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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
MIGUEL RELVAS E A “JUVENTUDE DA MOBILIDADE”

 

“Nós investimos significativamente ao longo dos últimos 20 anos numa geração, apostamos nela, demos-lhes condições, preparamos-lhes para o futuro, demos-lhes os instrumentos e as ferramentas, para que, pudessem ser úteis à sociedade e, hoje não lhe demos aquilo que eles precisam, que é emprego. Preparamos, investimos na formação e na educação e, hoje não somos capazes, pela circunstância em que estamos, de lhes dar oportunidade de serem úteis à sociedade.

 

E essa mesma juventude, gente bem preparada, que hoje não vive com a expectativa, que foi isso que eu senti em Moçambique, não vi nenhum usar a palavra saudade, não vi. Também fiquei com a sensação que a pátria deles é o momento onde estão, a circunstância em que estão.

 

Esta juventude de hoje é uma juventude da mobilidade.”

 

Miguel Relvas, proferiu estas palavras a semana passada, pensando que elas seriam uma lufada de modernidade e verdade no discurso político português, tentando encontrar em tais afirmações justificativo para pacificar o ambiente pessimista que se vive. Mas o que originou, foi insistir no erro de fazer crer aos portugueses que sair de Portugal é uma das poucas alternativas para os nossos jovens e para os nossos desempregados. Mudem-se algumas políticas no país e na Europa que, decerto, existirão melhorias para as pessoas. O poder económico não pode mandar em tudo, inclusive na política…

 

1 - Se Miguel Relvas não fosse um destacado político, agora com a responsabilidade que o cargo de Ministro lhe confere, não me causaria incómodo de monta. Mas vindo deste senhor, braço direito de Pedro Passos Coelho, a coisa muda de figura, como diz a nossa gente. É que uma pessoa investida deste cargo governamental, não pode, ceder a esta análise comum e ligeira, empurrando para os outros aquilo que compete, em primeira instância, à classe política. Admitir que não temos esperança a dar aos nossos jovens é o primeiro passo para não acreditarmos no país. E um governante nunca deve deixar de o fazer, pois quando o exterioriza contamina todos os governados, fazendo com que eles sejam atingidos por um baixa de “rating” emocional e social para superarem as adversidades do presente com que se confrontam. Os políticos devem injectar confiança e esperança na sociedade e, devem fazer tudo por tudo para encontrarem as melhores soluções para a resolução dos problemas que vão surgindo.

 

2 - Este Governo está em funções à cerca de seis meses e, ainda não vimos sinais animadores que nos indicie que estão a superar a crise de valores que atravessamos. Quis-se em primeiro lugar fazer crer que Portugal, como Estado, falhou e, depois quis-se colocar todo o ónus desse falhanço numa única pessoa: José Sócrates. Ambas as análises estão erradas e, nada mais há de verdade na prova que assim não é, que nem Portugal é um Estado falhado, nem José Sócrates é o grande responsável pelo momento menos bom que atravessamos. Se este Governo fosse mais sério, não insistiria nesta receita obsoleta e trapaceira. Basta olhar para a Europa e para o mundo para se perceber que nem Portugal é um Estado falhado, nem Sócrates o seu coveiro. Vivemos, isso sim, diante de um momento colectivo difícil, que pode ser a fronteira para um novo mundo ou o retrocesso a um outro que já não interessa. Pelo menos parece que agora já existe crise internacional, coisa que na campanha passada não existia para os actuais governantes.

 

Precisávamos de mais. Precisávamos que as políticas deste Governo PSD/CDS não fossem as que estão à vista, continuando o país a navegar praticamente nas mesmas águas dos últimos anos. Ou talvez em águas mais turvas. E que navegação é essa? Nomeações partidárias descaradas; favorecimento de grandes grupos económicos; peso excessivo da banca nos meios de decisão política; contínua privatização de setores chave da economia; pouca aposta nos nossos meios produtivos; ausência de políticas concretas e revolucionárias para a nossa agricultura, floresta e pescas; falta de respostas para a sustentabilidade das PME’S; insistência no erro de resolver os problemas estruturais do défice com receitas extraordinárias e com a subida de impostos; excessiva proteção de diversas classes sociais e grupos de interesse bem enraizados na sociedade…

 

Se perante este amorfismo a solução é emigrar, deverá ser cada cidadão a reflectir e a decidir o que mais lhe convém. Agora, ser um Ministro a endereçar o convite e repetir o erro que já tinha sido cometido pelo Primeiro-Ministro e por um Secretário de Estado, até leva a pensar que além da estratégia do pastel de nata do Ministro Álvaro, esta de emigrar é a outra grande fórmula para o sucesso do país. Sinceramente…

 

3 – “hoje não lhe demos aquilo que eles precisam, que é emprego.” Pois não, é que muitos dos políticos andaram mais preocupados com os seus empregos futuros e com os empregos dos seus amigos e familiares que não tornaram as estruturas do Estado capazes de enfrentarem as exigências do século XXI. Claro que também têm existido boas políticas e uma parte significativa das pessoas que estão na política são sérias e generosas, no entanto, não têm sido suficientes para tornar o país menos injusto. Somos na Europa, um dos países em que a diferença entre ricos e pobres se acentua mais.

 

4 – “não vi nenhum usar a palavra saudade, não vi.” Não viu mas devia ter ouvido, porque nós somos do país da saudade, do país do fado. E independentemente disso, quem não se sente não é filho de boa gente, como diz o nosso ditado. Todo aquele que não sente saudade do seu país não faz parte dele. Isso é preocupante para o nosso futuro colectivo e deveria ser motivo de preocupação para Miguel Relvas e, não de orgulho, como pareceu ser.

 

5 – “a pátria deles é o momento onde estão, a circunstância em que estão.” O que é que quereria dizer Miguel Relvas com esta afirmação? Que Portugal não é uma Nação, é simplesmente um Estado? Um Estado que agora, até é mais Estado/Empresa, gerido pelo mercado e suas leis, emanadas, não do poder político mas de grupos económicos poderosíssimos que actuam sem serem escrutinados pela democracia do voto popular? Se assim é, ele tem razão. Mas então, má sorte a nossa, que depositamos nestes governantes esperança para zelarem pelo nosso destino colectivo. A nossa pátria deve ser só uma e isso não choca nada com o sítio do mundo onde possamos estar. Querer desenraizar as pessoas da sua história, da sua cultura, da sua língua e das suas crenças é um mau serviço que se presta. Um “político” destes não merece o lugar que ocupa.

 

Miguel Relvas talvez não saiba que Portugal não é só um Estado. Portugal é um dos mais antigos Estado/Nação e a Nação é o que nos une e foi sempre o que nos fez sermos grandes. Os descobrimentos fizeram-se pela pátria, para resolver os nossos problemas, nunca esquecendo quem somos, o que fomos e o que poderíamos ser. Entre outros autores e pensadores, aconselho Miguel Relvas a ler o padre António Vieira, Camões, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Eduardo Lourenço para entender Portugal e o quão errada é a sua análise e a sua ideia sobre o que precisamos para sermos maiores.

 

6 - “Esta juventude de hoje é uma juventude da mobilidade.” Pois é Sr. Ministro, deveríamos todos lutar para que o não fosse tanto e, deveríamos contar com os políticos para ajudar a mudar esta fatalidade. Não nos resignemos em demasia à mobilidade, pois isso, levado ao exagero, enfraquece os direitos das pessoas, torna-as frágeis no emprego, desenraíza-as da sociedade local, torna os laços familiares mais ténues e torna o mundo cada vez mais impessoal e mais violento. Em contrapartida, precisamos de mais humanismo, mais estabilidade, mais contacto pessoal, mais associativismo, mais sociedade…

 

A mobilidade trás impessoalidade, desconhecimento, precariedade e indiferença. E a política deveria trazer confiança, esperança, estabilidade e qualidade de vida. E não palavras como as que proferiu Miguel Relvas.

