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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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05.04.08

“Levantamento” de duas Sepulturas Romanas

Rui Luzes Cabral

Não vou entrar em pormenores técnicos, mas ontem (assistido por alunos do 12.º ano do curso de Assistente de Arqueólogo da EPA - Escola Profissional de Arqueologia) fiz o “levantamento” de duas Sepulturas Romanas em Tongobriga, Estação Arqueológica do Freixo, Marco de Canavezes. De acordo com a explicação da página oficial desta Estação As sepulturas escavadas em Tongobriga mostram a predominância do rito de incineração: as cinzas eram depositadas numa urna, normalmente um simples pote cerâmico; juntavam-lhe algumas peças habitualmente usadas no dia-a-dia - pratos, jarras, adornos pessoais e algumas moedas. Nesta necrópole, os romanos abriram valas no afloramento granítico, com cerca de 1,5 m de comprimento, 0,5 m de largura e 0,6 m de profundidade, onde depositavam as cinzas do corpo, as peças cerâmicas e moedas, após o que cobriam a sepultura com lajes de granito e terra.”

O que fiz, foi precisamente remover (“levantamento”) dois potes cerâmicos, contendo os restos mortais de alguém que há cerca de dois milénios (provavelmente) ali foi enterrado. Estes potes vão agora para o departamento de antropologia da Universidade de Coimbra para serem devidamente estudados e classificados.

 

Antes de se iniciarem os trabalhos é visível a parte superior de um dos potes cerâmicos.

Durante os trabalhos vê-se a delimitação efectuada à volta do pote para proporcionar a remoção integral de todos os vestígios ali encontrados.

Durante os trabalhos é visível a zona de delimitação consolidada por gaze médica para possibilitar que a zona a “levantar” se mantenha intacta e não sofra desmoronamentos.

No final da intervenção, podemos ver a parte superior de um dos potes, retirado do seu contexto original com terra à sua volta e, a respectiva gaze como forma de consolidar toda a área a preservar e que vai agora para estudo.

03.04.08

Escavar novamente Stonehenge

Rui Luzes Cabral

"Arqueologia: pedras azuis podem guardar um dos mistérios de Stonehenge

 

O misterioso monumento Stonehenge, na Inglaterra, vai ser palco de novas escavações arqueológicas, que começam hoje e duram duas semanas. Depois de quarenta anos, estes são os primeiros trabalhos realizados dentro do círculo de pedras, noticiou a BBC. Descobrir alguns dos mistérios do local e a data precisa da sua construção são os objectivos das escavações, lideradas por dois professores britânicos especialistas no Stonehenge: Tim Darvill, da universidade de Bournemouth e Geoff Wainwright, da Society of Antiquaries.

As pedras azuis, localizadas dentro dos pilares maiores, são um dos pontos fortes das escavações. Os investigadores acreditam que estas pedras guardam uma das características atribuídas a Stonehenge: ser um local de cura milagrosa." Alice Barcellos, Público Online,31.03.2008 - Ver Notícia completa aqui.

02.04.08

HOJE É O TEU DIA, LÍDIA

Rui Luzes Cabral

VEM SENTAR-TE COMIGO, LÍDIA

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o bolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim -à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

Ricardo Reis (Fernando Pessoa)

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