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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Catálogo Sphæra Mundi disponibilizado online

Catálogo Sphæra Mundi disponibilizado online. Dado estar completamente esgotado há vários meses e ser muito procurado, a BNP disponibilizou na íntegra o ficheiro pdf do catálogo, que pode abrir aqui.

 

Sphæra Mundi: A Ciência na Aula da Esfera. Manuscritos científicos do Colégio de Santo Antão nas colecções da BNP, Catálogo, (Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, 2008), 247 p., il. color., 25cm


“Este Catálogo bibliográfico e a Exposição a que está associado pretendem dar a conhecer as actividades científicas da «Aula da Esfera» do Colégio de Santo Antão a um público geral, revelando ao mesmo tempo a riqueza patrimonial da Biblioteca Nacional de Portugal. Pretendem, além disso, colocar à disposição dos especialistas mais elementos de trabalho que os auxiliem nas suas pesquisas.

O trabalho de investigação que está na base deste Catálogo é parte de um esforço muito mais amplo que tem sido feito nos últimos anos, de   inventariação, catalogação e estudo dos manuscritos científicos da BNP, no âmbito do Projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) intitulado «Património científico e cultura manuscrita: A colecção de manuscritos científicos da Biblioteca Nacional, Lisboa»

O Catálogo dos manuscritos da «Aula da Esfera» propriamente dito é precedido de alguns estudos que pretendem dar a conhecer algo das actividades da «Aula da Esfera» e do seu impacto cultural. São estudos parcelares, sobre aspectos delimitados da realidade que foi a «Aula da Esfera»; não pretendem, portanto, esgotar a riqueza das actividades que aí se desenrolaram e não constituem um estudo geral desta instituição singular. Para cada professor da «Aula da Esfera» apresentamos uma breve biografia, seguida da descrição dos manuscritos que lhe estão associados. São descritos com algum pormenor os materiais da BNP e da Biblioteca da Ajuda, mas dá-se notícia de todos os outros materiais conhecidos e por enquanto localizados, em outros arquivos e bibliotecas de Portugal e do estrangeiro.”

Mensagem recebida por correio electrónico através do Histport (fórum de discussão e divulgação de temas relacionados com História).

O que se passa?

No inicio do mês o Brasil goleou Portugal (6-2), ontem foi a vez do Sporting perder em casa frente ao Barcelona (2-5) e hoje, o Benfica perdeu com o Olympiacos da Grécia por 5-1 em jogo a contar para a Taça UEFA. Os encarnados sofrem assim uma pesada derrota e põem em causa as aspirações na competição. Mais empenho, seriedade e realismo precisa-se, não é só levar o dinheiro ao final do mês.

Obama critica com severidade banqueiros e patrões

Os executivos dos grandes bancos devem renunciar aos bónus milionários e os da indústria automóvel devem parar de utilizar aviões particulares no contexto da actual de crise, disse Barack Obama.
Para o presidente eleito dos EUA alguns empresários e patrões mostram-se alheios à realidade do país.
A desistência por parte de dirigentes de bancos das compensações anuais, num momento em que o governo precisa avançar com ajudas financeiras seria "um exemplo de responsabilidade", considerou, em entrevista à televisão ABC que deve ser divulgada nesta quarta-feira.
"Se já possuem 10 milhões de dólares e precisam colocar no desemprego funcionários, o mínimo que podem fazer é dizer ‘estou pronto para fazer sacrifícios, eu também, porque reconheço que há pessoas que estão em pior situação e passam por um período muito mais difícil’ disse ainda Obama.

O presidente eleito também reprovou com severidade os dirigentes dos três grandes grupos automóveis norte-americanos, criticados nos Estados Unidos por se terem deslocado a Washington em aviões particulares para pedir dinheiro ao Congresso e para evitar a falência das suas empresas.
"Pensei a princípio que eles estivessem talvez surdos ao que se passa nos Estados Unidos", declarou Obama. "É um problema crónico, não apenas na indústria automóvel (...) (mas) entre os líderes da indústria em geral", considerou.
"Quando pessoas recebem centenas de milhões de dólares de bónus em Wall Street e arriscam o dinheiro dos outros, isso mostra que não têm nenhuma ideia de como vivem os americanos comuns".
E quando os "fabricantes de automóveis (americanos) recebem salários mais elevados do que os colegas (asiáticos) da Toyota ou Honda, e perdem, no entanto, muito mais rapidamente que os construtores japoneses, significa que não vêem nada do que acontece".