 

Rui Luzes Cabral

15 de Janeiro de 2012 – 01:42



semeado por Rui Luzes Cabral às 18:25
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Conferências do Estoril 2011 - Mia Couto sobre o medo


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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011
"A paz no Médio Oriente não passa por resoluções da ONU, diz Barack Obama"

 

O presidente norte-americano afirmou, na abertura da Assembleia Geral da ONU, não existirem “atalhos” para a pacificação do Médio Oriente, sublinhando que a formação de um estado palestiniano passará por negociações diretas com Israel. “São os israelitas e os palestinianos, não nós, quem deve chegar a um acordo sobre as questões que os dividem”, como “as fronteiras e a segurança, os refugiados e Jerusalém”, sublinhou o presidente norte-americano, afastando-se do discurso da última sessão da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2010, quando disse acreditar que “no prazo de um ano” se chegaria a um acordo para a criação de um Estado palestiniano.

 

Barack Obama admitiu estar dececionado com o impasse no processo de paz no Médio Oriente e frisou que a paz na região “não se alcançará mediante declarações e resoluções da ONU”.

 

A Autoridade Nacional Palestiniana prevê levar uma proposta ao Conselho de Segurança, na sexta-feira, para o reconhecimento da Palestina como um estado independente de Israel e com plenos direitos na organização, mas Barack Obama frisa agora a necessidade de um acordo entre as duas partes, que considera terem “aspirações legítimas”.

 

“A paz depende do compromisso entre as pessoas que devem viver juntas. É essa a lição da Irlanda do Norte, onde os antigos inimigos superaram as diferenças. Essa é a lição do Sudão, onde um acordo negociado levou a um estado independente. E é esse o caminho para um Estado palestiniano”, concluiu o presidente norte-americano.

 

@SAPO Imagem @ EPA/Jason Szenes

 

COMENTÁRIO:

Aquilo a que chamam "paz", no Iraque, no Afeganistão, Líbia e tantos outros sítios, afinal, passou por resoluções das Nações Unidas, algumas delas suportadas em escandalosas mentiras. Muitas delas para resolverem problemas momentâneos ou interesses obscuros. e um problema de tantos anos, de tão fácil resolução empata-se com conversa fiada? Pobre de ti Ocidente!... Depois queixas-te que há um eixo do mal...



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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
A melhor intervenção do XVIII Congresso do PS - Braga 9, 10 e 11 de Setembro de 2011


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A mulher...

A mulher é um milagre de contradições divinas. Jules Michelet (1798 - 1874), historiador francês


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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
Passos a Passos (por Fernanda Câncio)

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."

"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."

"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."

"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."

"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."

"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."

"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."

"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando." "Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."

"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."

"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."

"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."

"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"

 

Conta de Twitter de Passos Coelho (@pedropassoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. O último tuite transcrito é de 5 de Junho de 2011

 

rectificação: a conta de passos coelho é @passoscoelho e não, como por lapso refiro no dn, '@pedropassoscoelho'.

 

e nova rectificação: o último tuite transcrito por mim é de 1 de junho -- e, ao contrário do que pode ser o entendimento de quem lê, não é o último tuite citado no texto, mas o último em ordem cronológica. querendo ser mais precisa, criei a confusão, pelo que peço desculpa aos leitores.

 

por qualquer motivo, confundi 1 de junho com 5 de junho, o que é duplamente idiota, já que nem poderia, em princípio, haver tuites de passos coelho a 5 de junho, por um motivo simples: tratou-se do dia das eleições. mais uma vez, as minhas desculpas.

 

também no dn a nota final foi rectificada.

 

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Texto retirado de: http://jugular.blogs.sapo.pt/2836791.html

Artigo também publicado no Diário de Notícias de hoje

 



semeado por Rui Luzes Cabral às 23:29
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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011
Mudar de Vida...

 

Um belo texto do nosso amigo loureirense, António Silva,

no Jornal dos Convívios Fraternos "Balada da União" de

Maio/Junho de 2011, página 3



semeado por Rui Luzes Cabral às 22:49
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Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
Mais uma vez a política ajoelhada à alta finança, aos senhores do dinheiro

 

Vitor Gaspar disse hoje sobre a TSU que o “Governo preferiria uma descida só para a indústria transformadora e para o sector do turismo. Mas esta possibilidade é incompatível com o direito comunitário". Nunca concordei com esta mexida neoliberal pois não é isso que vai alavancar a economia, muito menos criar empregos. Uma descida desta taxa só ajuda os “senhores empregados” Belmiro, Amorim, entre outros…

 

Descer a TSU para pequenas e médias empresas com facturação anual até 1.000000 de euros justificava-se, mas pelos vistos a Europa não deixa. Enfim, mais uma vez a política ajoelhada à alta finança, aos senhores do dinheiro.

 



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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011
Gravação original do vídeo dos Trio Odemira foi realizado na Igreja Matriz de S. João de Loureiro

Alguém sabe quem são os noivos?

 


semeado por Rui Luzes Cabral às 17:54
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Domingo, 28 de Agosto de 2011
Descoberto navio com 2100 anos na costa da Albânia

"Uma equipa de arqueólogos americanos e albaneses divulgaram, na passada quinta-feira, a descoberta de uma embarcação naufragada, bem preservada e cheia de jarros de vinho, na costa da Albânia, segundo fonte do ‘Extra online’. O navio cargueiro supõe-se que seja datado do século I a.C., tem cerca de 30 metros de comprimento e foi encontrado, próximo da cidade de Vlora, na Albânia, a cerca de 40 metros de profundidade. Muitos dos jarros ou ânforas encontram-se intactos no fundo do mar: “Este é um dos cinco naufrágios antigos que foram descobertos pela nossa equipa no mês passado “, refere o arqueólogo Jeff Royal, da Fundação Náutica RPM.

 

Até 2007, a costa da Albânia e Montenegro encontrava-se inexplorada, até que a fundação RPM tomou a iniciativa de prosseguir com a exploração em busca de objectos arqueológicos submersos. Desde então, nove navios foram descobertos em Montenegro, e oito na Albânia. A origem das embarcações cobre o período entre o século VI a.C. e IV d.C. Três dos naufrágios descobertos nesta temporada estão ligados à indústria de comércio de vinhos, cuja base era onde está hoje a Croácia. Este mercado desenvolveu-se depois da entrada romana na antiga Illyria, uma região na parte ocidental na Península das Bálcãs, e que inclui a actual Albânia." Correio da Manhã online http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/descoberto-navio-de-2100-anos-na-costa-da-albania



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Sábado, 27 de Agosto de 2011
Artigos de Miguel Esteves Cardoso

Dois artigos de Miguel Esteves Cardoso, um em Agosto de 2010, o outro este Agosto. O do ano passado é de uma profundidade própria, de, quando em férias reflectimos sobre o que somos. Momentos de paragem. O deste ano é também característico de férias, mas de cariz superficial, em jeito de jogo de palavras e momentos mais desprendidos de que são, também, feitas as férias. Quem como ele escreve todos os dias, há dias em que o que diz merece ser lido novamente.

 

 

 

  Público, 2 de Agosto de 2010, página 31

 

 

 Público, 16 de Agosto de 2011, página 31



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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
Estaleiros Municipais vendidos e alugados por Ápio Assunção dão ideia ao SEF

Público, 25 de Junho de 2011, página 4



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Na arte não há mau nem bom. Há quem goste e quem não goste...

