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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Em 2009, saúde, paz e alegria e um emprego

O que desejo para este ano é no fundo o que se pode desejar para qualquer ano das nossas vidas, excepto para aqueles que perto dos 65 anos, desejam antes deixar de trabalhar para terem uma vida mais despreocupada.

 

Em crise, vivem os palestinianos há muito, a maior parte dos africanos, alguns asiáticos e, depois, um pouco por todo o lado, pessoas que pelas mais diversas razões vão passando dificuldades, ou por culpa delas próprias ou devido a factores exteriores. Haja mais solidariedade e uma globalização mais justa e igualitária que a pobreza de certo também se reduzirá. Falta vontade de muitos governantes, dos G qualquer coisa, de grandes grupos económicos e, porque não dizê-lo, maior “fiscalização” da nossa parte, que os escolhemos, quem a isso ainda tem direito.

"Qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés"

Não conheço os pormenores de tamanho desentendimento, no entanto estranho que nem deputados nem Governo tenham reflectido melhor. Parece-me que o Sr. Presidente da República tem neste diferendo a razão do seu lado. Mas aceito outros pontos de vista ou esclarecimentos, se alguém aqui os souber dar.

 

Aqui ficam alguns excertos do discurso de ontem:

 

“A lei que aprovou a revisão do Estatuto dos Açores, que tinha sido por mim vetada, foi, no passado dia 19, confirmada pela Assembleia da República sem qualquer alteração. Isto é, não foram acolhidas, pela maioria dos deputados, as duas objecções que por mim tinham sido suscitadas. (…) Para dissolver a Assembleia Legislativa dos Açores, o Presidente da República terá que ouvir, para além dos partidos nela representados e o Conselho de Estado, o Governo Regional dos Açores e a própria Assembleia da Região. Trata-se de uma solução absurda, como foi sublinhado por eminentes juristas. (…) Quer isto dizer que a actual Assembleia da República aprovou uma disposição segundo a qual os deputados do parlamento nacional, que venham a ser eleitos no futuro, só poderão alterar aquelas normas que os deputados regionais pretendam que sejam alteradas. Os poderes dos deputados da Assembleia da República nesta matéria foram hipotecados para sempre. (…) O que está em causa é uma questão de princípio e de salvaguarda dos fundamentos essenciais que alicerçam o nosso sistema político. E não se trata apenas de uma questão jurídico-constitucional. É muito mais do que isso. Está também em causa uma questão de lealdade no relacionamento entre órgãos de soberania. Será normal e correcto que um órgão de soberania imponha ao Presidente da República a forma como ele deve exercer os poderes que a Constituição lhe confere? (…) Foram várias as vozes que apontaram razões meramente partidárias para a decisão da Assembleia da República. Pela análise dos comportamentos e das afirmações feitas ao longo do processo e pelas informações que em privado recolhi, restam poucas dúvidas quanto a isso. A ser assim, a qualidade da nossa democracia sofreu um sério revés. (…) Como Presidente da República fiz, em consciência, o que devia fazer.”

Dois oliveirenses no final de um concurso da TVI

Num concurso da TVI “Uma Canção para Ti” de tês edições, da qual ontem se completou a segunda e que termina na passagem do ano num espectáculo do Campo Pequeno, dois dos seus sete “jovens artistas” finalistas são oliveirenses, um de Loureiro e outra de Cucujães, o Miguel Silva e a Diana Oliveira. Parabéns a ambos e boa sorte para o espectáculo final.

 

Para votar no Miguel marque o 760104012 e na Diana o 760104005. É obvio que como loureirense gostaria que o Miguel chegasse o mais longe possível.

BRAÇO-DE-FERRO NA EDUCAÇÃO

“Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações. Haverá professores interessados em tais cenários?” Frei Bento Domingues O.P., Jornal Público, Domingo, 14 de Dezembro 2008, pág. 38.

 

Quando há uma greve, não me repugnam nada as palavras de ordem, as “bocas”, as cantilenas da praxe ou aquelas usadas em todas as manifestações e do mesmo estilo, mudando só o alvo da contestação. Mas quando se trata de greves de juízes, militares, polícias, professores e outras profissões similares, confesso que, por vezes, não gosto de ver e ouvir o que dizem ou a forma como o dizem. È como ver uma pessoa a passear na rua de uma cidade em fato-de-banho, coisa que só esperamos encontrar na praia. Quem representa as profissões citadas, veste, à partida, um “fato” diferente. Ou é um exemplo ou então seria melhor abandonar a profissão. Pode haver lugar a discordância e a greve, obviamente. Mas que isso seja feito sem se “desnudarem” de princípios e formas de actuação elevadas. Devemos-lhes muito, eles que são os grandes educadores de qualquer país, em alguns casos substituindo as próprias famílias. Têm, por isso, que ter isso em atenção. Ler texto completo aqui. Imagem: Hugo Beleza

Propaganda de quem?

“A mensagem é essencialmente uma mensagem de propaganda. Chega ao extremo de considerar que as baixa das taxas de juro, que depende apenas do Banco Central Europeu e não depende de maneira nenhuma da posição de Portugal, se deve ao Governo Português”. Paulo Rangel, líder da bancada parlamentar do PSD referindo-se à mensagem de Natal do Primeiro-Ministro, José Sócrates.

