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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Um homem de esquerda

Foi recentemente noticiado que o Brasil, pela primeira vez em toda a sua história, deixou de ser devedor parar passar a ser credor do FMI – Fundo Monetário Internacional. Para quem aqui há uns anos olhava para este líder da oposição brasileira com desprezo, considerando mesmo que nunca estaria à altura do cargo, que pensarão agora.

 

Lula da Silva, o humilde trabalhador que subiu a pulso na vida, tornando-se um dos melhores presidentes que o Brasil teve nas últimas décadas, só ainda não conseguiu mudar a grande criminalidade do país. O resto está a mudar lentamente, com melhor distribuição da riqueza e maior peso a nível internacional.

O Concelho está farto do “homem certo”, de salvadores…

 

“Hermínio Loureiro: Este é um momento em que Oliveira de Azeméis e a Câmara Municipal precisam de si. Habituou-nos, pelo rigor da sua postura, e pelo empenho com que abraça os projectos já percorridos e aqueles que ainda percorre, de que é um ganhador por excelência. Ao aceitar este desafio, está a dar uma oportunidade a Oliveira de Azeméis, que esta tanto carece de ter à frente dos seus desígnios o homem certo, no lugar certo. E esse homem é você. O nosso muito obrigado...” www.herminiopresidente.com
Sinceramente, não percebo como é que um político relativamente jovem, como Hermínio Loureiro, precisa de ser tão “pressionado”, tão “desejado” por meia dúzia de amigos para avançar para um acto que deveria de ser espontâneo e desejado, sim, mas por ele. Parece que andam a brincar à política. Esta brincadeira tem custado caro ao nosso concelho nos últimos 30 anos.
Vêm agora dizer que “ao aceitar este desafio, está a dar uma oportunidade a Oliveira de Azeméis, que esta tanto carece de ter à frente dos seus desígnios o homem certo, no lugar certo.” Então até há bem pouco tempo não era o Sr. Ápio esse homem certo? Ele que, ao que parece, se disponibilizou para continuar…
Com esta petição dá a entender que Oliveira de Azeméis não é um fim em si mesmo mas sim um meio para algo ou para nada. Nada tenho a ver com o tempo de decisão de Hermínio Loureiro mas é esquisito que haja sempre toda esta “novela” a cada 8 anos, ou seja, quando o PSD parte à conquista de mais um “homem certo”, um salvador da política local. Certo, certo é que assim não vamos lá e, prova-o o atraso que tem marcado o concelho em relação a outros aqui bem perto.
Hermínio Loureiro veio há 4 anos a Loureiro (na apresentação de António Rodrigues) prometer com grande convicção muita obra para a freguesia. Se prometeu com tal ênfase, pergunto-lhe directamente, onde está ela? Venha aqui, ao terreno, dizer onde se encontra. Ou será que o “homem certo” do passado o deixou ficar mal? Não faz mal, um dia destes também vai deixar de ser o “homem certo” para Oliveira de Azeméis. Vai ser já no Outono deste ano.

Já há cerca de quinhentos anos se queixava Martinho Lutero

"Quando hoje olhamos para o mundo através de todas as camadas sociais, constatamos que não passa de um grande, de um enorme covil cheio de grandes ladrões...  Aqui, seria necessário calar quanto aos pequenos ladrões, para atacar os grandes e violentos, que diariamente roubam não uma ou duas cidades, mas a Alemanha inteira... Assim vai o mundo: quem pode roubar pública e notoriamente vai em paz e livre e recebe aplausos. Em contraposição, os pequenos ladrões, se são apanhados, têm de carregar com a culpa, o castigo e a vergonha. Os grandes ladrões públicos, porém, devem saber que perante Deus são isso mesmo: os grandes ladrões." Martinho Lutero

Cântico Negro

 

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

 

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

 

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

 

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

 

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

 

José Régio

Um novo e maior de todos os “apocalipses”

 

Cartoon: Público (P2), 18 de Abril de 2009

A sociedade actual assenta economicamente no consumo. Se não se comparem carros, televisões, computadores, calçado, roupa, cremes, preservativos, bicicletas, livros, carne, está tudo “estragado”. Se não se for de férias, se não formos a restaurantes, a hotéis, cafés, todos “berram” e é um “ai jesus” colectivo porque pouco se vende. Para quando um sistema assente noutro paradigma, em que os pressupostos sejam outros. Aqui há uns anos, é sabido, a dependência não era tão grande do consumo mas com o aumento daquilo a que alguns chamam qualidade de vida, as coisas têm-se deteriorado quando há uma crise à vista, logo redução do consumo.

 
Não haverá outra forma de subirmos no degrau civilizacional para outro patamar? Algo terá que se passar muito em breve pois a redução do consumo afecta sempre quase sempre os mesmos, os pobres, e protege os mais abastados ou se não protege, não os afecta muito. É diferente perder 5.000 euros a quem tem 10.000 ou a quem tem 250.000.
Os políticos se não souberem compreender os novos sinais, ou seja, a ânsia dos pobres, remediados e os da classe média baixa de um “novo mundo” mais equitativo e justo, mergulharão mais cedo ou mais tarde na irrelevância e poderemos estar próximos de um novo e maior de todos os “apocalipses”.

 

22 DE ABRIL, DIA DA TERRA

Imagem: A Terra vista da Apollo 17

 

Deveria ser todos os dias DIA DA TERRA. Bom era, que os festejos não se cingissem só ao 22 de ABRIL mas que fossem uma preocupação diária de todos os seres humanos a sua defesa, a sua protecção e o seu respeito. Infelizmente não é isso que acontece. O (pi…) do dinheiro é mais importante.

 

 

Tristes “tradições”…

Na Turquia, está a aumentar o número de mulheres que se suicidam para “lavar a vergonha” das famílias. Fecham-nas num quarto e dão-lhes veneno para ratos, uma pistola ou uma corda. São três de muitas opções. Os crimes de “honra” continuam a um ritmo de “mais de 5000 por ano”. São cometidos em comunidades religiosas e não religiosas. E entre as vítimas também há homens. Extracto da reportagem de Margarida Santos Lopes, Público (P2), página 4, 18 de Abril de 2009.

 

 

Comentário: É obvio que estas “sentenças” se passam à margem da lei, que pune com prisão quem tente consumar este tipo de crimes. Por isso incentivam agora, desta forma, os visados a pôr assim termo à vida para que não existam culpados. Na Turquia, um país que quer fazer parte da união Europeia? Como é que é possível haver ainda “tradições” que utilizem a morte como libertação social de uma família ou de uma pessoa? Tristes “tradições”…

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