Revista Talentos, n.º 7, Agosto de 2011



semeado por Rui Luzes Cabral às 01:05
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
A chamada ao Vaticano deu mais alarde que o que tinha dito o Cardeal



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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
D. Frei Caetano Brandão

Na edição do Correio de Azeméis do passado dia 16 de Agosto, página 2, aparece a uma foto da casa que foi de D. Frei Caetano Brandão, o maior loureirense que há memória. Fico feliz por haver quem coloque o tema da recuperação do imóvel, mais uma vez em destaque, para alertar da sua importância. Há 50 anos que esse é um sonho do meu amigo Padre Bastos, o maior conhecedor da história de loureiro. Vamos ver o que trarão de bom os próximos anos nesta matéria.

 



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Warren Buffett, o multimilionário dos EUA que vê o óbvio. O que andam a fazer os políticos…

Público, 17 de Agosto de 2011, página 17



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É uma perda de tempo...

(…) O tempo dito desperdiçado – esperando que aconteça o que se quer ou se previu ou planeou, anunciando-se ou não – é, afinal, um tempo vivido plenamente, de ansiedade e de desejo até. A verdade é que a certeza que vamos todos morrer nada ensina nem adianta àqueles que prezam cada dia por continuarem vivos apesar de tudo. É uma perda de tempo. Miguel Esteves Cardoso, Público, 19 de Agosto de 2011, página 33.


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semeado por Rui Luzes Cabral às 11:39
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Sábado, 20 de Agosto de 2011
Limitação de mandatos é a democracia na maioridade

Graças a Deus que essa lei da limitação dos mandatos vai "despedir" muitos autarcas que, neste país, aprenderam na cartilha "Alberto João Jardim". Já que o povo não consegue ver o óbvio, que seja a lei a restituir-lhes a democracia noutras opções. 2013 vai baralhar as contas a muita gente, felizmente.


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semeado por Rui Luzes Cabral às 23:41
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Faço obra, logo vejo como pago...

Alberto João Jardim, impregnado dessa cultura do faço obra, logo vejo como pago, diz que o "mauzão" do Sócrates não lhe deu dinheiro. Como é que é possível estar um homem com tanta lata e tão pouca vergonha à frente de um Governo Regional? Sinceramente, não consigo compreender.



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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
Há muita beleza em certos pormenores, frases e sentimentos…

"Alguma coisa o emocionou, recentemente?

Não recentemente. Mas houve uma viagem ao Irão… Persépolis é uma emoção. Mas a arquitectura antiga é fácil. O tempo faz muitas coisas. Para dizer algo de novo, que me tenha emocionado, tenho de falar da igreja do Siza no Marco de Canavezes (1996). Ver as portas abrirem na missa inaugural (foi emocionante), ver o cenário habitado." Fim da entrevista de Souto Moura ao Público, suplemento P2 , página 8, 31 de Março de 20011.


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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
O homem é um animal...

O homem é um animal que finge - e nunca é tão autêntico como quando interpreta um papel. William Hazlitt (1778-1830), escritor britânico


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semeado por Rui Luzes Cabral às 10:45
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011
Lúcio Flávio Pinto: A Selva é um grande livro da literatura mundial.

Hoje no Jornal Público, suplemento P2, página 4 e 5 chega até nós a história, em jeito de conversa, de Lúcio Flávio Pinto, um brasileiro que vive junto à Amazónia, em Belém do Pará e que há anos luta com coragem para defender aquela terra. Tem uma quinzenal, o Jornal Pessoal que vai fazer 24 anos - http://www.lucioflaviopinto.com.br. Um homem que vive onde um dia esteve o loureirense D. Frei Caetano Brandão (existe uma estátua deste nosso prelado numa praça de Belém). Um homem que considera o livro “A Selva” de Ferreira de Castro um dos maiores no género da prosa.

 

“O meu poeta do coração é Drummond. Mas a Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, é o maior livro de poesia do Brasil.” E poetas da Amazónia? “Max Martins é o maior”. Prosa? “Haroldo Maranhão; Dalcício Jurandir, Milton Hatoun, Ferreira de Castro… A Selva é um grande livro da literatura mundial”. Nunca será de mais dizê-lo, e Lúcio destaca-o sem qualquer problema de distinguir um português, vários aliás. O livro “mais deslumbrante sobre a Amazónia”, diz, é o do Padre João Daniel O Tesouro Descoberto no Máximo Rio Amazonas, escrito no século XVIII.”

 

Já contactei Lúcio Flávio Pinto para trocarmos informações sobre os dois oliveirenses acima referidos, pois são nestes acasos e nesta partilha que aumentamos o nosso conhecimento dos nossos antepassados, da nossa cultura. Espero resposta...



semeado por Rui Luzes Cabral às 16:24
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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011
A Derrapagem de Alberto João Jardim

 

Alberto João Jardim reconhece que a Madeira tem uma dívida colossal, mas atenção, a culpa não é dele, ou melhor, ele que governa a Ilha desde o século passado, longo passado, não reconhece culpas por isso. A culpa, ora aí está, é de Sócrates.

 

Alberto João Jardim, o homem que envergonha os políticos sérios, que sempre teve uma linguagem arrogante, que foi muitas vezes mal-educado, que “derreteu” algum dinheiro dos contribuintes em megalomanias na sua ilha e para manter o seu poder, que sempre teve a complacência de todos os primeiros-ministros eleitos, mais uma vez, parece que vai fazer o que quer.

 

Não me venham com a desculpa, de que, se ainda está ao comando do Governo Regional é porque o povo assim quer. Isso, naquele caso concreto, é um pormenor que facilmente se explica, que facilmente se compreende. Porque é que se limitaram os mandatos para a Presidência da República e para as Autarquias Locais? Quem for inteligente compreende e concorda com a medida.



semeado por Rui Luzes Cabral às 23:37
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Roubaram o menino...

Faz parte do nosso imaginário de crianças.

Era uma peça de arte em bronze, do escultor Sousa Calda, foi roubada esta semana.

A peça em bronze datada de 1930, representava uma criança desnuda a apertar flores, encontrava-se no jardim da Praça José da Costa e, provavelmente, já estará (algures) fundida.

Ficámos mais pobres e mais nús...


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semeado por Manuel Alberto Pereira às 22:32
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Domingo, 3 de Julho de 2011
Fórum: Azeméis quer ser uma marca de rigor e qualidade

António Freitas de Sousa  
01/07/11 (Diário Económico)

O desemprego na região está abaixo da fasquia dos 5% e as empresas andam activamente à procura de trabalhadores.

"Hermínio Loureiro, presidente da autarquia de Oliveira de Azeméis, fez a pergunta mas já sabia que era retórica: "Alguém se lembra de ver letreiros nas fábricas a pedir colaboradores?" Ninguém no País se lembra. A não ser que seja do concelho de Oliveira de Azeméis: a região tem uma taxa de desemprego abaixo dos 5% - que compara com os 12,6% do País - divulgada "pela União dos Sindicatos de Aveiro e por isso acima de qualquer suspeita". E, concluiu, há várias empresas à procura de colaboradores para preencher vagas.

É este clima, com tudo o que lhe está a montante e a jusante, que Hermínio Loureiro, ex-secretário de Estado do Desporto, quer ver transformado numa marca - aquilo a que os técnicos chamam ‘place branding'. A estratégia é simples: agregar em torno de um produto de marketing a vontade, a qualidade e a especificidade de uma região que de alguma forma se distingue do todo nacional - absorto no desemprego, na falta de competitividade e na carência de investimento produtivo. E o Fórum Cidades de Futuro Oliveira de Azeméis em parceria com o Diário Económico consubstanciava essa estratégia.

Presente nos trabalhos, João Braz Frade (presidente da My Brand) clarificou ao que vai quem quer construir um ‘place branding': a marca territorial gera investimento, impostos, novas receitas, turismo, aumenta a competitividade regional e, por último mas não em último, "motiva os cidadãos" e inspira-lhes forças para unificar determinada sociedade em torno de um projecto."

