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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Entrevista a Patch Adams

Este é o primeiro vídeo da entrevista a feita a “Patch Adams” realizada pela estação televisiva brasileira TV Cultura em Setembro do ano passado. Ao todo são cerca de 10 vídeos que valem a pena serem vistos. “Patch Adams” tornou-se um médico conhecido em todo o mundo através de um filme, cujo título é o seu nome, que retrata a sua vida e o seu espírito revolucionário, interpretado brilhantemente pelo actor Robin Williams.
Vi o filme há cerca de um mês. Mostrei-o a 300 alunos. Um deles, de ar sério e convicto, disse-me ontem que a força da mensagem do “Patch” lhe tinha transformado a vida. Eis o “Patch” original, revolucionário e culto.

A FRAGILIDADE DE UMA CRENÇA

A vida pública é hoje ateia ou agnóstica. Ouve-se muito criticar a tolice e o delírio das religiões, mas raramente se refere a fragilidade intelectual da própria atitude ateísta que, com todo o respeito, é muito inconsistente.

Recusar Deus é uma crença como as outras. No fundo trata-se de ter fé na ausência divina. Mas esta crença considera-se a si mesma lógica e natural. A Antropologia e Sociologia sérias mostram o oposto: a religiosidade é o normal em todas as culturas e épocas. O ateísmo é uma construção tardia e artificial de elites, sobretudo desde o Iluminismo. Mantido em ínfima minoria, agora está em clara decadência. Vendo-lhe a lógica interna, percebe-se porquê.

O agnosticismo, hoje variante dominante, justificar-se-ia se a existência de Deus fosse inconsequente e negligenciável. Mas ignorar a possibilidade de Deus é como desinteressar-se da existência do pai, benfeitor ou patrão, senhorio ou polícia. E se Ele aparece? Os verdadeiros agnósticos, com reais dúvidas, são poucos porque a maioria assume a resposta negativa implícita, vivendo um ateísmo disfarçado. O disfarce evita as dificuldades conceptuais e empíricas do ateísmo aberto, superiores a qualquer religião ou ideologia.

A dificuldade mais visível vem da existência da realidade. Porque há algo em vez de nada? Porque existe ordem, não caos? A resposta ateia era recusar a questão, porque o universo sempre existira assim, mas a teoria do Big Bang explodiu essa certeza e deu solidez científica ao facto da Criação.

Eu e o mundo, as coisas, pessoas e outros seres não existiam e passaram a existir. E existem de forma harmónica e coerente. A realidade é um infinito mosaico de minúcia e complexidade incompreensíveis. A ciência demonstrou que variações infinitesimais de parâmetros fundamentais, das forças do núcleo atómico à densidade do universo, torná-lo-iam impossível. Uma obra supõe um autor. Falar em leis da natureza apenas recua a questão para a origem dessas leis. Seria supina tolice supor um relógio surgindo perfeito das forças fortuitas da geologia e erosão. Um cérebro, muito mais complexo, quem o fez?

A resposta ateia tem de ser que o acaso de milhões de anos conduziu de uma explosão ao sorriso da minha filha. Ou o acaso é Deus, e o ateísmo nega-se, ou essa explicação é muito mais frágil que supor um Autor para a cosmos. Não tem certamente motivos científicos, ou até razoáveis, a recusa da hipótese plausível de um Criador inteligente. Muito inteligente.

Uma segunda dificuldade vem de dentro. Todos os humanos sentem em si uma ânsia de justiça e verdade, um sentido de bem e mal. Os actuais direitos universais apenas corporizam essa herança original e nela se justificam. Alguns valores são comuns, na enorme variedade de culturas e hábitos. Essa mesma variedade confirma que tal não pode vir de construções históricas e sociais, porque subjaz a todas.

A violação da lei moral apenas confirma a sua existência. Muitos conseguem suprimir em si esta busca da justiça (embora a sintam quando vítimas), mas o trabalho que dá apagá-la revela a inscrição na própria identidade da raça. Uma lei implica um legislador. Como podem meros atómos de carbono, aglomerados em aminoácidos e evoluindo pela selecção natural, gritar que salário digno é valor universal?

O terceiro e pior obstáculo do ateísmo é a ausência de finalidade. Para o ateu este universo, sem origem nem orientação, também não tem propósito. Bons e maus têm o mesmo destino vazio. Saber que vivemos num mundo que se dirige à morte e ao nada faz de nós os mais infelizes dos seres. Se Deus não existe não existem o bem, a moral, a própria razão. Esta crueldade ontológica é tão avassaladora que poucos que a afirmam a enfrentam com honestidade.