 

Comentário: A crise que é mundial não é por culpa do Governo e o PSD também diz que José Sócrates tem muitas culpas no que toca à sua dimensão portuguesa. Enfim, anulam-se os “ataques políticos”. Ninguém ganha e ninguém perde. O povo já está habituado…

UM FELIZ E SANTO NATAL

Tenho recebido muitas mensagens de Natal. Esta época também é propícia a isso, obviamente. Algumas mais profundas, outras mais divertidas, outras mais inadequadas para esta quadra. Todas elas me merecem atenção. E, neste tempo, mais que o tipo de mensagem, o belo, o importante, é a lembrança e a consciencialização de um tempo, que pode ser novo, se assim abrirmos a “nossa casa” à entrada ou reforço de valores como a dádiva e a amizade.
Deixo-vos, neste Natal, algumas reflexões de António Couto (clique aqui) para serem lidas atentamente, embora compreenda que hoje em dia tenhamos muito pouco tempo para leituras mais atentas.
UM FELIZ E SANTO NATAL. Um Ano de 2009 com muita saúde, alguma serenidade e o dinheiro essencial para o “pão” de cada dia.
Pintura de Robert Campim - Natividade (1420), Óleo sobre tábua, 87 x 70 cm. Museu de Belas Artes de Dijon

Vencer a qualquer preço

"Há trinta ou quarenta anos que as populações aspiram às delícias da vida moderna. Os que já lá chegaram querem mais e não renunciam. Os que ainda não chegaram consideram uma suprema injustiça serem agora travados. Foram condicionados pelos mais poderosos aparelhos de publicidade e informação que a humanidade jamais conheceu. A propaganda política deu uma ajuda poderosa. Há décadas que os governos, as televisões, a imprensa e os grandes grupos económicos comungam um punhado de ideais que presidiram à nossa vida colectiva. Para usar o lugar-comum conhecido, o ter substituiu o ser. O critério de vida é vencer. Sempre, a qualquer preço. Vencer significa derrotar e liquidar os outros. Quem vence tem razão. E tem razão porque vence. É a democracia no seu pior. Maior. Mais alto. Mais depressa. Mais pesado. Mais forte. Mais rápido. Já não se trata de jogos olímpicos, eles próprios transformados em feira de animais. Trata-se da vida quotidiana. Para se chegar lá, ao “topo”, para se ser “líder”, tudo o que se pode fazer deve ser feito. Incluindo aldrabices, ilegalidades, golpes, mentira, publicidade enganosa e corrupção. Tudo o que justifique ganhar votos, vender mercadoria e eliminar os rivais não só pode ser feito, como deve ser feito. Sob pena de ser designado na praça pública por perdedor, incapaz ou parvo. E ninguém quer ser parvo!"

Extracto do texto “Tudo como dantes, nada como dantes” de António Barreto no espaço “Retrato da Semana” – Jornal Público de 21 de Dezembro de 2008, pág. 37

Para colher é preciso semear

Um dia disseram-me que “as pedras da calçada são um bom tónico para a existência humana”. Achava eu que estas seriam palavras sábias e cheia de conteúdo, que me iriam ajudar a descobrir a verdadeira essência da vida e do significado da existência humana. Apercebi-me então que estas eram apenas palavras lançadas ao vento ocasionalmente, despidas de qualquer conteúdo formal ou qualquer pretensão filosófica aristotélica, mas que mesmo assim levaram a imaginar esta acho de lançar. Lembrei-me então dos semeadores de outros tempos, calcorreando os campos com os algodres cheios, lançando sementes ao vento até que as terra as acolher no seu seio, acarinhá-las e fertilizá-las, até germinarem e darem fruto.

 

Esta é a imagem que tenho deste blog e dos seus autores. Uns auto-denominados “saloios”, como os caracterizam aqueles intitulados de “cultos”, que vão pululando nos centros urbanos, “saloios” mas repletos de uma sabedoria popular, aquela mais autêntica e genuína, que educa e transmite verdadeiros conhecimentos a todos os “parolos” da cidade.
 
Todas as suas palavras são sementes que vão sendo semeadas, tanto em terras férteis como noutras incultas, mas que após correcta maturação, germinam, ficando depois aí, penduradas numa espiga virtual, num caleidoscópio de fibras ópticas, à espera da respectiva colheita, correndo o risco de apodrecimento, pois não baste saber semear, é preciso saber colher, mas esse já não é o papel destes arautos da lavoura.
 
A todos eles desejo-lhes um santo Natal e um ano novo repleto de esplêndidas sementes.
 

Francisco Fernandes

Preço do petroleo

A constante variação dos preços do barril de petróleo tem proporcionado às gasolineiras arrecadar verdadeiras fortunas.

Ainda se lembram quanto custava um litro de gasóleo à quatro anos atrás? Se tudo funcionasse na perfeição, custava tanto como deveria custar hoje actualmente. Mas não, quando à subida do preço do barril na extração, essa mesma subida é reflectida instantâneamente no bolso do consumidor. No entanto quando ocorrem as descidas, nunca mais voltam ao ponto de partida e quando descem, fazem-no com dias de atraso.

Sou da opinião de que os preços praticados pelas gasolineiras deveriam, obrigatóriamente, oscilar de acordo com o preço base do barril de petróleo, em que haveria valores de referência a cumprir. Estou consciente de que haveria lucros e perdas nas gasolineiras devido às constantes oscilações do preço de compra e venda. Estes lucros e prejuízos ao longo do tempo anulam-se. O que não pode (não deve) acontecer é ser sempre o consumidor final a pagar a factura enquanto as gasolineiras aproveitam para encher os bolsos. É caso para dizer que nunca ganharam tanto dinheiro como hoje em dia...

 

Melhores abastecimentos.

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