 

 

‘Place branding'?

Contra factos não há argumentos. Esta foto mostra-nos um pequeno exemplo da pesada herança que sucessivos "governos autárquicos" nos têm vindo a deixar  na cidade.

De nada valerá argumentar que temos baixos níveis de desemprego (algo que tem dependido fundamentalmente do dinamismo do tecido empresarial) e oferecemos boas condições de vida, pois a realidade evidencia o contrário e, infelizmente, assusta e afasta quem nos visita.



semeado por Manuel Alberto Pereira às 16:49
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Governo sem férias nos próximos dois meses para aplicar medidas da troika

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, garantiu, quinta-feira, em Bruxelas que o novo Governo não terá férias, de modo a tomar nos próximos meses "o essencial das decisões" para a efectiva implementação do programa de ajuda a Portugal.

"Começámos já a trabalhar com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no sentido de criar nos próximos dois meses o maior número de decisões praticas, concretas, que permitam traduzir as intenções, os objectivos que estavam fixados, em politicas concretas que vão ser aplicadas rapidamente a Portugal", disse.

Passos Coelho, que falava após uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vincou que "o Parlamento português durante este período não gozará de férias e o Governo não gozará de férias", de modo a não se perder tempo na execução do programa negociado pelo anterior executivo com a chamada "troika".

"Os portugueses estarão absolutamente comprometidos em que nos próximos meses o essencial das decisões que tivermos de aplicar possam ser aplicadas", sublinhou.

Apontando que Portugal está "muito reconhecido pelo facto de ter tido da parte dos seus parceiros europeus a ajuda que necessitava", Passos Coelho disse haver a noção no país de que essa ajuda é de certo modo também um "encargo para todas as democracias europeias".

"Não descansaremos enquanto não pudermos devolver com trabalho e com resultados a confiança que em nos depositaram", asseverou.

O novo primeiro-ministro disse ter toda a confiança em que "o programa em Portugal será um sucesso", até porque das últimas eleições legislativas de junho saiu "não apenas uma larga maioria de mudança, que permite um Governo estável e condições de estabilidade para a execução do programa", mas também uma composição do parlamento "muito especial", já que "mais de 85% dos deputados pertencem a partidos que se comprometeram firmemente com a execução do programa" negociado com a troika.

"Portugal dispõe de todas as condições internas para ser bem sucedido", sintetizou.

Depois do encontro com Durão Barroso, Passos Coelho rumou à cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), participando a partir do final do dia no seu primeiro Conselho Europeu, no qual deverá reafirmar as ideias deixadas hoje na sede da Comissão. (JN, 23 de Junho de 2011)

"Entradas de leão"... espera-se que não se assista a "saídas de sendeiro".



semeado por Manuel Alberto Pereira às 00:00
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
Israel gosta da comunidade internacional mas só para os outros...

 

De acordo com notícia do www.sapo.pt, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, agradeceu hoje ao seu homólogo italiano, Silvio Berlusconi, pela oposição italiana ao reconhecimento de um Estado palestiniano na ONU, numa conferência de imprensa conjunta em Roma.

 

"A paz só pode ser resultado de negociações, não pode ser imposta do exterior ou por uma resolução da ONU", declarou Netanyahu, adiantando: "Quero agradecer-vos pela vossa posição clara contra a tentativa de contornar as negociações de paz".

 

Face ao impasse nas negociações com Israel, os palestinianos admitem pedir o reconhecimento do seu Estado na Assembleia Geral das Nações Unidas em Setembro.

 

"Não pensamos que uma solução unilateral possa ajudar a paz, nem do lado palestiniano, nem do lado israelita. Creio que a paz só pode ser conseguida através de negociações", declarou, por seu turno, Berlusconi. O chefe do governo israelita iniciou domingo uma visita a Itália à frente de uma delegação de nove ministros. Os dois executivos assinaram oito acordos de colaboração em diversas matérias.

 

COMENTÁRIO: Até parece que seria a primeira vez que uma imposição do exterior era realidade. A própria criação do Estado de Israel foi imposta, e bem pela comunidade internacional. Porque não fazer o mesmo com a Palestina? Aliás, quando foi criado o Estado Israelita, deveria também ter sido criado o Palestiniano.



semeado por Rui Luzes Cabral às 16:43
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Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Artigo de Leonel Moura, Editor do Jornal de Negócios
Durante dias a fio, políticos, jornalistas e comentadores, pintaram a situação do país o mais negro possível, que vinha aí o dilúvio, que iam cortar salários, acabar com as pensões, despedir em massa. Na ânsia de dizer o pior possível do primeiro-ministro nem se deram conta de que estavam afinal a criar as condições para ajudar Sócrates a recuperar folgo.

Aquilo que parecia uma impossibilidade há algumas semanas é agora o mais provável. O PS vai ganhar as próximas eleições.Isto deve-se, antes de tudo, ao amadorismo político do atual PSD. O afogadilho de chegar ao poder tem levado este partido a cometer erros atrás de erros. O PSD esteve mal ao deitar abaixo o governo abrindo uma crise política irresponsável. Esteve mal, muito mal, durante o período de negociação com a troika em que tudo fez para prejudicar a posição portuguesa. Mal na escolha dos candidatos; pior ainda ao prometer lugares e benesses antes das eleições; péssimo porque não consegue apresentar uma única ideia coerente. Como se isto não bastasse, a promoção do inenarrável Dr. Catroga a número dois do partido e aspirante a ministro das Finanças, tem-se revelado desastrosa. Já ouvi um comentário dizer que Catroga faz lembrar aqueles idosos que entram em contramão na autoestrada. De facto, o homem não parece viver no mundo real. O discurso é titubeante, desregrado, repleto de dislates. Talvez por isso escreva tantas cartas. Mas estas não são menos incoerentes. Passou os dias a dizer mal do país, a mandar recados indignos para a troika, a exigir mais austeridade, para no fim afirmar que foi ele (como? quando? onde?) que conseguiu um acordo que está longe da hecatombe anunciada. Na verdade o acordo é essencialmente o que estava definido no PEC IV que era tão mau e agora já é bom.

Em resumo. Os portugueses não esquecerão que este PSD tudo fez para lesar os interesses de Portugal. E isso não se desculpa.

Mas esta história tem outros protagonistas. O nosso jornalismo não pára de perder credibilidade. Num ambiente que funciona em circuito fechado, em que só valem as más notícias, em que as pessoas têm medo de dizer bem do governo, e, sobretudo, em que se perdeu independência e objetividade, já ninguém acredita no que lê, ouve ou vê. O nível de censura é preocupante. Ainda há dias criticou-se o diretor da TSF porque num programa em canal aberto a maioria dos ouvintes exprimiam opiniões favoráveis ao governo. Como se fosse um crime.

Mas pior. Para além da parolice de andarem atrás dos senhores da troika, os nossos media reproduziram nas últimas semanas uma quantidade impressionante de notícias falsas; publicaram inúmeras análises totalmente erradas; veicularam insinuações sem o mínimo de fundamento. O que só demonstra o estado pantanoso a que chegou o nosso jornalismo. Sorte que a troika não teve tempo para ler jornais e concentrou-se nos factos.A este propósito convém não esquecer a absoluta vergonha que foi pôr em causa as contas públicas, certificadas por várias instâncias independentes, diga-se, com o objetivo claro e pérfido de minar a capacidade negocial do governo.É certo que a campanha não vai parar. Já está aliás de novo em marcha. Basta ver os títulos de alguns jornais, ouvir os mesmos de sempre.

Aqueles que anunciaram a catástrofe, vão agora esmiuçar o acordo à procura das vírgulas mais desfavoráveis. Mas o jogo é perigoso. Os que defenderam a vinda da troika como muito bom, não podem agora dizer que o resultado é muito mau. Afinal trata-se de entidades independentes do delírio local. Aliás, vai ficando evidente que o matraquear constante nas televisões e jornais por esse pequeno núcleo de comentadores, ubíquos e venais, não tem o efeito esperado junto da opinião pública.

