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lavoura

Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

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Este blog é um espaço de debate e partilha de opiniões. Não te esqueças que o sustento do Homem provém da lavoura. Lança a semente, cultiva-a, ela te saciará...

“A realidade tem muita força…”

Só quem não quer ver, porventura os mais fanáticos, aqueles que são capazes de afirmar diante de uma pedra que é um pau, é que não admitem que o PSD local, aquele que tem conduzido politicamente a autarquia Oliveirense, está moribundo. Quem quiser que esbraceje, aplauda, faça piruetas com as palavras ou fale alto. Já não dá para esconder os remendos no fato e os sapatos rotos. Só quem não tem amor à sua terra, mesmo sendo da cor, é que continua ainda a defender esta politica desastrosa, este buraco financeiro sem fundo, esta demagogia sensacionalista de apresentação de obra ao sabor da corrente, do dinheiro disponível e dos ciclos eleitorais. Presumo que até os presidentes de junta PSD estejam a chegar ao limite e só a obediência férrea os façam ainda estar publicamente caladinhos. Vamos ver até quando.

Depois de não termos zonas industriais dignas desse nome, de termos perdido a batalha da água e do saneamento (parece que agora só os privados é que nos vão valer), de termos deixado chegar até à ultima a questão do centro vidreiro, de termos que lançar garrote às associações e às juntas de freguesia, de termos um largo do gemini há anos no pára arranca, de termos um deficit brutal, de termos chegado aos piores lugares nos índices estatísticos é que vêm admitir afinal que existe um “desequilíbrio estrutural” que é preciso combater com mais um empréstimo.

Depois, e para mostrar trabalho “hipotecam-se” ou desbaratam-se terrenos no centro da cidade para centros comerciais. Todos, todos um dia estarão em Oliveira de Azeméis para dar emprego ao pessoal. Autoriza-se a construção de unidades fabris ao lado do centro sempre com a desculpa que é preciso empregar a malta. E depois com a arrogância de sempre e no alto dos seus pedestais dizem sempre que o povo é que assim quer e que serão eles a resolverem os problemas criados. Para o PSD local os outros partidos são uns acessórios da democracia, existem só para eles não irem sozinhos a jogo. Infelizmente Ápio Assunção é o símbolo do estado a que chegou a politica concelhia e representa bem o desnorte e até mesmo a aflição a que se chegou. Hermínio Loureiro fugiu a tempo. Sobra Ricardo Tavares. Está tudo dito. Talvez lá no fundo, mesmo no fundo, haja já no seio do PSD quem pense por momentos que a derrota no próximo acto eleitoral seja a única forma de se verem livres de tais trapalhadas. Só que obviamente não o admitem.

Como disse Francisco Sarsfield Cabral no jornal Público de 02 de Julho de 2007, pág. 43, “a realidade tem muita força, mesmo quando não gostamos dela”. É mesmo isso, a realidade é dura para os Oliveirenses e para o PSD local, independentemente de estarem ou não lentamente a habituarem-se a ela. Até quando?...

 

Texto publicado também no blog forum-azemeis

Dalai Lama

O XIV Dalai Lama esteve recentemente em Portugal, onde foi recebido por Jaime Gama, Jorge Sampaio e alguns deputados. Participou também num encontro inter-religioso na Mesquita de Lisboa com o intuito de aproximação de povos com culturas e religiões diferentes.

Mas esta vinda aqui fica marcada negativamente pela posição do Governo Português e pela Presidência da República em não o receberem. Cavaco Silva “esgueirou-se” dizendo que nenhum convite para que tal acontecesse tinha chegado a Belém. De Sócrates o silêncio. Subscrevo sobre esta visita a critica que a euro deputada Ana Gomes fez.

Ângela Merkel, ao invés, recebeu-o por estes dias o que considero não um acto de coragem mas uma atitude normal de respeito que se possa ter por tal individualidade.

A China tem que ter paciência e compreender que não deverão existir opressores e oprimidos. Afinal, quando é que a palavra Esquerda deixa de ser em algumas situações só um meio para por vezes ludibriar eleitores ávidos de mais solidariedade e justiça e passar realmente a ser exercida correctamente?

“Para que a ciência não seja a minha religião”

“Quando a conheci, ela já tinha decidido. Era muçulmana. “É a religião mais científica”, explicou. Ainda tentei confundi-la: “Se acreditas na ciência, para que precisas de uma religião?” Mas Odeta tinha estudado bem a matéria. “Para que a ciência não seja a minha religião”, respondeu”.