A fragilidade lógica do ateísmo é pouco relevante por ser um fenómeno elitista ocidental contemporâneo que, exportado à força pelo marxismo, está em extinção. A única questão interessante é saber porque coisas tão simples foram escondidas aos sábios e inteligentes e reveladas aos pequeninos.

 

João César das Neves
Professor Universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

O ensino profissional

As escolas públicas estão a protagonizar uma pequena "revolução" no ensino, através da oferta de cursos de educação e formação (CEF formação de nível básico 2) e cursos profissionais (CP de nível secundário 3).

Dependendo dos recursos (físicos e humanos), cada escola tem vindo a disponibilizar ofertas formativas diversificadas, com vista a satisfazer as necessidades de formação de centenas de jovens que dantes, ou não estudavam (entrando sem qualquer qualificação no mundo do trabalho), ou estudavam em cursos cuja "saída" era o ensino superior.

No dia da Escola Sec. Ferreira de Castro (21 de Maio, 2008) os alunos do Curso Profissional de Química Industrial fizeram algumas demonstrações práticas do que têm aprendido nas aulas da formação técnica.

E, pelo que se pode ver, foram muito visitados.

 

Alerta Preventivo

 

Muitos são os condutores que diariamente passam por este local, mesmo no centro de Loureiro, no cruzamento da Rua da Industria com a Rua de Valverde.
Possivelmente, muitos já se depararam com o perigo que este cruzamento por vezes proporciona, pois muitos são os automobilistas que se deslocam pela Rua da Indústria e nem sempre cumprem as regras do sinal de STOP, não sei se é por este se encontrar muito afastado ou, por excesso de confiança, acharem que este não causa muito perigo, bastando abrandar a velocidade e olhar para o lado da Rua de Valverde, seguindo para a estrada principal. Acontece que, quem viaja do lado dos correios está pela direita e não tem sinalização, portanto tem direito de passagem, sujeitando-se a alguns “sustos” que acontecem por vezes… Por outro lado, para os que não têm por hábito viajarem pela Praça de Alumieira, estes ao deslocarem-se pela Rua de Valverde são apanhados de surpresa ao seguirem em frente pela Rua dos Correios, esta sem saída para a estrada principal. Em tempos passados, existiu um sinal de estrada sem saída mas, com o passar do tempo, ganhou pernas e deslocou-se mais para baixo, ficando distante e sem grande visibilidade da estrada principal.
 
Este cruzamento já foi palco de alguns acidentes, felizmente com pouca gravidade, portanto ainda estamos a tempo de prevenir que algo de maior dimensão aconteça neste local. Desta forma, apelo às entidades responsáveis da freguesia de Loureiro que coloquem a sinalização de estrada sem saída no inicio da rua sem saída, e na Rua da Industria como sugestão, para completar a informação dada pelo STOP, colocar no piso rodoviário uma linha transversal à faixa de rodagem, para limitar a zona até onde o automobilista deverá parar a viatura, melhorando assim a circulação neste cruzamento. Texto e Fotos enviado por Carlos Borges
 

 

Há muito que a justiça deveria ter actuado

 

De acordo com a notícia da TSF, “o Tribunal de Santarém condenou hoje sete membros da comissão de praxes da Escola Superior Agrária de Santarém. Os elementos - acusados dos crimes de coacção e ofensa à integridade física - foram condenados ao pagamento de multas depois de uma aluna os ter processado por ter sido sujeita a actos pouco dignos durante a praxe de 2002. O Ministério Público pediu para que fossem considerados culpados e o tribunal deu as acusações como provadas. O Ministério Público tinha pedido penas simbólicas para os autores desta praxe que ultrapassou os limites da lei. Agora,  o Tribunal de Santarém acabou agora por condenar estes sete indivíduos ao pagamento de multas, que oscilam entre os 640 e 1600 euros.”
Uma coisa é integrar através de uma saudável convivência entre quem está e quem chega ao ensino superior, outra coisa são os comportamentos animalescos (com toda a carga negativa da palavra) que alguns “pequenos ditadores” julgam poder continuar a praticar sob a capa da “tradição”. Os espíritos grandes não precisam de recorrer a parvoíces para se sentirem alguém…
Muitos destes “praxadores” nunca terão a oportunidade de mandar na vida e, aproveitam então quando andam de capa negra para distribuírem ordens ao metro e em muitos casos saberem e experimentarem como é que se humilha o seu semelhante, aquele que chega desprotegido e desenraizado.