A maioria dos portugueses agarra-se ao concreto. E, por muito que insistam no tremendismo, a sensação de alívio é generalizada. O PSD perde as eleições por erros próprios. Pelo incrível amadorismo. Por prejudicar o país. Por não ter uma ideia. E também, já agora, por assustar as pessoas.

Agora não digam que a culpa é mais uma vez de Sócrates.
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semeado por Rui Luzes Cabral às 23:04
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
"Estou grata a Sócrates" diz Angela Merkel
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que está «grata» ao primeiro-ministro português pelo trabalho feito na consolidação das contas públicas e lamentou que as novas medidas de austeridade não tenham sido viabilizadas pelo Parlamento.

«Estou grata a Sócrates» por tomar a responsabilidade das contas públicas do seu país, disse Angela Merkel, citada pela agência de informação financeira Bloomberg.

A líder alemã lembrou que as novas medidas tomadas pelo Governo português para reduzir o défice orçamental foram de «longo alcance» e apoiadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela União Europeia.

Para Angela Merkel, Sócrates esteve «correcto» e foi «corajoso» em levar as novas medidas de austeridade ao Parlamento português para votação.

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou na quarta-feira à noite a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.

O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém «na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido». Cavaco Silva irá promover na sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.

Lusa/SOL
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semeado por Rui Luzes Cabral às 12:54
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Quarta-feira, 23 de Março de 2011
DISCUTIR O SEMI-PRESIDENCIALISMO PORTUGUÊS É URGENTE E ÚTIL À NAÇÃO

Sou Republicano. Analisando estes cem anos do regime, implantado em 1910, julgo ser cada vez mais pertinente, senão urgente, olhar para o cargo de Presidente da República, que na tradição lusa se consolidou como semi-presidencialista.

 

Na I República, devido à procura de uma Política que desenvolvesse o país, também com a firme convicção que a própria República seria a panaceia para os problemas de Portugal em relação à Monarquia, a ideologia "deu cabo" da organização "serena" nas instituições que vinham do passado. A procura de um trilho de desenvolvimento, a chegada da I Grande Guerra e a instabilidade dos actores políticos levou a década e meia de muito voluntarismo e poucos resultados. Portugal não se encontrava, por isso, chegou um “Estado Novo” para que o Estado pudesse ser um factor de estabilidade, pensaram os revoltosos do 28 de Maio. Neste período de dificuldades, não existiram Presidentes da República que tivessem conseguido deixar uma marca vincada na sociedade.

 

Com António de Oliveira Salazar, o beirão formado na prestigiada Coimbra do início do século XX, o Presidente da República “desapareceu” do xadrez onde se jogava a verdadeira política, sendo remetido a um “corta-fitas” nos acontecimentos da praxe e da propaganda do regime. Era como que o “enviado” do Império de “aquém e de além mar”, o homem que animava as inaugurações por essas aldeias, vilas e cidades desse país agrícola e analfabeto, que no desespero da fome, procurou na emigração melhores condições de vida. Que influência tinha neste período o Presidente da República? Quem o ouvia realmente?

 

Depois do 25 de Abril de 1974, de facto houve um reforço da imagem do Presidente, no sentido de, no jogo democrático, ser, talvez, uma voz mais audível.  No pós-revolução dos cravos, penso que foi Mário Soares, aquele que teve uma linguagem mais próxima do povo, aquele que melhor encarnou o cargo.

 

Mas fazendo uma resenha rápida destes cem anos de República e da acção dos Presidentes que lhe deram corpo, o que fica de útil, realmente? Em meu entender só o simbolismo do cargo, o que é manifestamente muito pouco…

 

Vejamos o que se passa mais recentemente. Quando há um problema no país, assistimos a uma tal subjectividade no contacto nada entendível com o povo, que é de lamentar. Jorge Sampaio quando “despediu” Santana Lopes falou ao país mas o país não compreendeu as causas por que demitia o primeiro-ministro pois usou uma linguagem tão amorfa, que a mim fez lembrar o anúncio do Terceiro Segredo de Fátima. A única coisa boa, (pelo menos para alguns) que se percebeu é que ia haver eleições. Cavaco Silva, na polémica dos Açores, aqui há dois ou três anos, fez também uma comunicação ao país com toda a pompa e circunstância que o país não ouviu, muito menos entendeu.

 

No dia-a-dia da política cá do burgo, passa-se tudo e, quase tudo é habilmente deixado sem resposta, sempre atrás da capa de frases como “o Presidente da República não se pode imiscuir em disputas político-partidárias”, ou então “o presidente da República reserva-se a comentar tais afirmações em público”. Os nossos presidentes geralmente não falam e quando falam não dizem nada. Os nossos presidentes da república não são entendidos pelo povo que os elegem. Hoje em dia além de “corta-fitas” são uma espécie de busto, quadro ou adereço, símbolo deste regime. Um regime que parece falar para um povo que cada vez menos o entende. Será por acaso?

 

Posto isto, como deve ser o futuro do cargo? Bem, há alguns caminhos. Vou enumerar dois possíveis que poderiam ser discutidos. Um é transformar o actual mandato de cinco anos, actualmente renovável por mais cinco, num só mandato de sete ou oito anos. Desta forma, julgo que a magistratura do presidente era sempre activa, no sentido de não ser mais cauteloso no primeiro e mais agressivo no segundo mandato. Com um só mandato não renovável, poderia ser que o presidente fala-se mais a linguagem do povo e se imiscui-se mais na política. Afinal elegemos um presidente para quê? Não é para servir a política? O Presidente da República, até pode estar acima dos partidos, mas isso não inviabiliza que não repreenda os partidos e seus dirigentes quando necessário.

 

O outro caminho é tornar o cargo presidencialista, ou seja, tornar o Presidente da República o “chefe do governo”.  Já foi menos adepto desta situação, mas pensando bem e racionalmente, pouparia a nossa República a cargos simbólicos.

 

Continuar como está não augura futuro ao cargo e, servirá mais como prémio a ex-primeiros-ministros ou outros reformados da política activa. Pensemos nisso e contribuamos para o debate. Afinal a quem servem os cargos, aos políticos ou à política? Penso que é à política… 



semeado por Rui Luzes Cabral às 20:28
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Terça-feira, 22 de Março de 2011
Rui Rio e António Costa com bom desempenho
Rui Rio e António Costa estão a dar um bom contributo para a democracia e para a imagem dos políticos no programa prós e contras. Pedro Passos Coelho é que não deve estar a gostar de ver. Ao actual líder do PSD falta clareza e dimensão política...
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semeado por Rui Luzes Cabral às 00:41
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Eduardo Lourenço: "Os políticos são os nossos representantes, não os nossos chefes"
Eduardo Lourenço diz que Portugal não passa por um momento tão grave quanto parece. O filósofo considera que, comparando com as aflições de outras partes do mundo, não é grande nem medonha a agrura do país.

O cenário financeiro e a crise politica é algo que o pensador classifica de «normal» porque a democracia tem meios para desatar o nó e seguir em frente.

Uma conversa sobre o presente do país, com o jornalista Ricardo Oliveira Duarte.

Notícia retirada de www.tsf.pt
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semeado por Rui Luzes Cabral às 00:26
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Segunda-feira, 21 de Março de 2011
Dia Censitário

As recenseadoras de Loureiro, que acabaram este fim-de-semana a distribuição dos questionários, estão esta semana na Junta de Freguesia, entre as 10:00 e as 19:00 Horas, sem interrupção na hora de almoço, para ajudar no preenchimento dos questionários.

