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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

QUARTO MINGUANTE

Quarto minguante às 5 h e 3 m a 30 graus em Balança. Tempo húmido. Procede-se ao corte de talhadio de castanheiros, carvalhos, salgueiros, etc., e das árvores destinadas a fornecer madeiras de construção e mobiliário. Continua-se com as podas, a plantação de barbados americanos nas terras quentes, o esladroamento e desbaratamento das enxertias e as adubações nas vinhas. Uma boa poda sanitária durante o Inverno é conveniente para evitar o aparecimento de certas doenças e parasitas mais tarde. O podador deve cortar toda a madeira que não lhe parecer sã. - Vai-te embora Janeiro, aí ficam Abril e Maio.

Retirado de “O SERINGADOR”

O 31 DE JANEIRO DE 1891

Gravura publicada na revista Illustração, onde se documenta a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto

 

A primeira tentativa da implantação da República em Portugal aconteceu no Porto há 117 anos e, nessa altura não vingou. Só a 5 de Outubro de 1910 é que a monarquia cairia. Pode ler aqui um texto de Fernando de Sousa (Professor Catedrático da Universidade do Porto) sobre esta revolução.

 

“Mas, a 31 de Janeiro de 1908 (há que recordá-lo aqui também), em plena ditadura de João Franco, depois de esmagada a reacção revolucionário republicana de 28 de Janeiro, o rei Carlos I assinou um decreto que conferia ao ditador poderes de excepção, permitindo-lhe perseguir, prender e deportar, sumariamente (sem processo judicial), qualquer pessoa suspeita de republicanismo activo ou de mera insubmissão ao regime e ao governo, decreto esse que terá motivado o atentado regicida levado a cabo no dia seguinte...” Extracto retirado do site REPÚBLICA E LAICIDADE – Associação Cívica 

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Gravura de Louis Tynayre que representa a Guarda Municipal a atacar os revoltosos entrincheirados no edifício da Câmara Municipal durante a Revolta republicana do Porto. Publicada na Illustração, revista universal impressa em Paris, 1891, vol. 8

Há erros e erros...

De acordo com o “Público” de ontem, Suharto, ex-ditador Indonésio, responsável por “centenas de milhares de mortos e 32 anos de controlo férreo da Indonésia” foi a sepultar esta semana. Na cerimónia fúnebre, o actual presidente Yudhoyono referiu que “não há nenhum servo de Deus neste mundo que seja perfeito” e a sua filha mais velha, Siti Hadijanti Rukmana, porta-voz da família, disse que “o pai era apenas um ser humano, com fraquezas e forças, e não isento de erros. Se fez o bem, que Alá multiplique a bondade. Se cometeu erros, que Alá o perdoe” (Reuteurs).

 

Não querendo eu hierarquizar do mais para o menos grave, parece que querem fazer passar a ideia de que os erros de Suharto são erros comuns e normais em qualquer ser humano. Deus perdoa, mas à luz dos homens, fazer crer que o homem teve uns “pequenos erros” é branquear ou esquecer crimes gravíssimos que devem ser apurados. O enorme sofrimento causado a milhares de pessoas e suas famílias é assim apagado por uma esponja na hora de ser verter umas lágrimas à sua despedida terrena? Pelo menos que fique como lição para os vindouros e não se repita.

Ministros fora, outros melhores no cargo?

Quando era mais pequeno dizia-se: “dente fora, outro melhor na cova”. Agora espero que os novos elementos do governo tenham clarividência política e saibam escolher as melhores opções técnicas nas suas áreas. Para bem do país e de quem cá vive, em particular.

Na cultura, a substituição hoje ocorrida, pecou a meu ver por tardia e, na saúde surpreendeu-me, pois dizem por aí que Correia de Campos é um dos melhores especialistas nesta área. Talvez o que tenha falhado, não tenha sido tanto a política em si mas sim a forma como a mesma está a ser implementada. Ou começou a campanha para as legislativas de 2009?

 

Ministros fora, outros melhores no cargo? O futuro o dirá...

 

Conterrânea Centenária

 

 

Desde a passada sexta-feira, 25 de Janeiro, temos entre nós um exemplo de longevidade invejável. A Dona Laurinda que nasceu nos últimos dias do reinado de D. Carlos I, viveu desde a nossa terra, uma série de acontecimentos e transformações sociais, que para a grande maioria, são conteúdos de livros de história.

NÃO CUSTA NADA

Cada vez são mais os visitantes deste blog, no entanto, isso ainda não se traduziu em maior intervenção de quem nos visita. Quem aqui assina artigos não sabe que opinião têm os leitores que todos dias por aqui passam. Não custa nada deixar uma crítica ou um comentário. Pensem nisso e participem mais, pois só assim, poderemos tornar este blog mais interessante.

Começa nos presidentes dos clubes…

Bruno Alves, jogador do FC Porto, agrediu ontem de forma consciente o seu colega de Selecção, João Moutinho (Sporting CP). O que se passou é recorrente no futebol e incentiva, depois, que muitos “animais” nas claques tenham que ser escoltados por centenas de polícias para não se pegarem à porrada uns com os outros.

No dia anterior, um adepto foi esfaqueado antes do Guimarães – Benfica e está ainda no hospital. Há meses foi morto um adepto em Itália e casos destes chegam-nos diversas vezes.

Mas que gente é esta? Porque têm estes comportamentos? De que forma os podemos minimizar? É uma questão de educação?

Começa nos presidentes dos clubes e acaba no simples adepto. Até quando este desporto da qual gosto bastante nos deixa de presentear com tantos casos.

Parece que já faltou mais…

Aqui há uns artigos atrás, o Carlos Marques, perguntava num comentário “então e o preço do leite, quando é que atinge o valor do crude?”

No portal do Sapo a notícia inicia-se assim: “O Feira Nova da Bela Vista está a limitar a venda de leite da marca Mimosa (meio-gordo) a 12 litros por cliente. Esta situação tem provocado a indignação dos clientes do hipermercado que, nalguns casos, se recusaram a concluir o processo de compra já junto às caixas, quando informados deste facto.”

Quiseram, ao longo dos anos, explorar os nossos lavradores com preços miseráveis que se mantinham praticamente iguais durante anos e anos.

Quiseram, acabar com a nossa lavoura, neste caso no sector do leite, incentivando muitos pequenos lavradores a desistirem.

As empresas de recolha e transformação, ao invés, cresceram e mostraram riqueza.

Estavam à espera de quê? Os lavradores podem ser pobres, mas não são burros.

Agora vão incentivar o aumento de quotas leiteiras para as próximas campanhas. Parece que andamos ao sabor do vento.

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