 

Ateus (e não só) beneficiam de feriados Católicos

Hoje é feriado (Corpo de Deus) por causa de uma religião e, como este há muitos. Já há muito que defendo que estes feriados deveriam deixar de existir, tal qual como estão. É que anda aí muita gente (ateus e não só) a beneficiar de algo por parte daquilo que diariamente criticam. Por mim, que sou como é sabido, Católico, em nada me importaria de passar os "festejos" religiosos para o Sábado seguinte ao acontecimento do mesmo ou poderia-se-ia continuar a comemorar no próprio dia, desde que fossem criadas condições para isso nas paróquias, fazendo com que as celebrações não coincidissem com o horário de trabalho. Era algo que deveria sair da Concordata. Os Católicos não devem querer manter algo que já não faz sentido para uma sociedade como a nossa que nestes dias, em vez de entrar numa igreja, vai para a praia ou para os centros comerciais. Temos que seguir o nosso caminho sem beneficiar nem prejudicar ninguém, não escondendo, como é óbvio, a nossa intervenção cívica na sociedade, pois se ela for constituída por bons crentes, de certo, será mais justa, solidária e fraterna, como era desejo de Jesus Cristo. O que sobra são miudezas.

Final da Liga dos Campeões

 

Vou ser sincero. Torci hoje pelo Chelsea na final da Liga dos Campeões, por uma simples razão: Nunca esta equipa tinha ganho a competição.
Tenho a assinalar as palmas finais no fim do jogo, dadas pelo vencedor Manchester United ao vencido Chelsea, um gesto bonito e pouco usual no futebol.
Quanto ao penalty falhado por John Terry, simplesmente uma “imagem” desoladora. Perder desta forma amargurada é realmente um peso desportivo que matracará a cabeça deste jogador. Mas enfim, são coisas da bola.
Viva o futebol, viva o desporto!

 

ONDE ESTÁ O LADO CERTO?

"José Sócrates fuma nos aviões e, acaso, fora deles; Sarkozy é muito dado às pequenas; Gordon Brown rói as unhas; o filho da princesa Ana de Inglaterra casou-se com uma canadiana; Hugo Chávez perdoou a Espanha a grosseria de El-Rei; a actriz Ellen Degeneres anunciou a felicidade que a inunda, pois vai trocar alianças matrimoniais com Portia de Rossi, a companheira de mesa e de leito; Campos e Cunha, economista, professor e antigo ministro, amolga o carácter de Manuela Ferreira Leite, acusando-a de "esfaqueamento" pelas costas; Pedro Santana Lopes qualifica a referida senhora de "deprimente"; Bush revela-se um pouco alarmado com a América Latina, "demasiado vermelha"; o PSD parece um saco de gatos, mas três "cientistas políticos", Marina Costa Lobo, André Freire e António Costa Pinto sossegam o nosso alvoroçado espírito, afiançando ser "normal" a crise naquele partido, o qual não corre "perigo de extinção"; em escassos cinco dias o preço dos combustíveis subiu duas vezes, e o admirável ministro Teixeira dos Santos declama, à posteridade, que "temos de nos habituar"; enfim, o dr. Bagão Félix publicou um livro de contos, O Cacto e a Rosa, por ele próprio definido como "histórias mais ficcionalmente reais do que realmente ficcionadas".

Há, em todas estas notícias, um discreto fio que as une e, até, explica: a vacuidade, com a aparência de seriedade, em que se tornaram as sociedades nossas contemporâneas. São os caprichos do momento convertidos, pela imprensa, as rádios e as televisões, nas falsas evidências da razão. E embora saibamos (alguns) que o tempo é mais importante do que aquilo que com ele fazemos, estamos a aceitar o temporário como definitivo, e a não compreender que a vida é um permanente processo de correcção.

Vivemos, desde a década de 80, um novo período de sufocação, que se manifesta em vários sectores: desemprego, emigração, esvaziamento ideológico e ausência da política, economia, justiça, cultura, educação. Há, hoje, dificuldade em escolher o que se julga ser o lado certo onde se deve estar. E essa dificuldade serve de pretexto para as mais vis renúncias, e de condescendência para com sórdidas traições.

Inculcaram-nos a ideia de que Portugal é inviável e de que somos um povo de madraços. Como já poucos lêem o que deve ser lido, a afirmação fez fé. Mas não corresponde à verdade. Recomendo aos meus dilectos alguns autores antagonistas da absurda tese: Vitorino de Magalhães Godinho, José Mattoso, Luís de Albuquerque, António Borges Coelho e, até, António José Saraiva. Todos interpelam o País, criticam-no porque o amam, e ensinam-nos que o passado altera-se de todas as vezes que o lemos e interrogamos.

O lado certo está, creio-o bem, quando recusamos a indiferença e não admitimos a resignação."

 

Por Baptista-Bastos, DN de 21 de Maio de 2008

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