 

Hoje, 21 de Março é o DIA CENSITÁRIO, ou seja, o preenchimento dos questionários devem ter como referência quantos somos hoje, onde estamos e como vivemos. É como que “congelar” o país neste momento, como que, “fotografar” a realidade conforme ela está neste dia.

 

E porque é isso importante para Portugal? É a partir dos dados recolhidos que melhor se pode pensar o país, melhor se pode organizar o território, melhor se pode distribuir os fundos pelas diversas regiões, municípios e freguesias.

 

Colabore, Portugal agradece…

 

Texto retirado de www.junta-freg-loureiro.com



semeado por Rui Luzes Cabral às 11:47
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Sanguessugas…

 

Há 30 anos comprávamos tudo em lojas próximas de nós ou no comércio, agora dito de tradicional, visto que centros comerciais e grandes superfícies eram de uma outra realidade. Os grandes grupos económicos imitando o que se fazia em alguns países, começaram a explorar este novo filão e lá se abriu o primeiro hiper-mercado em Matosinhos, pertencente a um grande grupo económico da actualidade. Nessa altura quem tinha mais dinheiro investiu e começou a espalhar a novidade, tendo surgido várias marcas, primeiro em grandes cidades, depois por todo o lado.

 

Arruinaram o comércio, agora sim, tradicional, sem dó nem piedade. “Ajoelham” fornecedores aos seus caprichos de gestão, devido à quantidade vendida e, como se não bastasse, descuram o emprego estável e, com direitos, aos seus trabalhadores.

 

Agora que, talvez, descem as vendas, fundem-se, reorganizam-se e pensam já na conquista do micro-mercado ou mercado de proximidade. Falam já em “inundar” o país com pequenas mercearias para sugarem o que resta e acabar de vez com os pequenos comerciantes.

 

Não é esta organização de sociedade que mais me atrai, não julgo ser este o caminho mais sustentável para que as pessoas vivam de forma harmoniosa, mas enfim, na sociedade, como na natureza há sempre sanguessugas à espreita. Será este o preço da “biodiversidade” humana ou haverá outro caminho?


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semeado por Rui Luzes Cabral às 11:37
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Quinta-feira, 3 de Março de 2011
Papa iliba judeus da morte de Jesus em novo livro
Cidade do Vaticano, 02 Março. O papa Bento XVI iliba totalmente o povo judeu da morte de Jesus Cristo, um dos assuntos mais controversos do cristianismo, num novo livro de que foram hoje publicados os primeiros excertos.

No livro, intitulado "Jesus de Nazaré", Bento XVI recorre a uma análise bíblica e teológica para explicar por que não é verdade que o povo judeu no seu conjunto seja responsável pela morte de Jesus.

Embora o Vaticano sustente há cinco décadas que os judeus não foram coletivamente responsáveis, académicos judeus ouvidos pela agência noticiosa norte-americana AP consideraram que o argumento agora exposto pelo papa é significativo e vai contribuir para combater o antissemitismo.

De Maria de Deus Rodrigues
© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
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semeado por Rui Luzes Cabral às 23:54
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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Arrancando as "ervas daninhas" dos Sistemas Educativos?

Ou um outro "olhar" sobre o papel das escolas...

 

 

 

 



semeado por Manuel Alberto Pereira às 13:10
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011
Tongobriga, a cidade Romana do Marco de Canavezes
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semeado por Rui Luzes Cabral às 16:12
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011
Chama-se a isto confiança...
A eleição de Cavaco Silva vai fazer subir a nossa posição quanto ao ratting do país. Vai também ajudar a baixar a taxa de juro na próxima venda de dívida pública. Assim seja, é bom para todos...
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semeado por Rui Luzes Cabral às 23:58
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Presidenciais 2011 - As voltas que dá a política para alguns…

Ontem à noite, Cavaco Silva engoliu uma vez mais “um grande sapo”. Paulo Portas, que nasceu para a política a dizer mal do antigo Primeiro-ministro, subiu a palco em Aveiro para o elogiar, para dizer que é o candidato mais bem colocado para ser Presidente da República. As voltas que dá a política para alguns…

 

Cavaco Silva, prefere esquecer o passado em troca dos votos do CDS-PP, algo que não lhe agradará, mas neste momento serve.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que há poucos dias promulgou o diploma do Governo sobre o ensino particular e cooperativo e agora vem apoiar o protesto do povo nas ruas.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que quer credibilizar a classe política mas gosta de afirmar que não é político, tendo a sua vida activa sido ocupada pela política pura e dura.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que não tem vergonha de dizer em frente às câmaras que há poucos anos era um “mísero professor”, como que fazendo crer que um político como ele, exercendo os cargos que já exerceu, não está sujeito, infelizmente, às mesmas tricas que os outros actores políticos.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que era o garante da Nação devido à sua formação em economia e finanças, o mais bem preparado para a “cooperação estratégica” com o Governo de Sócrates e foi na sua presidência que mais problemas temos com essa área da governação.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que pensávamos que era activo na sua magistratura de influência, mas parece que só agora, que quer novamente ser eleito, é que admite que vai então proceder a uma “magistratura activa”. O que andou a fazer até agora?

 

Este é o mesmo Cavaco Silva que responsabiliza os políticos (que ele tanto abomina) pelo estado a que chegou o nosso Estado e nunca lhe ouvimos uma palavra de autocrítica ou análise do seu tempo como ministro das finanças ou das suas duas maiorias absolutas.

 

Este é o mesmo Cavaco Silva de sempre. Quem tem memória e acompanha a política portuguesa do pós 25 de Abril não estranha.

 

É óbvio que Fernando Nobre, Francisco Lopes, Manuel Alegre, Defensor Moura e José Manuel Coelho também têm os seus defeitos e as suas incongruências políticas. Mas pelo menos, os seus apoiantes não julgam que estão acima de ninguém, não pensam que são a reserva moral da Nação, que são inatacáveis, ou que são os “super-sérios” das redondezas. Os mesmos que acreditam que ele nunca se engana e raramente tem dúvidas são os mesmos que vêem em Sócrates e nos socialistas os estrafegos do país. Não se coloque o ónus da desgraça só de um lado da balança. Isso quando há desgraça, que considero não existir. Portugal está no ranking dos melhores países do mundo para se viver.

 

Posto isto, volto a repetir algumas frases que escrevi recentemente neste espaço sobre esta campanha, no rescaldo do debate Cavaco – Alegre e ninguém ousou contrariar:

 

Eu gostaria de ver os candidatos a discutirem se é ou não pertinente haver um só mandato de 7 ou 8 anos para que a função seja exercida com mais liberdade e descomprometimento.

 

Gostava de ouvir os candidatos discutirem as competências e funções do presidente, visto que sempre se queixam que pouco podem. Gostava de os ouvir falar sobre a regionalização política do país.

 

De uma coisa estes debates têm servido: para demonstrarem a irrelevância do cargo. E o país também não anda muito preocupado com esta eleição, muito menos com a crise. Os portugueses, ou melhor dizendo, uma parte significativa deles, andam preocupados com eles próprios, com as suas férias, o telemóvel novo que saiu no Natal, a época de saldos que agora começou, o espumante para a passagem do ano…

 

Nem o deficit os entusiasma ou irrita. Isso é bom para os jornais, televisões e oposição.



semeado por Rui Luzes Cabral às 16:16
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Sejamos POLÍTICOS e não políticos…

José Sócrates, desde que foi eleito em 2005, tem sido atacado por tudo e por nada e, muitos portugueses, nomeadamente da direita, atacam, riem e condenam, independentemente da responsabilidade ou culpa do primeiro-ministro. Como é sabido, Sócrates tem sido massacrado e "julgado" na praça pública e sempre lhe pedem para apresentar provas e justificar-se. Tem andado muita gente animada com essas novelas relacionadas com ele.

