e ódio), estaríamos bem melhor. Agora, não queiramos transformar Deus no carrasco da infelicidade Humana, quando as causas estão muito mais próximas de nós e, por vezes, de resolução atingível.
Para que comemos nós do fruto proibido? (Atenção que estou a utilizar linguagem metafórica)

Pressão até à desistência da vida

Nos últimos 2 anos, os suicídios na France Telecom têm sido uma constante. Cerca de duas dezenas de pessoas não aguentaram a pressão que o posto de trabalho impôs e, presumo, em desespero de causa, desistiram de viver. Infelizmente em muitas empresas, mais as de grande dimensão, olham cada vez mais para os seus funcionários como “números”, como “peças” de uma grande engrenagem produtiva e esquecem o lado humano e específico de cada um.

 

No caso da France Telecom, o motivo que mais tem desgastado os funcionários é, ao que tudo indica, a tão actual e apregoada “mobilidade”. Com esta “mobilidade” forçada, os trabalhadores estão uns anos numa cidade, depois passam para outra, e para outra, sempre que o trabalho ou os lucros o exijam.
As raízes culturais e familiares diluem-se, a identidade pessoal de cada um esbate-se, a ansiedade aumenta, a solidão aparece, o desespero espreita, a morte aparece como fuga, infelizmente.
Não, não me peçam para caucionar tal modelo de sociedade. Que se lixe a economia, a produtividade e o lucro. Primeiro estão as pessoas, as pessoas saudáveis. Inventem-se sistemas económicos para servir as pessoas e não se sacrifiquem cada vez mais pessoas para servir o “mercado” e a economia.

As palavras de José Saramago não me chocam

Não sei porque é que se está a criar tanta polémica em torno das palavras de José Saramago sobre a Bíblia, na apresentação do seu mais recente livro “Caim”, em Penafiel.

 

Eu, que sou católico praticante, entendo as suas palavras à luz do seu ateísmo, assim como entendo as palavras de muitos católicos quando falam sem saber sobre o islamismo, o judaísmo ou outra qualquer religião.
Eu sei que muitos católicos se riem quando vêm o gesticular das orações islâmicas ou as práticas judaicas, já para não falar do que é “sagrado” para os hindus.
A Igreja Católica Portuguesa, se tivesse reagido de outra forma, desvalorizando as palavras e, enquadrando-as ao pensamento do autor, tanto pessoal como literário, a polémica morria à nascença.
Ainda bem que agora os ateus podem falar. Ainda bem que os crentes se podem indignar. E vice-versa. É sinal que o Homem está mais adulto.

Ainda as Autárquicas

Daqui a 4 anos, quase duas centenas de presidentes de câmara são obrigados a ceder o lugar a outros. A cada dia que passa, mais tenho a consciência que a lei que os impede de continuar mais de 12 anos é realmente uma das medidas mais democráticas dos últimos anos, embora alguns “barõezinhos” a considerem uma afronta.

 
Isso permite um refrescamento dos actores políticos locais, favorece a não acomodação ao cargo, dificulta a teia de interesses e torna o sistema teoricamente mais transparente.
 
Espera-se agora que tal medida seja estendida ao cargo de primeiro-ministro e de deputado, já que o Presidente da República não pode fazer mais que 10 anos seguidos.
 
Aos poucos a democracia consolida-se, o país avança.

Enganar os eleitores?

João de Deus Pinheiro, eleito Deputado à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Braga, esteve meia hora no hemiciclo e logo se apressou a entregar o requerimento para a sua substituição.

 

Andou a fazer campanha para ser eleito, muitas pessoas votaram nele e por ele, pensado que ia com a sua experiência trabalhar pelo país e por Braga mas o homem fugiu. Que grande “política de verdade” do actual PSD. Olha para o que digo, não para o que faço.
Sair um Deputado para integrar o Governo, compreende-se, agora desta forma, seja ele qual for o deputado, em nada dignifica os políticos.

A lavoura foi outra…

Peço desculpa aos leitores deste blog pelo interregno de quase um mês. Como sabem, estive envolvido numa candidatura autárquica, facto que me levou a não publicar neste espaço de tempo. A lavoura foi outra e deu os frutos esperados, felizmente.

 

Agora que tudo serenou, o lavoura vai continuar a produzir como até então. Opinião pessoal, fotos, pensamentos e outras curiosidades do dia-a-dia conforme todos os leitores estão habituados.
Com Amizade
Rui Luzes Cabral

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