 

Notícia retirada do portal do sapo que me deixa com muita vontade de ver o trabalho do senhor Obama quando estiver na presidência dos Estados Unidos da América. Espero que ajude a construir um mundo mais justo.

Dia muito triste em Loureiro

Ontem, Segunda-feira em Loureiro ocorreu um acidente muito grave, entre Alumieira e Tonce, talvez devido à chuva e a óleo na estrada que provocou o despiste da viatura. Lamento profundamente a morte de um passageiro, bem como espero a recuperação dos feridos graves resultantes deste trágico acidente.

É rápido mas não indolor!

(Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial. )

 
"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta. 
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome de quem já estava de barriga cheia."
 

(Recebido por E-Mail)

FAZER MENOS LIXO

De acordo com um folheto distribuído ontem com o jornal Público “a produção de resíduos na Área Metropolitana do Porto em vindo a aumentar significativamente nos últimos anos, atingindo, em 2008, as 544.000 toneladas de resíduos. Este ritmo de crescimento é preocupante em termos económicos e ambientais, tornando-se fundamental a adopção de medidas que contrariem esta tendência.”

 

Nesse sentido, o referido folheto com organização da Lipor, ACR+ e Semana da Redução de Resíduos (22 a 30 de Novembro), pretende alertar e sensibilizar a população e elenca os 10 mandamentos da prevenção. Para mais informação consulte o site eu não faço lixo.
1 – Reduza o consumo, comprando apenas os produtos necessários.
2 - Opte por produtos se excesso de embalagem.
3 – Prefira produtos com embalagens de tamanho familiar.
4 – Escolha produtos a peso, em vez dos pré-embalados.
5 – Prefira bebidas engarrafadas em embalagens de tara retornável.
6 – Opte por usar pilhas recarregáveis.
7 – Na escolha de um produto, tenha em conta a sua durabilidade e potencial de reutilização.
8 – Quando for às compras, leve sacos de casa, de preferência de pano.
9 – Quando cozinhar tenha em conta as quantidades necessárias, para evitar o desperdício de comida.
10 – Imprima com moderação, reflectindo sobre aquilo de que realmente necessita.

E SE OBAMA FOSSE AFRICANO?

 

Por Mia Couto | Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008

 

Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
 
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.
 
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.
 
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
 
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
 
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
 
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.
 
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
 
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).
 
5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
 
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
 
Inconclusivas conclusões
 
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.
 
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
 
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.
 
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.
 
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.
 
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Células estaminais e a vida humana

Hoje no telejornal vi uma reportagem magnífica do engenho humano. Uma Senhora bonita, jovem com dois filhos estava praticamente condenada à morte, pois o seu pulmão esquerdo quase não funcionava, pois a traqueia estava atrofiada. A medicina desenvolveu uma técnica de desenvolvimento das células estaminais.

No Público online é possivel analisar a notícia e pensar sobre a evolução da ciência e da tecnologia no desenvolvimento da sociedade.

Todos nós somos constituídos por milhões de células que se renovam constantemente e cada uma delas tem basicamente a mesma informação, só que se diferenciaram, por exemplo em células da pele, ou do músculo cardíaco, ou da retina do olho, etc.…
As células estaminais são células extraordinárias, que possuem nos seus cromossomas toda a informação (toda a biblioteca do conhecimento celular do organismo), só que ainda não se diferenciaram (ainda não decidiram o que querem ser quando forem mais velhas!), isto é, podem desde que induzidas por diferentes processos metabólicos transformarem-se em células específicas, neste caso em células da traqueia. A grande vantagem é que não há rejeição do órgão pois o sistema imunitário do organismo reconhece-o como seu.

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