 

Agora, em época de campanha eleitoral para as presidenciais, os candidatos pedem um esclarecimento ao Candidato Cavaco Silva e é o que se sabe. Os seus mais fervorosos apoiantes andam já aflitos a dizerem que está a ser alvo de ataques ignóbeis, que Alegre e restantes candidatos andam desesperados e de cabeça perdida e por aí adiante. Até parece que Cavaco Silva é um ser acima dos outros e que nada deve esclarecer.

 

Por mim, e respeitante a esses meandros que de vez em quando animam e alimentam a comunicação social, nunca fiz grandes considerações de Sócrates, nem as faço de Cavaco. A justiça serve para alguma coisa e está mais bem preparada para julgar que eu. Também Nuno Melo do CDS, a propósito disto, vem hoje dizer do alto da sua sabedoria que respeita o silêncio de Cavaco Silva, contradizendo assim a sua postura na política pois nos últimos anos não tem respeitado o de Sócrates.

 

É muito lindo quando somos coerentes e agimos de igual forma perante pessoas que são do nosso partido ou de outro qualquer. Talvez seja por esta inconsistência opinativa dos nossos actores políticos que o descrédito seja tão grande junto das pessoas.

 

Não sejamos facilitadores no que concerne à nossa postura perante casos parecidos, nem nos coloquemos do lado do facilitismo, mediante o que no momento nos dá mais jeito. Cambalhotas, deveriam acontecer só nas aulas de educação física ou em exercícios de relaxamento.

 

Sejamos POLÍTICOS e não políticos…



semeado por Rui Luzes Cabral às 16:41
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011
FELIZ ANO NOVO DE 2011

A vida é o que nos acontece no intervalo dos nossos planos.

Estamos todos apreensivos com o novo ano, que em termos de vida é apenas a continuidade da nossa efémera existência neste planeta.

Desejo a todos um Bom Ano, embora todos nos queiram oferecer um ano de desgraças, mas temos de contar com a graça de Deus, que de graça nos oferece a esperança. E quem ainda não perdeu a esperança ainda espera!!

Embora com aumentos de preços generalizados e, se for o caso, cortes no ordenado.... 

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

(Santa Teresinha do menino Jesus)


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semeado por António Silva às 22:43
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Debate Manuel Alegre versus Cavaco Silva

O debate desta noite nada trouxe de novo. Meia dúzia de insinuações e três ou quatro generalidades, tanto de Alegre como de Cavaco. Um diz que não tem poder para mais, o outro que podia ir mais além. Um diz que sim o outro que não, um diz que não e o outro que sim. Os dois não disseram nada.

 

Para debates presidenciais, primeiro, julgo que meia hora é uma brincadeira. Depois não há ali uma ideia sobre o país, nem tampouco para que serve o Presidente da República.

 

Eu gostaria de ver os candidatos a discutirem se é ou não pertinente haver um só mandato de 7 ou 8 anos para que a função seja exercida com mais liberdade e descomprometimento. Gostava de ouvir os candidatos discutirem as competências e funções do presidente, visto que sempre se queixam que pouco podem. Gostava de ouvir os candidatos a falarem sobre o que pensam verdadeiramente sobre o país, não se escusando sempre na descrição da função que exercem ou querem exercer. Gostava de os ouvir a lançar ideias para a sustentabilidade do país. Gostava de os ouvir falar sobre o que é hoje o sector público e o que faz o privado e os seus grupos de interesse para o aniquilar. Gostava de os ouvir falar sobre os “mercados”, quem são, onde estão, o que os movem. Gostava de os ouvir falar sobre a regionalização política do país. Gostava de os ouvir falar nos mais desprotegidos da sociedade.

 

Gostava, mas nada. Não ouvi nada disso nem outras ideias interessantes.

 

De uma coisa estes debates têm servido: para demonstrarem a irrelevância do cargo. E o país também não anda muito preocupado com esta eleição, muito menos com a crise. Os portugueses, ou melhor dizendo, uma parte significativa deles, andam preocupados com eles próprios, com as suas férias, o telemóvel novo que saiu no Natal, a época de saldos que agora começou, o espumante para a passagem do ano…

 

Nem o deficit os entusiasma ou irrita. Isso é bom para os jornais, televisões e oposição.



semeado por Rui Luzes Cabral às 23:58
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010
NATAL - Quando Um Homem Quiser!

A expressão "O Natal é quando o homem quiser" todos conhecemos, mas a sua origem eu não conhecia. Acidentalmente recebi este poema de Ary dos Santos e esta música de Paulo de Carvalho através de um E-mail natalício, pela magnífica inspiração destes dois homens desejo partilhar esta experiência de Natal.

 

Poema extraordinário de Ary dos Santos, cantado de uma forma extraordinária por Paulo de Carvalho, proponho que se leia o poema e se ouça a música aqui.

 

Quando Um Homem Quiser


Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher.

 

Ary Dos Santos

 

 

 



semeado por António Silva às 20:51
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010
Santo Natal
Desejo um Santo Natal, com muita saúde, paz e alegria. Que o espírito desta quadra não se perca e que se centre no essencial, ou seja, o Nascimento de Jesus Cristo.
Enviado do meu BlackBerry® da tmn


semeado por Rui Luzes Cabral às 20:52
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Participe com o seu voto no concurso de presépios
Durante este mês de Dezembro, até 5 de Janeiro, estão a votação 9 presépios, espalhados por Loureiro. Jardim de Infância de Alumieira, Orfeão, Acrefa, Associação de Solidariedade Social, EB 1 de Alumieira, EB 2, 3 D. Frei Caetano Banda, Associação de Pais, 9. e 10. ano de catequese. VOTE...
Enviado do meu BlackBerry® da tmn


semeado por Rui Luzes Cabral às 23:25
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
A Igreja deve andar mais depressa, desde que ande bem...

Jesus Cristo foi um Homem muito à frente no seu tempo. E de uma forma tal, que até hoje, passados mais de 2 mil anos a sua mensagem não se esgotou e continua actual. O que eu esperava da hierarquia da Igreja Católica era isso, que fosse o farol que vai à nossa frente a iluminar e não, que fique à espera que o pessoal vá à frente na caminhada, para só depois dar uma corrida para se aproximar do último da fila. "O que é a verdade?"... Comentário feito por mim no facebook (21 Nov. 2010) a uma notícia sobre o que disse o Papa sobre o uso do preservativo, colocada pelo meu irmão.

 

“Mais tarde ou mais cedo - é preferível mais cedo -, a Igreja deverá ter um pronunciamento lúcido e claro sobre estas matérias. Para não dar a impressão de que ela lá vai indo, mas aos empurrões, e quando, entretanto, muitos a foram abandonando.” Extracto da crónica (A Igreja e os sinais dos tempos) do Padre Anselmo Borges no DN de 28 de Novembro de 2010.



semeado por Rui Luzes Cabral às 00:28
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
SILÊNCIO

SILÊNCIO

 

 

Deitado nos teus braços,
Espelhado em tristeza!
Relembro nas lembranças,
Mapa de incertezas.

 


Sonhos deslumbrados,
Plumas da ilusão,
São gestos desmembrados,
Unidos na paixão.

 


Efémeros os teus gostos,
Tão fortes em solidão!
Recordo com saudade,
Os sopros do coração.

 

 

JOSÉ MIGUEL ARAÚJO


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semeado por José Miguel Araújo às 08:56
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SENTIDO...

SENTIDO

 

 

Reservo em mim…

Momentos de prazer,

Onde me sento na lembrança…

De nunca te esquecer!

 

 

Reservo em mim…

Reflexos de amor,

Outorgo loucuras,

Aromas e sabor!

 

 

Reservo em mim…

Espaços de ilusão,

Conquistas eternas,

Raízes da paixão!