 

Este extracto de um artigo de Paulo Moura com o titulo “O Deus de Odeta”, vindo no Jornal Público de 16 de Setembro, pág. 46 é a meu ver de uma grande profundidade, embora utilizando palavras simples. Não é uma argumentação, nem tão pouco uma justificação. Julgo que é uma constatação de um facto: “Nem só de pão vive o Homem…”

A atitude de Luiz Felipe Scolari

José Pacheco Pereira, este Sábado no jornal “Público”, escreveu como titulo da sua crónica semanal “a tragédia que está em cartaz” referindo-se ao caso Maddie McCann e ao espectáculo que se tem demonstrado, analisando a sociedade actual à luz de fenómenos contidos nesta receita que é o “cozinhado” que os média preparam para os ávidos apetites do “povão”. Eu diria que é a notícia “esticada” ao limite, ficando por isso completamente deformada, tornando-se pimba, no mau sentido da palavra. Isto a propósito da crucifixação de Scolari após a tentativa de agressão ao jogador Sérvio. É obvio que não foi uma atitude correcta e aquele momento não esteve à altura de um líder, deixando-se levar pela irracionalidade de um acto irreflectido, é certo. No entanto não se deve ignorar o seu curriculum desde que chegou a Portugal. Fazê-lo é esquecer as alegrias dadas, a disciplina que implementou, os êxitos conseguidos (a meu ver a melhor fase da selecção na história do futebol português), o interesse e o respeito renascidos dos portugueses pela equipa nacional. Pior que a sua atitude é a ampliação nos média, tanto na forma como no conteúdo de algumas declarações, parecendo que um “sismo” tinha-se dado entre nós. Mas como é que o ser humano gosta tanto de ver a areeira no olho do outro?

Concordo quando se diz que Scolari tem mais responsabilidades que um cidadão comum, mas não se lhe desculpa um acto irreflectido num dia não, mesmo depois das desculpas que publicamente pediu? Não será que o desporto e a sociedade portuguesa não têm assuntos mais importantes para tratarem? É preciso criticar o acto e desculpar o homem. Injusto, injusto era como alguns desejavam. Que Scolari abandonasse a selecção, isso sim, é que seria um acto irreflectido. Neste ponto subscrevo as palavras de Homero Serpa no jornal “A Bola” quando afirma que “acham que o sopapo de Scolari é mais prejudicial à credibilidade do futebol do que os apitos dourados conhecidos e esquecidos?” e as de Paulo Bento “não vou contribuir para o peditório de matar o seleccionador nacional” ditas ao “Correio da Manhã”. Por mim está tudo dito.

Metáforas...

Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, no seu habitual comentário dominical na RTP, quando questionado pela jornalista Maria Flôr Pedroso como caracterizava José Sócrates e Marques Mendes que esta semana comemoraram ambos o 50º aniversário, proferiu esta entre outras frases: “agarraram-se ao poder como cães à canela”. Eu percebi a metáfora e nada me choca. Se fosse eu a utilizá-la por exemplo em plena Assembleia de Freguesia de Loureiro num qualquer debate, era simplesmente crucificado e apelidado de mal-educado.

Raparigas constipadas…

“Em Agosto, eu era uma das muitas crianças ou adolescentes que rodeavam uma significante maioria de jovens em idade nubente; em Setembro, desapareciam os da casa dos 20 e ficávamos só os que estávamos a mudar de idade. Já sabia que as raparigas eram diferentes dos rapazes, como imaginarão. Mas descobri-o – o que me manteve intrigado durante dois ou três anos – que as raparigas, quer as de 13 quer as de 23 anos, se constipavam sempre duas vezes por verão e nesses dias não iam à praia. À tarde, não me recordo de as ver espirrar ou assoar-se. Mistérios dos anos 40-50, longe ainda vinha o progresso…." João Bénard da Costa, no Público de 2 de Setembro de 2007, pág. 13 do suplemento P2

 

João Bénard da Costa escreve todos os Domingos no Público onde assina uma crónica denominada “Casa Encantada”. Ontem escreveu sobre “Setembros de Antigamente” e às tantas, por entre palavras nostálgicas que retratam um passado talvez distante, encontrei estas, acima descritas, que agora já nos parecem estranhas. Uma beleza da escrita que resolvi partilhar.

Festa rija no Crato

Este fim-de-semana na vila alentejana do Crato houve festa rija. Num Concelho com cerca de seis mil habitantes não sei como é que é possível um cartaz tão bom. È certo que não é por ser pequeno que não poderá ter qualidade na sua oferta cultural mas é obvio que, quanto mais pequeno, menores são as receitas. Se o concelho estiver dotado de rede de distribuição de água e possuir saneamento, se tiver zonas industriais bem infra-estruturadas, se tiver ou apoiar equipamentos na cultura, educação e solidariedade social, se tiver em atenção os problemas ambientais e a preocupação pelo crescimento de espaços verdes, então ainda mais impressionado fico. Ou será que não é Câmara local que paga a factura e são as forças vivas do concelho (empresas, bancos, associações)? Mas parece que não.