 

 

JOSÉ MIGUEL ARAÚJO


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semeado por José Miguel Araújo às 08:54
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
QUEM E O QUE DEFENDE A NATO

A República Portuguesa encheu-se de vaidade por estes dias, por causa da Cimeira da NATO, em que dezenas de dirigentes e seus familiares vieram passear a Lisboa. Os familiares foram visitar a cidade e ver museus, os responsáveis pelos cargos políticos foram até ao Parque das Nações assinar algo que já estava discutido e aprovado. As cimeiras modernas não são para discutir nada, parece-me. São simplesmente para meia dúzia de discursos e encontrar-se “a malta” que dirige (ou pretende dirigir) o mundo. Para esse encontro gastam-se milhões e milhões em segurança, logística, assessorias, viagens, etc. Serve pelo menos para “girar” o comércio.

 

No caso desta organização (NATO), se pelo menos encerra-se em si mesma no que toca à missão pela qual existe, algo de extremamente necessário para o nosso planeta, ainda se compreenderia tanta excitação. O problema é que não lhe vejo vantagem alguma. Quando foi criada, a NATO tinha razão de ser, tal qual teve razão de ser a união de vários países, que “Aliados” venceram a Segunda Guerra Mundial. Nessa altura com a divisão do mundo em dois grandes blocos, marcadamente politizados e armados, prontos a dispararem ao mínimo desentendimento, ainda se compreendeu. Mas com o fim da União Soviética, com o fim do Muro de Berlim e com o fim do Pacto de Varsóvia a 31 de Março de 1991 (Aliança militar do leste Europeu, ou seja, a NATO dos comunistas) que sentido faz hoje em dia a NATO. Bem, se a entendermos como um clube de meia dúzia de países ricos (EUA, Canadá, Inglaterra, França, Alemanha e Itália), secundada pelos restantes 22 Estados, que ali estão por mera conveniência e, porque fica sempre bem a um pobre estar ou entrar em casa de um rico, então compreende-se. Mas isso é muito pouco e o pouco que é já não serve.

 

Não vejo qualquer vantagem na existência, hoje, da NATO, até porque a União Europeia (21 dos países membros da NATO pertencem à UE) deverá ser cada vez mais um bloco político, social, económico e militar unido, que fale a uma só voz e que não se disperse por aqui e por ali, conforme o gosto ou a conveniência. Que força militar tem a UE? E não tem porquê? Ficam as perguntas. Por outro lado, não vejo qualquer vantagem na existência, hoje, da NATO, porque com a existência da ONU, uma organização internacional que não tende a ser “um clube” restrito, é que deveria ser a grande organização por excelência, capaz de agregar, capaz de ser ainda mais respeitada, capaz de ser ajudada. Os capacetes azuis deveriam ser a Força Internacional que mais pudessem contribuir para a paz no mundo. É inconcebível nos dias de hoje, actuar-se em poucos dias, invadindo países como o Afeganistão e o Iraque e não o fazer em Estados Africanos que vivem em guerra há décadas para os quais ninguém olha. É inconcebível não se forçar de uma vez por todas uma resolução (no terreno) para o conflito entre Israel e a Palestina. É inconcebível haver 5 membros permanentes no Conselho de Segurança, como que intocáveis e sabedores da razão. A ONU conta actualmente com 192 Estados Membros, quase a totalidade dos Estados Soberanos do Mundo. Não seria a organização perfeita para pugnar pela segurança dos povos?

 

Uma ONU forte e mobilizadora contaria no seu exército com militares de todos esses 192 Estados. A União Europeia deveria possuir uma força militar própria e contribuir também com militares para os capacetes azuis. OS EUA já sabemos que em recursos de defesa estão bem equipados. A China é uma potência em crescendo. Outros países emergentes também poderiam dar um bom contributo. Com uma ONU forte, seriam precisas organizações como a NATO?

 

Pergunto eu novamente, para quê uma NATO, se poderíamos ter uma organização como a ONU, mais representativa dos povos e, porventura, mais respeitada. Não sou muito de ir para a rua manifestar-me, nem tampouco concordo muito com o “modus operandi” de algumas delas, mas que existem ali razões de protesto válidas e pertinentes, não tenho dúvidas.

 

Por isso, depois de uma Cimeira como a de Lisboa, em nada o meu orgulho Português cresceu. Tenho pena que andemos entretidos em reuniões balofas de conteúdo, mais preocupados em conservar o poder deste ou daquele, num clube restrito, em que agora até vai ter a colaboração da Rússia e, no fim de contas, só sirva para o benefício de poucos. Não nos esqueçamos que há milhões e milhões a morrerem à fome. Acabemos, pois, com estas excentricidades. Mas como a NATO, existem outras por aí. O G20 é talvez o expoente máximo do cinismo dominante que nos governa. Haja mais solidariedade, haja mais ONU.

 

E, para terminar, deixo só outra questão. Tantos governantes, tantos assessores, tantos políticos e fazedores de opinião e, poucas dessas vozes audíveis falam da questão: A NATO faz sentido no Século XXI?

 

Estarei eu a pensar numa barbaridade assim tão grande, sem sentido algum e desprovida de conteúdo? Haverá alguma clarividência nesta minha opinião?

 

Rui Luzes Cabral

22 de Novembro de 2010

01:04



semeado por Rui Luzes Cabral às 23:08
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Os Dois Milhões de Retorno e a chegada da Volta a Portugal a OAZ

Bem, ontem no facebook tentei indagar à empresa que fez o estudo em que se refere um retorno de 2 milhões que a Volta trouxe a Oliveira de Azeméis e parece que os nervos ficaram à flor da pele com um simples pedido de esclarecimento. Não compreendi.

 

Recordo que no dia em que os ciclistas cortaram a meta eu estava lá e de lá referi aos microfones da Azeméis FM que o evento é bom para o Concelho mas que também é preciso olhar sustentadamente para o concelho todo, freguesia a freguesia. É obvio que sei que houve retorno e que o mesmo não foi para o Algarve, foi para o nosso comércio, para a nossa hotelaria, para os nossos cafés e restaurantes, talvez para alguma indústria. Até aqui tudo bem.

 

A simples pergunta à empresa que fez o estudo e, se o fez saberá esclarecer, porque se baseou em dados concretos, é onde estão os 2 milhões de euros. O que gostaria de conhecer do estudo é por exemplo o seguinte: Por causa da Volta os restaurantes X, Y e Z facturam naquele período mais (um dado valor apurado) do que em período homólogo. O hotel A, a residencial x e o albergue k facturaram também mais (um dado valor apurado). O comércio teve um acréscimo em determinado valor. Isso tudo junto perfaz a quantia de 2 milhões de euros. O meu comentário de ontem não é uma crítica ou um elogio, é uma simples pergunta para perceber melhor o alcance de tal evento, ou seja, a chegada da Volta.

 

Quanto ao comentário do Paulo Oliveira, julgo que estas coisas não se devem balizar entre oposição e posição pois nem tudo o que a oposição critica valida o trabalho que está a ser feito, pois se invertêssemos esse pressuposto, tudo o que a oposição possa aplaudir à posição como seria de interpretar?

 

Voltando ao que perguntei ontem, alguém me pode esclarecer o estudo no sentido de entender por onde estão distribuídos os 2 milhões? Essa é que é a questão central e, por causa dela, não vamos inquinar o debate ou direccioná-lo noutro sentido.

 

Comentário colocado ontem no facebook: De acordo com a página da CMOAZ, a Volta a Portugal em Oliveira de Azeméis teve retorno de dois milhões de euros http://bit.ly/broBPo. Já agora, gostaria que a empresa que fez o estudo enumere quem foram as entidades ou empresas que lucraram com a volta e o que receberam cada uma.



semeado por Rui Luzes Cabral às 16:18
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